Pensamentos Aleatórios 9

por Daniel Castro

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Numa conversa que tive recentemente com o autor, advogado e tradutor Quintus Curtius, fui relembrado que seus escritos (e de autores como Cicero) são a respeito de caráter, primeiro e acima de tudo o mais. Isto me levou a pensar em…

Por que há tanta tristeza, depressão e vazio no mundo de hoje? Talvez apenas parece que tais coisas existem em abundância, pois estamos sempre bombardeados com notícias e histórias a esse respeito. Mas creio que a depressão realmente é uma epidemia, por assim dizer, dos século XXI. No meu texto sobre a depressão, eu indiquei vários desses fatores. Eu direi aqui que continuei a ter insônia mesmo por longos períodos após minha recuperação, que pode estar ligada a outros fatores, como excesso de luminosidade noturna, principalmente. Mas de modo geral os piores tipos de pensamento de pessoas depressivas foram de ubíquos até cessarem completamente.

Respondendo à pergunta, que fiz acima, além do que eu já delineara no texto supracitado, creio que boa parte da tristeza, depressão e vazio afetando pessoas no mundo de hoje é causado pela mentalidade de tratar coisas não autotélicas como se elas assim fossem. Ou seja, coisas que servem a um dado propósito, são tratadas como se fossem o próprio fim.

Como por exemplo, o sexo, uma atividade prazeirosa que tem o fim biológico da reprodução, deveria advir da constituição de famílias nucleares, mas é tratado como o fim em si mesmo, devido ao hedonismo desenfreado. São realmente os homossexuais gays (ou seja, felizes, no sentido original do termo), ou tudo não passa de mais um termo de nossa novilíngua?

A popularidade, que deveria ser um indicador de uma pessoa com grandes qualidades, mas se torna um fim em si mesmo (veja quantas subcelebridades procuram 15 minutos de fama, sem acrescentar nada de positivo à sua vida). Como disse Nick Krauser no texto linkado acima:

Consider Robbie Williams. He can’t sing, can’t dance, doesn’t write his material, and is basically talentless. He does have good looks and charisma so combine that with a fortuitous chain of events and suddenly he’s a superstar singing on stage in front of 20,000 adoring fans in RobbieFest, about 2/3s of whom are young nubile women, many of them pretty. Is that good?

Ou a comida, que é algo que existe para nos nutrir, mas usamos para narcotizar o paladar, com glutamatos monossódicos, adoçantes, açúcar em quantidade cada vez maior, enquanto coisas nutritivas como fígado e chucrute só fazem narizes torcidos.

E o dinheiro, que assim como a popularidade é (deveria ser) a marca de pessoas que pensam no futuro, se precavem, e procuram ter uma vida tranquila, se transforma no próprio fim, numa corrida sem fim para se ter o brinquedo mais reluzente da cidade (lembram-se da música Camaro Amarelo?)

A estética, que considero um indicador da saúde, um modo de demonstrá-la, por assim dizer, também é corrompida, e as pessoas buscam maquiagens, roupas, perfumes e assim por diante, enquanto apodrecem por dentro, fisica, mental e espiritualmente.

Tenho certeza que podem haver mais casos desse fenômeno, que causa uma dissonância cognitiva permanente, e creio eu uma infelicidade profunda nos híbridos hamster-humanos que caem nesse erro. Sendo humano, eu, e creio que praticamente todos seres humanos da atualidade sofrem de algum grau deste problema.

Mangustos e Najas são inimigos naturais, sempre brigando e tentando se matar uns aos outros (geralmente o mangusto leva a melhor). Najas são seres perigosíssimos, com veneno mortal. Mas mangustos também não são flor que se cheire, talvez menos perigosos, mas ainda assim bem perigosos, e irascíveis.

Agora imagine se existisse uma Naja e um Mangusto proverbiais, batalhando ferozmente pelo controle da civilização, você preferiria adotar o mangusto como se fosse um fiel cão vira lata, apenas por representar um perigo menor do que a Naja?

I Hoppe not.

