Não existe algo como “caldos demais”

por Jamie Lewis, o original está aqui

Tradução por Daniel Castro

Antes de eu começar o segundo artigo dessa série, um aviso- se você não estiver acostumado a comer gigantescas quantidades de fibra, pegue REALMENTE leve com os feijões quando fizer o chili.  Do mesmo modo, pegar leva com temperos pode ser uma boa ideia, não importando o quanto você goste de comida temperada. A razão para essa advertência é que após comer chili feito com duas latas de feijões Texas Rancheros, 900 g de carne magra, uma porra de pimentões, wasabi, molho de pimenta habanero, pimenta malagueta esmagada, e chili ancho, eu estou correndo para a privada disparando chamas de minha bunda pelas últimas 14 horas, e me sentindo como quando tive desinteria na CHina, embora eu ainda não esteja sangrando na bunda.
Agora, vamos ao show

Francamente, a popularidade de minha ideia sobre caldos me surpreendeu um pouco- eu honestamente acreditava que o mundo iria me acusar de ter me trancado em casa e ter escrito bobagens enquanto vivia como Howard Hughes (NT.: presumivelmente como ele viveu no fim de sua vida). Parece, porém, que acertei algo, então acredito que devo continuar essa série- quanto mais eu pesquiso, mas eu descubro que a correlação entre cozidos e FDPs gigantes e maus é 1/1, não importa onde você esteja no mundo. Deste modo, minha ideia inicial de comê-los não veio de minha pesquisa, mas de minhas ideias sobre a dieta de bulking  ideal, já que eu fiquei incrivelmente cansado de dietas constantes e estava procurando um método pelo qual eu poderia modificar minha dieta e aumentar a massa muscular sem me tornar um gordo enorme que você vê andando na maioria das academias em camisetas e calças parecidas com a do “novo” filme Flashdance quando saiu primeiramente em Laserdisc. Conseguir um pouco de gordura na procura de números enorme não é problema- perder a aparência de que eu realmente levanto pesos, é.

Assim sendo, a dieta tradicional “ver comida” não é uma opção, nem a opção horrível que republiquei do Dave Tate sobre comer pizza encharcada de azeite de oliva. Ao invés disso, eu pensei em descobrir como pessoas faziam ao redor do mundo de um modo lógico, sensível e são, embora com um modo de execução extremo o suficiente para justificar seu uso com minha metodologia de treino. Esse pensamento então ficou esquecido numa prateleira mental empoeirada conforme eu procurava algumas informações para o meu novo livro digital de nutrição, e ocasionalmente percebi uma luz naquela prateleira abandonada sempre que a palavra “cozido” aparecia em algum livro ou artigo. Eu então lembrei do que Ori Hofmekler falava sobre eles, que eu publiquei na última parte dessa série, e todo o conceito começou a se formar em minha mente. Eu já pensara que talvez o chili fosse a comida definitiva, então eu entendi que- não há necessidade de fazê-lo a comida definitiva, porque, ele já é a comida definitiva. Eu fiz algumas contas para confirmar e, foi isto que descobri:

 

Assumindo que você faça seu chili com 450 g de bife magro, 425 gramas de feijão carioca, 425 gramas de feijão roxo, e uma lata tanto de molho de tomate quanto de tomates em cubos, você vai ter 2159 calorias, 36 g  de gordura, 301 gramas de carboidratos (dos quais 82 g são fibras, e 219 g carboidratos digestíveis), e 168 g de proteína, tudo por uns R$ 25. Deste modo, com talvez 60 reais você possa fazer o dobro disso e ter 3 shakes proteícos para chegar em cerca de 5000 calorias e 450 gramas de proteína.

