O Homem no Poço, e o Caminho da Sabedoria

Por Quintus Curtius, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

No seu trabalho alegórico Kalila e Dimna, o escritor Ibn Muqaffa descreve a jornada para a sabedoria de um de seus personagens, um homem chamado Barzouyeh.  Barzouyeh foi o homem mandado pelo rei da Pérsia para a Índia para adquirir o precioso texto de Kalila and Dimna, que supostamente continha o equivalente em tesouro de sabedoria.  Ibn Muqaffa usa bastante tempo discutindo a educação e o caminho de Barzouyeh até a sabedoria; e nos será instrutivo relatá-los aqui.

Quando ele ainda era um jovem homem na Pérsia, e uma vez que ele havia completado os rudimentos de sua educação médica, Barzouyeh percebeu que ele tinha quatro escolhas na vida. Ele explica mais:

Eu tive de escolher, conforme pareceu a mim, entre quatro coisas, que em geral ocupam a atenção e engajam as afeições dos homens: a aquisição de riquezas, a obtenção de um bom nome, os meios para conseguir prazeres temporais, e a provisão para o futuro. E descobrindo a partir dos escritos dos médicos, que tinham o último objetivo constantemente em vista, eu determinei que perseveraria na profissão que havia escolhido, para ao menos não me tornar o mercador que vendeu um rubi precioso por uma pérola sem valor. [NdA.: Traduzido para o inglês por W. Knatchbull, com pequenas edições]

Em outras palavras, ele percebeu que era importante ser prático, e procurar ganhar a vida na profissão que ele escolhera. Ele também pôde ver que a própria vida era fugaz e não permanente, e que era melhor se focar na aquisição de sabedoria do que perder tempo em bobagens e distrações:

Com essas reflexões eu fortifiquei minha resolução de preferir somente o que fosse substancialmente bom, sabendo que nosso corpo, por sua própria constituição é sujeito à corrupção, e que a vida, que é transitória, pode ser comparada a uma estátua, cujos membros soltos são mantidos juntos por somente um prego, que se for removido, levam as diversas juntas a ceder, e as partes a cair aparte; e aquilo que é sólido é a sociedade de amigos ou amantes, cujos prazeres são muitas vezes comprados com um valor alto, e terminados por uma interrupção qualquer, como um prato de madeira, que foi usado na mesa, e quando quebrado, não serve para nada além de ser combustível para o fogo.

Ele percebeu mais e mais que se ele fizesse de coisas fugazes e sem valor o foco de suas atenções, ele seria pago com miséria e perturbações emocionais. Sua curiosidade eventualmente o levou a examinar diversas religiões, e ver quais eram as doutrinas de cada uma delas. Mas as conversas que ele teve com diversa pessoas sobre o assunto não foram satisfatórias: cada pessoa tinha sua própria opinião, e estava convencida de que seu próprio credo era o melhor, Era o melhor, ele pensou, simplesmente aderir à “persuasão de meus ancestrais.” Sua própria mortalidade era um fato de que ele estava cada vez mais ciente de:

Eu não podia, porém, esquecer que o fim de minha existência estava se aproximando velozmente, e o fim de todas as coisas do mundo estava próximo, e que o fio da vida muitas vezes é cortado no momento em que a saúde e a felicidade prometem assegurar a continuidade de nosso ser… eu comecei a ver claramente a inconveniência e o perigo de uma mente inquieta, sem um determinante de conduta ou opinião, e resolvi, ouvir àquela voz que alerta, e que nunca falha em se fazer distintamente ouvida dentro de nós…

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O Horário de Verão pode Custar Caro – Em Saúde e Dinheiro

por Joseph Mercola, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

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O Horário de Verão rouba uma hora de sono.

Para os americanos brasileiros, é aquela época do ano novamente— hora de adiantar seus relógios uma hora; perdendo uma preciosa hora de sono no processo. Para muitos, a mudança de horário associada ao horário de verão (HdV) também significa gastar diversos dias ou mesmo semanas se sentindo geralmente desequilibrado.