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Por que os Tópicos Dieta, Nutrição e Masculinidade são Intrinsecamente Conectados

por Keoni Galt, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

O papel justo dos homens na sociedade, os comportamentos masculinos e as características que as mulheres consideram atrativos, e dieta e nutrição — todos esses tópicos foram sujeitos a uma quantidade considerável de propaganda, memes, mentiras, e frases de efeito criados e promulgados por nossa mídia de massa e instituições de ensino… todos criados para distrair e levar nós as ovelhas (NT.: o autor usa a palavra, sheeple uma junção de sheep (ovelhas) e people (pessoas, povo), por não haver no português uma junção que soasse bem, escolhi usar a palavra ovelha para traduzir sheeple) a nos comportarmos de modos que levem a lucros tremendos para diversas indústrias.

Nossos relacionamentos disfuncionais, nossas dietas pobres em nutrientes e a fraca saúde mental, espiritual e física que resulta disto são literais mercados de nicho que são muito lucrativos de fato.

Muitos ativistas dos direitos dos homens e falaram sobre os esforços da sociedade ocidental em emascular e feminizar a sociedade como um todo… para promover comportamentos femininos em homens.

Simplesmente acontece que seguir a sabedoria convencional é perfeito para esta agenda.

Veja, num nível básico, psicológico, qual é a principal diferença entre a biologia masculina e feminina? Quando você chega à base, é a testosterona.

E a dieta padrão, baixa em gordura, sem carne vermelha, com pouco colesterol, baseada em plantas que todos nós supostamente devemos comer para ter boa saúde? É uma dieta que primariamente voltada para reduzir a produção de testosterona por nossos corpos.

Gordura saturada, e colesterol, são as principais matérias primas para a produção de testosterona pelo corpo.

Para dizer simplesmente, uma dieta com baixo teor de gordura, é uma dieta com baixo teor de testosterona.

falando por mim mesmo, fazem 4 anos agora desde que adotei uma dieta rica em proteínas e gorduras – eu gosto de chamá-la de Dieta Rica em Nutrientes, de COmida de Verdade, após quase uma década, de dietas de pouca gordura, sem gordura, semivegetariana, com grãos integrais, ao longo dos meus 20 e tantos ao começo dos 30 e poucos anos. Esta dieta me fez engordar cada vez mais (na pior época, eu estava 18 quilos acima do peso), e agora eu percebo que tinha uma libido gradualmente reduzida.

Comer muitas plantas e poucas comidas de origem vegetal estava me transformando num Herb.

Após alguns anos comendo paleoliticamente, eu descobri que agora tenho uma libido constante, feroz de um homem das cavernas pronto a dar um paulada na cabeça da fêmea mais próxima e arrastá-la para alguma selvageria carnal. Eu não me sentia deste modo desde que tinha 15 anos de idade e comecei a sair com garotas, e não conseguia pensar em nada além de sexo, drogas, rock-n-roll, e sexo. Uma coisa sobre ser mais velho, porém, é que enquanto minha libido se rejuvenesceu por minha dieta, você não tem alguns efeitos embaraçosos de ereções involuntárias incontroláveis, como quando você passa pela puberdade.

Mas na verdade a testosterona está ligada a muito mais do que a sua libido.

Do FuturePundit: Low Testosterone Increases Heart Death Risk?

Baixos níveis de testosterona parecem estar ligados a um risco maior de morte prematura de doenças cardíacas e todas causas. sugere pesquisa publicada online em Heart.

A descoberta refuta o conhecimento recebido de que o hormônio é um fator de risco para doenças cardiovasculares.

Alguns pesquisadores já notaram que homens obesos têm baixos níveis de testosterona e maiores níveis de estrogênio.

Isto é porque homens obesos comem muitos carboidratos enquanto comem proteína e gordura em quantidades insuficientes… justamente a comida da alta T.

Após ler o artigo e comentários do Futurepundit, pesquisei por “testosterona e gordura saturada.”

Alguns dos artigos que eu achei…

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Feliz Natal com + Testosterona (NSFW)

Espero que vocês apreciem o aumento na T que as imagens a seguir lhes proporcionarão!

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O Homem no Poço, e o Caminho da Sabedoria

Por Quintus Curtius, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

No seu trabalho alegórico Kalila e Dimna, o escritor Ibn Muqaffa descreve a jornada para a sabedoria de um de seus personagens, um homem chamado Barzouyeh.  Barzouyeh foi o homem mandado pelo rei da Pérsia para a Índia para adquirir o precioso texto de Kalila and Dimna, que supostamente continha o equivalente em tesouro de sabedoria.  Ibn Muqaffa usa bastante tempo discutindo a educação e o caminho de Barzouyeh até a sabedoria; e nos será instrutivo relatá-los aqui.