Dependendo de como você olhar, estará acertando uma refeição com 50% carbs, 37% proteína, 13% gordura sem deduzir a fibra, ou 42% carbs, 43% proteína, 15% gordura com esta removida da equação (o que é melhor, foda-se a fibra). De qualquer modo, se você não puder crescer com isso, você não crescerá com nada. Adicionalmente, todas as preocupações constantes saindo das bocas de suas esposas/namoradas/pais/colegas de trabalho são eliminadas devido ao fato de que você estará numa dieta insanamente balanceada com mais nutrição de que seria possível de qualquer outro modo.
Para aqueles curiosos sobre a receita, aí vai:

Chili do Jamie queimador de bundas
Serve 4 porções
900 g de bife magro (93%)
2 latas de feijão roxo Texas Ranchero
Mix para Chili Brown BagMix
200 g de molho de tomate
5 pimenões, moídos
6 colheres de sopa de Sriracha
4 colheres de chá de pó de wasabi
4 colheres de chá de molho de pimenta habanero
2 colheres de sopa de pimenta malagueta esmagada
2 colheres de chá de pó de chili ancho
2 colheres de chá de pó de pimenta caiena
Doure sua carne. Adicione o molho de tomate. Adicione 400 ml de água. Misture bem enquanto adiciona todos os temperos. Deixe cozinhar em fogo brando durante a noit edoda em um caldeirão.

 

Embora meu primeiro amor com cozidos até agora seja o chili, ele não é meu único pensamento com este tipo de comida. Quando penso em cozidos, como regra geral, eu penso naqueles que você vê em todos filmes medievais. Há invariavelmente uma chaleira de ferro cheia de carne e batatas cozinhando no pano de fundo de qualquer desses filmes, e isto ou carne tostada são usualmente as únicas coisas que você vê serem comidas, junto com pão. Isto, eu descobri, é chamado de cozido dos caçadores, cozido perpétuo, cozido dos peregrinos, e isto soa como um saco do Papai Noel cheio de maravilhas. Basicamente, este tipo de cozido era extremamente comum no começo do século XX em muitos lugares, o que quer que alguém achasse era jogado em um pote e cozido lentamente sobre fogo. A parte legal do cozido perpétuo é que ele nunca acabava- conforme era consumido, mais coisas aleatórias eram jogadas lá dentro- quaisquer carnes, vegetais ou tubérculos que houvessem eram cortados e usados. É por isso que cozidos são tão legais- você pode usar variações infinitas, e a qualidade da carne não importa já que mesmo as mais duras ficam macias após o processo de cozimento lento.

 

Embora esta descrição provavelmente conjure imagens de homens brutos, sujos enorme e sangrentos batendo seus antebraços na mesa de uma estalagem e gritando “taça de ale e carne!” com todo seu fôlego, este tipo de refeição era tão comum na era medieval quanto na romana, na era pré-romana dos citas, no começo do século XX, e mesmo na Islândia, Japão, Hungria modernas, e em outros países não americanizados. De fato, a combinação cozidos-grãos-álcool foi usada com muito sucesso pelo trio Saxon do começo do século XX e é uma base dos strongmen russos- um reikishi saudável pode beber até 4 litros de cerveja no almoço (Scott), Saxon foi aparentemente “desmamado com cerveja” (uma vez ele bebeu 50 cervejas antes de uma performance) e comia quantidades tremendas de cozidos e sopas (Inch) e ainda fazia sua performance, e todo mundo que já levantou pesos na Rússia tem algum conto envolvendo bebidas e sopas com creme de leite e carne. O amálgama de álcool, carne cozida e grãos parece ter crescido na Idade Média, quando o cozido era conhecido como “companaticum“(‘aquilo que acompanha o pão’) e era deste modo invariavelmente servido com bebidas e pão (Wiki).

Eu acho que a maioria concordaria que isto serviria como uma boa companhia para a refeição.

Se você está curioso, eu consegui uma receita de cozido medieval para dar uma ideia do que aqueles fdps tinham borbulhando em seus caldeirões enquanto esperavam  retorno do Rei Arthur e seus homens. A receita seguinte vem de um livro que poderia ser chamado de 700 Anos de Fracassos Culinários, mas o autor preferiu 700 Anos de Culinária Inglesa, que está correto mas não alerta o leitor sobre os desastres culinários contidos nas páginas do livro.