Conforme divulgado por Prevent Disease:2

“Um estudo, publicado em 2007… combinou pesquisas com 55.000 pessoas na Europa central com dados de padrões de sono e alerta de 50 indivíduos por 8 semanas por volta das mudanças no começo e fim do horário de verão.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas nunca ajustam totalmente seus ritmos circadianos à mudança de horário associada ao horário de verão.

Pular uma hora, porém, era ainda mais difícil para pessoas noturnas — acostumadas a acordar e dormir tarde, eles descobriram.” [ênfase de Joseph Mercola]

A questão sobre se o horário de verão deve ser abolido é levantada em intervalos regulares, e por um bom motivo.

Conforme explicado no vídeo abaixo, o horário de verão tem a intenção de te dar mais acesso à horas com o sol, deste modo reduzindo os custos com energia e promovendo atividades saudáveis ao ar livre, e por quase um século países ao redor do mundo adiantam seus relógios para a frente na primavera e para trás no outono.

Mas vale a pena? Não parece haver qualquer boa razão para mexer no tempo na era moderna, e alguns países, e mesmo regiões dentro de países, decidiram sair do HdV.

Áreas que não o tem incluem: a região ao norte do Brasil (NT.: isto é, o Norte e o Nordeste), Saskatchewan (Canadá), grandes partes da Austrália, Porto Rico, as ilhas Virgens, Havaí, Samoa Americana, Guam, Ilhas Marianas do Norte e o estado do Arizona.

Visite a videoteca Mercola

O Horário de Verão faz mal para sua Saúde

As pesquisas são bem claras sobre os efeitos na saúde dessa intervenção no tempo. Em resumo, não faz bem para você, e picos tantos em ataques cardíacos3 quanto suicídios4 nos dias seguintes ao início do horário de verão atestam a realidade dura de tais descobertas.

Os efeitos adversos à saúde de perder uma hora de sono quando os relógios são adiantados— e o efeito em cascata que isso causa nos dias ou semanas seguintes— são significativos, e realmente realçam a importância do sono para o funcionamento físico e mental.

O “fenômeno segunda-feira cardíaca” já é reconhecido há algum tempo.5 Mais ataques cardíacos acontecem nas segundas do que em qualquer dos outros dias da semana, e mudanças no sono associadas à transição de fim de semana para dias de semana podem ter um papel significativo nisto.

Quando o horário de verão entra e vigor, o risco tende a se tornar ainda maior. Um estudo de 20126 descobriu que ataques cardíacos aumentam em 10% na segunda e terça subsequentes à mudança de horário. Ataques cardíacos diminuem em 10% na segunda e terça após o reajuste de horário no outono.

De acordo com o autor do estudo, Martin Young, Ph.D:

“Indivíduos que sofrem privação de sono pesam mais e tem um risco maior de desenvolver diabetes ou doenças cardíacas. A privação de sono também pode alterar outros processos corporais, incluindo respostas inflamatórias, que também podem contribuir para um ataque cardíaco.”

Um estudo mais recente7,8 descobriu um aumento de 5% nos ataques cardíacos após a mudança para o horário de verão. O risco diminuiu novamente após os relógios terem sido reajustados para o tempo padrão no outono.

O Cazaquistão aboliu o HdV em 2005, citando complicações com a saúde para esta decisão. Em 2011, o presidente russo Dmitry Medvedev também cancelou o HdV devido aos “estresse e doenças” que ele causa nos relógios biológicos humanos.9

Produtividade cai e acidentes aumentam após o início do Horário de Verão

Estudos também demonstram que o HdV causa o danos econômicos ao país como um todo. Quando você considera que isto acontece todos os anos, o efeito cumulativo na produtividade provavelmente será muito significativo.

De acordo com Till Roenneberg, um cronobiólogo alemão, seu ritmo circadiano (que é determinado pelo ciclo de luz do dia e escuridão à noite) nunca se ajusta ao ganho de um hora “extra” de luz do sol no fim do dia durante o horário de verão. Então você fica levemente “estranho” durante todo o horário de verão.