Quando ele ainda era um jovem homem na Pérsia, e uma vez que ele havia completado os rudimentos de sua educação médica, Barzouyeh percebeu que ele tinha quatro escolhas na vida. Ele explica mais:

Eu tive de escolher, conforme pareceu a mim, entre quatro coisas, que em geral ocupam a atenção e engajam as afeições dos homens: a aquisição de riquezas, a obtenção de um bom nome, os meios para conseguir prazeres temporais, e a provisão para o futuro. E descobrindo a partir dos escritos dos médicos, que tinham o último objetivo constantemente em vista, eu determinei que perseveraria na profissão que havia escolhido, para ao menos não me tornar o mercador que vendeu um rubi precioso por uma pérola sem valor. [NdA.: Traduzido para o inglês por W. Knatchbull, com pequenas edições]

Em outras palavras, ele percebeu que era importante ser prático, e procurar ganhar a vida na profissão que ele escolhera. Ele também pôde ver que a própria vida era fugaz e não permanente, e que era melhor se focar na aquisição de sabedoria do que perder tempo em bobagens e distrações:

Com essas reflexões eu fortifiquei minha resolução de preferir somente o que fosse substancialmente bom, sabendo que nosso corpo, por sua própria constituição é sujeito à corrupção, e que a vida, que é transitória, pode ser comparada a uma estátua, cujos membros soltos são mantidos juntos por somente um prego, que se for removido, levam as diversas juntas a ceder, e as partes a cair aparte; e aquilo que é sólido é a sociedade de amigos ou amantes, cujos prazeres são muitas vezes comprados com um valor alto, e terminados por uma interrupção qualquer, como um prato de madeira, que foi usado na mesa, e quando quebrado, não serve para nada além de ser combustível para o fogo.

Ele percebeu mais e mais que se ele fizesse de coisas fugazes e sem valor o foco de suas atenções, ele seria pago com miséria e perturbações emocionais. Sua curiosidade eventualmente o levou a examinar diversas religiões, e ver quais eram as doutrinas de cada uma delas. Mas as conversas que ele teve com diversa pessoas sobre o assunto não foram satisfatórias: cada pessoa tinha sua própria opinião, e estava convencida de que seu próprio credo era o melhor, Era o melhor, ele pensou, simplesmente aderir à “persuasão de meus ancestrais.” Sua própria mortalidade era um fato de que ele estava cada vez mais ciente de:

Eu não podia, porém, esquecer que o fim de minha existência estava se aproximando velozmente, e o fim de todas as coisas do mundo estava próximo, e que o fio da vida muitas vezes é cortado no momento em que a saúde e a felicidade prometem assegurar a continuidade de nosso ser… eu comecei a ver claramente a inconveniência e o perigo de uma mente inquieta, sem um determinante de conduta ou opinião, e resolvi, ouvir àquela voz que alerta, e que nunca falha em se fazer distintamente ouvida dentro de nós…

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O Horário de Verão pode Custar Caro – Em Saúde e Dinheiro

por Joseph Mercola, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

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O Horário de Verão rouba uma hora de sono.

Para os americanos brasileiros, é aquela época do ano novamente— hora de adiantar seus relógios uma hora; perdendo uma preciosa hora de sono no processo. Para muitos, a mudança de horário associada ao horário de verão (HdV) também significa gastar diversos dias ou mesmo semanas se sentindo geralmente desequilibrado.

Conforme divulgado por Prevent Disease:2

“Um estudo, publicado em 2007… combinou pesquisas com 55.000 pessoas na Europa central com dados de padrões de sono e alerta de 50 indivíduos por 8 semanas por volta das mudanças no começo e fim do horário de verão.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas nunca ajustam totalmente seus ritmos circadianos à mudança de horário associada ao horário de verão.

Pular uma hora, porém, era ainda mais difícil para pessoas noturnas — acostumadas a acordar e dormir tarde, eles descobriram.” [ênfase de Joseph Mercola]

A questão sobre se o horário de verão deve ser abolido é levantada em intervalos regulares, e por um bom motivo.