“A consequência disto é que a maioria da população tem um produtividade drasticamente reduzida, menor qualidade de vida, maior suscetibilidade à doenças, e fica simplesmente cansada,” Roenneberg disse.10

Dados11 do US National Institute for Occupational Safety and Health (NT.: Instituto nacional americano da segurança e saúde no trabalho) também demonstram um aumento na quantidade e severidade de acidentes relacionados a trabalho na segunda-feira posterior após o início do HdV.

De acordo com um estudo de 2009,12 acidentes no local de trabalho aumentam cerca de 6%, e cerca de 68% mais dias de trabalhos são perdidos por conta de machucados após o início do HdV.

E assim também acontece com acidentes de trânsito, que aumentam cerca de 8% na segunda-feira seguinte à mudança para o HdV.13 Acidentes fatais relacionados ao álcool também aumentam na primeira semana após o adiantamento dos relógios.14

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Sociedade por Procuração: Estamos Cognitivamente Preparados para o Capitalismo?

Por Ludvig Sunström, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Eu considero o fato de que somos evolutivamente mal adaptados à maioria do mundo moderno como uma das mudanças mentais que já tive.proxy society

Uma das maiores dessas más adaptações é o sistema capitalista.

Todos sabemos que o Marxismo, Comunismo, Esquerdismo não funcionam. Se eles funcionassem, eles teriam companhias prósperas e pessoas felizes. Não é necessário u gênio para entender que se roubar das pessoas o incentivo para trabalharem duro e criarem coisas novas…….

……você acabará com uma sociedade ruim.

Então por que tais ideologias tornam-se populares? Porque elas são simplistas e falam ao coração.

O capitalismo, por outro lado, é complexo.

O camponês [medieval] conhecia a ordem das coisas, a estrutura de poder. Ele sabia que o rei e os prelados estavam no comando.

Nós agora vivemos em uma sociedade por procuração, com camadas, e camadas e camadas, onde o significado está escondido de nós. O capitalismo recompensa a especialização e a divisão do trabalho. Comparado ao artesão do século XVIII (que fazia tudo sozinho), a maioria dos aspectos dos processos de trabalho agora estão escondidos de nós. Eu conheço uma garota cujo único trabalho é fazer relatórios. Os empregados de uma grande companhia global raramente têm conhecimento de toda a cadeia de valor, ou de como eles contribuem para o todo.

Karl Marx escreveu sobre 4 modos de alienação do trabalhador em relação ao seu trabalho:

  1. Alienação em relação ao seu produto
  2. Alienação em relação ao ato de produzir
  3. Alienação em relação à essência da espécie humana
  4. Alienação em relação a outros trabalhadores

O modo de prosperar numa sociedade por procuração é se tornar mais esperto e dominar um Pensamento de Ordem Mais Elevada.

Mas é difícil e incômodo pensar. Isso não será feito a menos que haja algum sentido e curiosidade. Numa sociedade por procuração, somente aqueles capazes de produzir seu próprio significado e curiosidade-seu próprio Senso de Admiração- são aqueles com um córtex pré-frontal forte, ou que tinham um missão instilada desde o nascimento, como o Fantasma. O homem forte não precisa de religião formal, ele cria sua própria filosofia.

Um Encontro na Floresta

Recentemente, conforme eu comecei a trabalhar na versão atualizada e expandida de Breaking out of Homeostasis, (NT.: é um excelente livro, eu recomendo) eu mantive isso primordialmente para mim mesmo (de tal modo que minhas ideias não sejam perturbadas). Eu tenho mantido horas de acordar estranhas e fui dar passeios solitários no meio da noite, em florestas.

Em uma dessas caminhadas eu passei por um pequeno acampamento de vagantes e pedintes. Eles haviam coletado grandes pilhas de itens (principalmente coletados no lixo e lixeiras da cidade) e haviam cavado um grande buraco no chão e usado para o descarte de bagulhos. Para meu espanto ele estava cheio de itens de plástico e vidro.

Eu pensei comigo mesmo: Estas pessoas estão mal adaptadas ao capitalismo. Eles são como aborígenes coletando e caçando em território estranho. Então eu pensei, eles são Homo Sapiens e eu também. Nós somos todos um bando de animais. Que de algum modo inventamos tecnologias, máquinas, e mercados globais… é assustador, e bastante incrível. Mas mate todo mundo com mais de 7 anos e tudo acabaria, bem como nossa cultura coletiva.