Conforme explicado no vídeo abaixo, o horário de verão tem a intenção de te dar mais acesso à horas com o sol, deste modo reduzindo os custos com energia e promovendo atividades saudáveis ao ar livre, e por quase um século países ao redor do mundo adiantam seus relógios para a frente na primavera e para trás no outono.

Mas vale a pena? Não parece haver qualquer boa razão para mexer no tempo na era moderna, e alguns países, e mesmo regiões dentro de países, decidiram sair do HdV.

Áreas que não o tem incluem: a região ao norte do Brasil (NT.: isto é, o Norte e o Nordeste), Saskatchewan (Canadá), grandes partes da Austrália, Porto Rico, as ilhas Virgens, Havaí, Samoa Americana, Guam, Ilhas Marianas do Norte e o estado do Arizona.

Visite a videoteca Mercola

O Horário de Verão faz mal para sua Saúde

As pesquisas são bem claras sobre os efeitos na saúde dessa intervenção no tempo. Em resumo, não faz bem para você, e picos tantos em ataques cardíacos3 quanto suicídios4 nos dias seguintes ao início do horário de verão atestam a realidade dura de tais descobertas.

Os efeitos adversos à saúde de perder uma hora de sono quando os relógios são adiantados— e o efeito em cascata que isso causa nos dias ou semanas seguintes— são significativos, e realmente realçam a importância do sono para o funcionamento físico e mental.

O “fenômeno segunda-feira cardíaca” já é reconhecido há algum tempo.5 Mais ataques cardíacos acontecem nas segundas do que em qualquer dos outros dias da semana, e mudanças no sono associadas à transição de fim de semana para dias de semana podem ter um papel significativo nisto.

Quando o horário de verão entra e vigor, o risco tende a se tornar ainda maior. Um estudo de 20126 descobriu que ataques cardíacos aumentam em 10% na segunda e terça subsequentes à mudança de horário. Ataques cardíacos diminuem em 10% na segunda e terça após o reajuste de horário no outono.

De acordo com o autor do estudo, Martin Young, Ph.D:

“Indivíduos que sofrem privação de sono pesam mais e tem um risco maior de desenvolver diabetes ou doenças cardíacas. A privação de sono também pode alterar outros processos corporais, incluindo respostas inflamatórias, que também podem contribuir para um ataque cardíaco.”

Um estudo mais recente7,8 descobriu um aumento de 5% nos ataques cardíacos após a mudança para o horário de verão. O risco diminuiu novamente após os relógios terem sido reajustados para o tempo padrão no outono.

O Cazaquistão aboliu o HdV em 2005, citando complicações com a saúde para esta decisão. Em 2011, o presidente russo Dmitry Medvedev também cancelou o HdV devido aos “estresse e doenças” que ele causa nos relógios biológicos humanos.9

Produtividade cai e acidentes aumentam após o início do Horário de Verão

Estudos também demonstram que o HdV causa o danos econômicos ao país como um todo. Quando você considera que isto acontece todos os anos, o efeito cumulativo na produtividade provavelmente será muito significativo.

De acordo com Till Roenneberg, um cronobiólogo alemão, seu ritmo circadiano (que é determinado pelo ciclo de luz do dia e escuridão à noite) nunca se ajusta ao ganho de um hora “extra” de luz do sol no fim do dia durante o horário de verão. Então você fica levemente “estranho” durante todo o horário de verão.

“A consequência disto é que a maioria da população tem um produtividade drasticamente reduzida, menor qualidade de vida, maior suscetibilidade à doenças, e fica simplesmente cansada,” Roenneberg disse.10

Dados11 do US National Institute for Occupational Safety and Health (NT.: Instituto nacional americano da segurança e saúde no trabalho) também demonstram um aumento na quantidade e severidade de acidentes relacionados a trabalho na segunda-feira posterior após o início do HdV.

De acordo com um estudo de 2009,12 acidentes no local de trabalho aumentam cerca de 6%, e cerca de 68% mais dias de trabalhos são perdidos por conta de machucados após o início do HdV.

E assim também acontece com acidentes de trânsito, que aumentam cerca de 8% na segunda-feira seguinte à mudança para o HdV.13 Acidentes fatais relacionados ao álcool também aumentam na primeira semana após o adiantamento dos relógios.14

O Horário de Verão, Realmente Economiza Energia? Continuar lendo

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Sociedade por Procuração: Estamos Cognitivamente Preparados para o Capitalismo?