Agora, embora estas pessoas das florestas sejam casos extremos de desajuste social, eu não penso que seria não razoável assumir que este seria nosso “padrão”. Existem evidências convincentes de que nós humanos não somos naturalmente equipados para viver numa sociedade moderna.

O mundo é complexo e o capitalismo é difícil de entender.

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A Grande Mentira

por Michael Eades, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Se você contar uma mentira grande o suficiente e continuar repetindo-a, as pessoas eventualmente irão acreditar nela.*

Joseph Goebbels (à esquerda)
Ministro Nazista de Propaganda

A história de nossa raça, e de cada experiência individual, são bem costuradas com a evidência de que uma verdade não é difícil de matar, e que uma mentira bem contada é imortal.

Mark Twain, Advice to Youth

Eu sempre amei as duas citações acima por que seus sentimentos são tão precisos. É triste mas é verdade que quanto maior a mentira, mais pessoas se dispõem a aceitá-las sem questionamento.  E quanto mais pessoas aceitarem a mentira, mais fácil fica persuadir outros a se juntar à crescente multidão. Deste modo uma grande mentira se torna uma bola de neve até se tornar uma grande ‘verdade.’

Nutricionalmente eu não consigo pensar numa mentira maior que aquela que alega que gorduras em geral e gorduras saturadas em particular são ruins para nós. Esta mentira está tão arraigada nas mentes da maioria que você não poderia arrancá-la com uma banana de dinamite. Especialmente nas mentes dos acadêmicos, e mais ainda nas mentes dos nutricionistas. Nem de todos, mas da maioria. Nutricionalmente, está é verdadeiramente a Grande Mentira.

Apesar do fato que eles se agarram tenazmente à Grande Mentira, as evidências a disputam. Mas, “uma mentira bem contada é imortal.”  Em Whole Health Source Stephen Guyenet escreveu recentemente um artigo verificando dados observacionais sobre gordura saturada e níveis de colesterol e doenças cardíacas. A maioria dos devotos da Grande Mentira se preocupam obsessivamente com a ingestão de gordura saturada enquanto os dados observacionais demonstram pouco, ou nenhuma, correlação. Alguns anos atrás, eu escrevi um grande texto sobre a invalidade de estudos observacionais como prova de praticamente qualquer coisa, mas naquele texto eu não mencionei que embora tais estudos não possam demonstrar que correlação implica causalidade, eles provavelmente são válidos em demonstrar o oposto: se não há correlação, provavelmente não bases para se argumentar pela causalidade. Então, se não há muita correlação entre a ingestão de gordura saturada e níveis elevados de colesterol e/ou doença cardíaca, é duvidoso que a ingestão de gordura saturada seja causal [NT.: isto é, que ela cause doenças cardíacas].

Eu recentemente tropecei num artigo – um editorial de pesquisa, para ser correto – no Journal of the American Dietetic Association (JADA) que, se eu já não tivesse uma relação estreita com Jameson, me levaria a beber. De fato ele provavelmente me levou a beber um pouco a mais. Agora o JADA é o jornal editado e escrito por nutricionistas registrados, e, como consequência, tem um estilo de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos em termos de conteúdo. Ele geralmente segue a linha low fat, high carb, mas de vez em quando publica alguns artigos sobre aspectos da dieta low carb. O artigo particular que causou minha ardência no coração é intitulado Low-Glycemic Load Diets: How Does the Evidence for Prevention of Disease Measure Up?

O artigo me incomodo em muitos níveis, o primeiro dos quais é que ele cita o índice glicêmico (IG) e carga glicêmica (CG). Eu já escrevi previamente sobre porque eu não acredito que o índice glicêmico seja um modo particularmente válido de caracterizar carboidratos. E eu não creio que o conceito de carga glicêmica seja muito melhor. O que está errado em simplesmente contar carboidratos? Isto provê mais benefícios e não encoraja o consumo de frutose, um açúcar perigoso com um baixo índice glicêmico.  O motivo pelo qual o índice glicêmico e a carga glicêmica foram tão adotados pela comunidade acadêmica é porque ela não pode admitir que uma dieta low carb é simplesmente superior para perda de peso, controle de lipídios, redução da pressão arterial, estabilização da glicose no sangue, melhoras de problemas de refluxo estomacal etc. do que sua amada dieta low fat. Então ao invés de terem caráter e admitirem que estavam errados pelos últimos 40 anos, eles embrulham a venerável dieta low carb em baboseiras que soam acadêmicas e a chamam de dieta da carga glicêmica e esperam que ninguém perceba o subterfúgio.