Por Ludvig Sunström, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Eu considero o fato de que somos evolutivamente mal adaptados à maioria do mundo moderno como uma das mudanças mentais que já tive.proxy society

Uma das maiores dessas más adaptações é o sistema capitalista.

Todos sabemos que o Marxismo, Comunismo, Esquerdismo não funcionam. Se eles funcionassem, eles teriam companhias prósperas e pessoas felizes. Não é necessário u gênio para entender que se roubar das pessoas o incentivo para trabalharem duro e criarem coisas novas…….

……você acabará com uma sociedade ruim.

Então por que tais ideologias tornam-se populares? Porque elas são simplistas e falam ao coração.

O capitalismo, por outro lado, é complexo.

O camponês [medieval] conhecia a ordem das coisas, a estrutura de poder. Ele sabia que o rei e os prelados estavam no comando.

Nós agora vivemos em uma sociedade por procuração, com camadas, e camadas e camadas, onde o significado está escondido de nós. O capitalismo recompensa a especialização e a divisão do trabalho. Comparado ao artesão do século XVIII (que fazia tudo sozinho), a maioria dos aspectos dos processos de trabalho agora estão escondidos de nós. Eu conheço uma garota cujo único trabalho é fazer relatórios. Os empregados de uma grande companhia global raramente têm conhecimento de toda a cadeia de valor, ou de como eles contribuem para o todo.

Karl Marx escreveu sobre 4 modos de alienação do trabalhador em relação ao seu trabalho:

  1. Alienação em relação ao seu produto
  2. Alienação em relação ao ato de produzir
  3. Alienação em relação à essência da espécie humana
  4. Alienação em relação a outros trabalhadores

O modo de prosperar numa sociedade por procuração é se tornar mais esperto e dominar um Pensamento de Ordem Mais Elevada.

Mas é difícil e incômodo pensar. Isso não será feito a menos que haja algum sentido e curiosidade. Numa sociedade por procuração, somente aqueles capazes de produzir seu próprio significado e curiosidade-seu próprio Senso de Admiração- são aqueles com um córtex pré-frontal forte, ou que tinham um missão instilada desde o nascimento, como o Fantasma. O homem forte não precisa de religião formal, ele cria sua própria filosofia.

Um Encontro na Floresta

Recentemente, conforme eu comecei a trabalhar na versão atualizada e expandida de Breaking out of Homeostasis, (NT.: é um excelente livro, eu recomendo) eu mantive isso primordialmente para mim mesmo (de tal modo que minhas ideias não sejam perturbadas). Eu tenho mantido horas de acordar estranhas e fui dar passeios solitários no meio da noite, em florestas.

Em uma dessas caminhadas eu passei por um pequeno acampamento de vagantes e pedintes. Eles haviam coletado grandes pilhas de itens (principalmente coletados no lixo e lixeiras da cidade) e haviam cavado um grande buraco no chão e usado para o descarte de bagulhos. Para meu espanto ele estava cheio de itens de plástico e vidro.

Eu pensei comigo mesmo: Estas pessoas estão mal adaptadas ao capitalismo. Eles são como aborígenes coletando e caçando em território estranho. Então eu pensei, eles são Homo Sapiens e eu também. Nós somos todos um bando de animais. Que de algum modo inventamos tecnologias, máquinas, e mercados globais… é assustador, e bastante incrível. Mas mate todo mundo com mais de 7 anos e tudo acabaria, bem como nossa cultura coletiva.

Agora, embora estas pessoas das florestas sejam casos extremos de desajuste social, eu não penso que seria não razoável assumir que este seria nosso “padrão”. Existem evidências convincentes de que nós humanos não somos naturalmente equipados para viver numa sociedade moderna.

O mundo é complexo e o capitalismo é difícil de entender.

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A Grande Mentira

por Michael Eades, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Se você contar uma mentira grande o suficiente e continuar repetindo-a, as pessoas eventualmente irão acreditar nela.*

Joseph Goebbels (à esquerda)
Ministro Nazista de Propaganda

A história de nossa raça, e de cada experiência individual, são bem costuradas com a evidência de que uma verdade não é difícil de matar, e que uma mentira bem contada é imortal.