É perfeitamente aceitável conversar sobre benefícios à saúde de dietas com pouca carga glicêmica sem ter ninguém dizendo que você vai ferrar seus rins. Ou que você poderá perder peso, mas vai entupir as suas artérias. Não, a dieta da baixa carga glicêmica é perfeitamente inócua em qualquer companhia. Nenhum acadêmico pomposo vai ter encher o saco se você usar a palavra “glicêmico(a)”. Tente usar o termo ‘low-carb’ nos salões acadêmicos, porém, e você poderá receber alguns olhares hostis.

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A Importância dos Bons Hábitos Cotidianos (NSFW)

por Héracles

Você aí, já parou para pensar no quanto a sua vida está andando para frente ou para trás nesse exato momento? Já pensou na sua rotina, em quanto isso está te levando a algum lugar, te fazendo evoluir como pessoa, ou talvez o quanto essa rotina esteja fazendo exatamente o contrário disso? Quando pensamos nos bons exemplos de pessoas que andaram por aí no mundo fazendo coisas importantes, nem sempre, ou quase nunca, consideramos o quão fundamentais esses pequenos hábitos cotidianos, feito dias a após dia impactaram na realização de grandes coisas, que normalmente julgamos como “feitos aleatórios” ou “golpes de sorte”. Isso também nos leva a um outro aspecto importante do desenvolvimento humano num sentido bastante amplo, naquilo que antigamente chamávamos de “ganho ao direito de nobreza”, termo ou qualidade essa difícil de categorizar e definir em palavras ou mesmo com exemplos nos dias de hoje. Bem, ao longo desse texto tentarei me fazer mais objetivo e já aviso de antemão aos politicamente corretos, afeminados, aos frágeis, sentimentais e facilmente injuriados que nem percam tempo lendo o resto, se poupem do constrangimento.

Sangue nobre não é feito com mágica, ou com horarias sociais sem sentido, mas com tempo, dor, sofrimento, disciplina e coragem!

Nos tempos imemoriais, no início de qualquer civilização, a nobreza ou o que hoje chamamos de “elite”, sempre foi composta por uma singela parte da sociedade ao qual estavam inseridos, por homens (Männerbund) que segundo as lendas, tinham descendência dos próprios deuses olímpicos ou qualquer outra designação que possam ter recebidos em culturas diferentes. Eram seres especiais, que com toda certeza, não se misturavam com a ralé, ou seja, as pessoas inúteis e fracas, tanto espiritualmente quanto mentalmente. Ser da elite nesse inicio não era sinônimo de ter grandes posses materiais (dinheiro) mas sim de ter demostrado grande coragem, criatividade, descoberto coisas novas, de ter algum talento incrível e ter feito algo extraordinário pela comunidade, ou mesmo apenas pela própria família/clã. Estes homens tinham a honra de serem considerados por todos possuidores de um sangue melhor, e todos os seus descendentes também teriam essa honra.

Por esses feitos, estes homens nobres tinham mais direitos de posses que os demais da comunidade (seja posse material ou de mulheres) e assim, construiriam seus legados, tendo muitos filhos que carregariam seus sobrenomes e a vontade de vencer e dominar, com terras para cultivar e o desejo interno de descobrir e conquistar muitos outros lugares. Ou seja, o sangue nobre na antiguidade era CONQUISTADO e não apenas herdado, uma vez que mesmo esses filhos de um grande cara do passado, (que tinham um sobrenome de peso) mesmo esses, tinham que provar o seu valor, normalmente em batalhas, justamente para manter e reafirmar a nobreza desse nome. Sem essas provações, esse sangue deixaria de ser tão valoroso e perderia sua nobreza nas próximas gerações. A cobrança e a responsabilidade destes era ainda maior que a de qualquer outro homem naquela época. Sangue nobre era uma virtude adquirida com muito suor e sacrifícios pessoais em vários sentidos.

Com a passagem dos séculos, a gradual complexidade e acúmulo de riquezas da sociedade humana como um todo, provas de valor foram deixando de ser necessárias, pois a sobrevivência se tornou algo mais simples e ser da “nobreza” (agora entre aspas) seria simplesmente quem tinha herdado um sobrenome famoso, e não precisaria provar nada por esse título. Normalmente pelos feitos passados, essas famílias já acumulavam grande quantia de bens e dinheiro, que é o única coisa que importa no nosso mundo atual e que acabou sendo anexado ao sentido de “nobre”. Lógico que com essa constituição dos fatos diferente de antigamente não era/é difícil pessoas de merda, que não passam de um peso na terra terem a honra de serem consideradas“elite”, uma vez que elite é simplesmente possuir bens materiais, ou alguma fama estúpida.

Leia mais aqui: http://complexoherculeo.blogspot.com/2018/08/a-importancia-dos-bons-habitos.html

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4 Outras Comidas Além da Soja que Podem Abaixar sua Testosterona

por Larsen Halleck, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Algum tempo atrás, eu discuti a soja, seus subprodutos e como essa leguminosa tem efeitos negativos e estrogenizantes no físico masculino. Naturalmente, nada mudou nesse meio tempo: a soja ainda é estigmatizada com bons motivos pelos homens.

Tendo isso dito, vamos deixar algo perfeitamente claro: a soja não é a única comida que pode erodir seu vigor masculino- longe disso! Conforme você provavelmente imaginou, este artigo falará sobre quatro comidas estrogenizantes além da odiada soja, e porque você deveria evitá-las.

1. Cerveja

“Cerveja?!” você pode perguntar. Sim, cerveja, de todas as coisas, comprovadamente é estrogenizante. Mais especificamente, nem todas as cervejas, mas alguns tipos de cerveja—aquelas fermentadas com lúpulo, o que significa a esmagadora maioria das cervejas encontradas no mercado.

Claro, a cerveja é engordante, daí vem o termo “barriga de chopp”, mas os problemas vão além disso. O lúpulo contém fitoestrogênios, que são encontrados em (você adivinhou) na soja também! Se isso não fosse ruim o suficiente, ela pode concomitantemente abaixar sua testosterona também.

Este efeito pode ser amenizado se você beber cerveja sem lúpulo- extrato de malte, frutas, milho, as permutações do álcool são muitas, e se você quiser tomar uma bebida alcoólica provavelmente conseguirá achar algo sem lúpulo.

“Mas cerveja é coisa de homem!” Alguns que se recusam a controlar o tanto que bebem estão provavelmente dizendo isso agora. Quem disse? A mídia, é claro! A mesma mídia que está fazendo tudo em seu poder para denegrir a masculinidade 90% do tempo. Somente eu acho isso algo suspeito?

2. Açúcar Processado

Na verdade, qualquer tipo de dieta high carb é estrogênica, mas o açúcar a pior. De fato, de acordo com algumas pesquisas, comer sacarose e frutose em excesso pode causar um efeito epigenético de disfunção da regulação dos hormônios sexuais.

Naturalmente, este efeito ocorre se você come xarope de milho com alto teor de frutose ou açúcar, mas eu especifico “açúcar processado” por conta de sua proeminência na dieta moderna. Você já deveria estar evitando comidas ricas em açúcar somente para evitar ter um corpo rotundo, mas esta é só mais uma razão para esta proibição.

E, modo de dizer, o que é a cerveja acima se não carboidrato líquido? O veredito é: evite o consumo de carboidrato em excesso!