Mark Twain, Advice to Youth

Eu sempre amei as duas citações acima por que seus sentimentos são tão precisos. É triste mas é verdade que quanto maior a mentira, mais pessoas se dispõem a aceitá-las sem questionamento.  E quanto mais pessoas aceitarem a mentira, mais fácil fica persuadir outros a se juntar à crescente multidão. Deste modo uma grande mentira se torna uma bola de neve até se tornar uma grande ‘verdade.’

Nutricionalmente eu não consigo pensar numa mentira maior que aquela que alega que gorduras em geral e gorduras saturadas em particular são ruins para nós. Esta mentira está tão arraigada nas mentes da maioria que você não poderia arrancá-la com uma banana de dinamite. Especialmente nas mentes dos acadêmicos, e mais ainda nas mentes dos nutricionistas. Nem de todos, mas da maioria. Nutricionalmente, está é verdadeiramente a Grande Mentira.

Apesar do fato que eles se agarram tenazmente à Grande Mentira, as evidências a disputam. Mas, “uma mentira bem contada é imortal.”  Em Whole Health Source Stephen Guyenet escreveu recentemente um artigo verificando dados observacionais sobre gordura saturada e níveis de colesterol e doenças cardíacas. A maioria dos devotos da Grande Mentira se preocupam obsessivamente com a ingestão de gordura saturada enquanto os dados observacionais demonstram pouco, ou nenhuma, correlação. Alguns anos atrás, eu escrevi um grande texto sobre a invalidade de estudos observacionais como prova de praticamente qualquer coisa, mas naquele texto eu não mencionei que embora tais estudos não possam demonstrar que correlação implica causalidade, eles provavelmente são válidos em demonstrar o oposto: se não há correlação, provavelmente não bases para se argumentar pela causalidade. Então, se não há muita correlação entre a ingestão de gordura saturada e níveis elevados de colesterol e/ou doença cardíaca, é duvidoso que a ingestão de gordura saturada seja causal [NT.: isto é, que ela cause doenças cardíacas].

Eu recentemente tropecei num artigo – um editorial de pesquisa, para ser correto – no Journal of the American Dietetic Association (JADA) que, se eu já não tivesse uma relação estreita com Jameson, me levaria a beber. De fato ele provavelmente me levou a beber um pouco a mais. Agora o JADA é o jornal editado e escrito por nutricionistas registrados, e, como consequência, tem um estilo de Pesquisa e Desenvolvimento de produtos em termos de conteúdo. Ele geralmente segue a linha low fat, high carb, mas de vez em quando publica alguns artigos sobre aspectos da dieta low carb. O artigo particular que causou minha ardência no coração é intitulado Low-Glycemic Load Diets: How Does the Evidence for Prevention of Disease Measure Up?

O artigo me incomodo em muitos níveis, o primeiro dos quais é que ele cita o índice glicêmico (IG) e carga glicêmica (CG). Eu já escrevi previamente sobre porque eu não acredito que o índice glicêmico seja um modo particularmente válido de caracterizar carboidratos. E eu não creio que o conceito de carga glicêmica seja muito melhor. O que está errado em simplesmente contar carboidratos? Isto provê mais benefícios e não encoraja o consumo de frutose, um açúcar perigoso com um baixo índice glicêmico.  O motivo pelo qual o índice glicêmico e a carga glicêmica foram tão adotados pela comunidade acadêmica é porque ela não pode admitir que uma dieta low carb é simplesmente superior para perda de peso, controle de lipídios, redução da pressão arterial, estabilização da glicose no sangue, melhoras de problemas de refluxo estomacal etc. do que sua amada dieta low fat. Então ao invés de terem caráter e admitirem que estavam errados pelos últimos 40 anos, eles embrulham a venerável dieta low carb em baboseiras que soam acadêmicas e a chamam de dieta da carga glicêmica e esperam que ninguém perceba o subterfúgio.

É perfeitamente aceitável conversar sobre benefícios à saúde de dietas com pouca carga glicêmica sem ter ninguém dizendo que você vai ferrar seus rins. Ou que você poderá perder peso, mas vai entupir as suas artérias. Não, a dieta da baixa carga glicêmica é perfeitamente inócua em qualquer companhia. Nenhum acadêmico pomposo vai ter encher o saco se você usar a palavra “glicêmico(a)”. Tente usar o termo ‘low-carb’ nos salões acadêmicos, porém, e você poderá receber alguns olhares hostis.

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