3. Linho

“O que diabos é linho?” a maioria de vocês está provavelmente perguntando. “Como você come a coisa que fazem tecidos com ela?” os com um pouco mais de conhecimento podem questionar. Pode surpreendê-lo mas o linho (ou mais precisamente sua semente, a linhaça) é encontrado numa quantidade razoável de comidas- incluindo pães integrais e cereais. E para ser claro, ele não é tão ruim: são a única fonte vegetal predominante de ácidos graxos ômega 3 benéficos ao sistema nervoso central. Porém, isto vem com problemas na forma de lignanas, um composto químico com propriedades estrogênicas.

(NT.: mesmo o ALA. ômega 3 encontrado na linhaça, não é tão benéfico, como disse J Stanton: Óleo de linhaça (ALA) não é um substituto aceitável. Nossos corpos são muito ineficientes (menos de 1%) em convertê-lo para o DHA de que precisamos. Além disto, ele é polidor de móveis, e polidores de móveis não são comida.”)

O linho parece ser a comida menos perigosa desta lista, então se precisar de um pouco de ácidos graxos ômega 3, uma pequena quantidade de linhaça ou óleo de linhaça não será tão ruim.

4. Produtos Animais Processados

Enquanto eu já disse repetidamente que produtos de origem animais são algumas das melhores coisa que você pode comer— e mantenho essa posição— eu devo fazer uma clara distinção entre produtos animais saudáveis e não saudáveis.

Os veganos têm um ponto sobre uma coisa: fazendas industriais e processos similares não são bons para ninguém. Não apenas elas são anormalmente cruéis para os animais, a grande quantidade de hormônios e outros químicos que eles dão aos animais enquanto estão vivos (para conseguir mais carne, leite e ovos) não são bons para sua saúde. E nem os conservantes que você irá encontrar em diversas carnes processadas.

Diga o que quiser sobre a União Europeia, eles podem ter um bom argumento para banir as importações de carne e leite americanos— e o fato que os EUA tem um nível de obesidade muito mais alto também ilustra este fato.

A pior parte de tudo isto é que os efeitos estrogênicos provavelmente são os mais leves de todos os efeitos relacionados a hormônios de fazendo industrial: aumento nos índices de câncer, doenças cardíacas, e síndrome metabólica também são associados com tais hormônios para falar de alguns poucos problemas.

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5 Variantes do Levantamento Terra

Por Larsen Halleck, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Todos amamos o levantamento terra, não amamos? Claro que sim, o venerável “rei dos exercícios” e tal.  Eu sempre disse que você pode dizer se algo vale a pena ao olhar para a quantidade de variantes da fórmula básica que existem. Quanto mais, melhor.

Isto vale para exercícios também! Os exercícios fundamentais tem uma grande quantidade de variações enquanto exercícios de isolamento “são sozinhos”— e naturalmente quanto mais um músculo for isolado, menos exercícios irão estimulá-lo.

E por que não haveria uma grande quantidade de variantes para este exercício?

O levantamento terra essencialmente trabalha todos os músculos da parte inferior do corpo, e muitos da parte superior também. Eu disse antes e direi novamente; se você não está fazendo o terra, comece a fazer. Veja em inglês, aqui.

E uma vez que você tenha dominado o terra comum, tente estas variações:

1. Levantamento Terra Romeno

(NT.: Este é um exercício semelhante ao conhecido “stiff”)

Esta é uma variante do terra que trabalha mais os posteriores da coxa do que o terra padrão, porque ele envolve as pernas estando quase que, ou totalmente retas e estendidas.

Para fazê-lo, segure uma barra na altura dos quadris, com as palmas da mão para baixo. Seus ombros devem estar para trás, suas costas travadas e “esvaziadas” (NT.: isto é com uma concavidade, vide a foto acima) e seus joelhos levemente arqueados. Esta será sua posição inicial.

Abaixe a barra movendo sua bunda o mais para trás que você conseguir. Mantenha a barra próxima de seu corpo, sua cabeça olhando para a frente, e seus ombros para trás. Abaixe a barra até ou um pouco abaixo de seus joelhos. Você deve sentir seus posteriores. Qualquer amplitude extra irá colocar tensão em sua coluna e deve ser evitada neste exercício.

Uma vez que você abaixar a barra, o levantamento propriamente dito é feito retornando-se à posição inicial ao empurrar os quadris para frente e ficando ereto.

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