Cozido Medieval de Carne Apimentada
Serve de 6 a 8 porções

 

1,5 kg de carne para cozinhar, cortada em pedaços do tamanho de mordidas
3 colheres de chá de farinha comum
Óleo para fritar
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 colher de chá de noz-moscada em pó
1/8 colher de chá (pequena pitada) de cravo da índia em pó
4 pimentas pretas, esmagadas
1/2 colher de chá de bagas de cardamomo, esmagadas com as bagas descartadas após
1 grande cebola, cortada finamente
6 grandes talos de cebolinha, cortados finamente, um pouco extra para decorar
900ml molho de carne
50g pão integral velho, cortado em pedacinhos
3 colheres de sopa de vinagre
Pitada de açafrão

 

Jogue o caldo de carne com a farinha para empanar. Cubra a base de uma caçarola grande com uma pequena camada de óleo e coloque sobre fogo brando. Adicione a carne aos poucos e frite até dourar.

Retorne a carne frita para uma panela com o caldo. Adicione o tempero, cebola e cebolinha com um pouco do molho e frite, mexendo frequentemente e raspando a crosta do fundo da panela com uma colher de madeira, por cerca de 5 minutos até que as cebolas começarem a amolecer. Adicione o resto do caldo com uma pitada de sal e leve a fogo baixo. Cubra, reduza a temperatura para baixa e deixe por duas horas, até a carne amaciar.

Enquanto isso, molhe o pão em vinagre com açafrão. Jogue no caldo e deixe ferver, sem cobrir, por cerca de 20 minutos até que o pão tenha se quebrado e o cozido esteja grosso. Tempere com sal e pimenta preta recém-amassada. Sirva com pão e vegetais verdes com manteiga, guarnecidos com salsinha recém-cortada.

Obviamente, essa é uma sopa foda. Embora não seja gorda o suficiente para ser considerada totalmente cetogênica, você poderia fazer dieta com ela para um show de fisiculturismo e aparecer mais granulado que uma foto de um celular de 2001. Adicionalmente, a canela não é só um tempero para sobremesas- ela é usada em muitas receitas de chili, e é encontrada em quase tudo que seja indiano. Vale a pena notar que a inclusão da canela em qualquer refeição é geralmente uma boa ideia, já que ela confere vários benefícios à saúde que outros temperos não têm – abaixa os níveis de açúcar e colesterol no sangue e o colesterol e pode prevenir infecções fungais. Deste modo, esta sopa é ideal para qualquer um comer de vez em quando, e comida com um grande pão integral e bebida alcoólica- seria uma refeição pós treino excelente.

 

Cozido Macedônio 
Francamente, os macedônios não fizeram porra nenhuma depois de conquistar quase todo o mundo conhecido, mas como ex detentores do título dos Campeonatos de Dominação Mundial, sua comida merece menção. Em eventos esportivos desde então, eles só são um país desde 1996 (foram parte da ex-Iugoslávia, e antes disso do Império Búlgaro), mas já conseguiram medalhas nas lutas olímpicas apesar do fato que seu país não passa de seis pessoas em volta de um bode no cu da Bulgária. Embora eu não soubesse que havia algo como cozinha macedônia antes de pesquisar isso, um restaurante em Indianapolis é famoso por seu cozido, que é claro, é macedônio-o John’s Famous Stew em Indianapolis. O cozido, chamado de Turli Tava, é supostamente ótimo, e você fazê-lo mais quente ao adicionar algumas pimentas húngaras a ele.

 

Francamente, eu nunca comi algo húngaro que eu achasse ao menos um pouco apimentado, e poderia lavar minhas lentes de contato com o suco de pimentas húngaras, mas os macedônios aparentemente as amam e pensam que elas deixam a sopa apimentada. Deixando isso de lado, deixar a sopa mais apimentada é ótimo, já que isso pode “queimar um pouco de gordura corporal, combater a inflamação decentemente e prevenir o câncer com um poder indeterminado” (Examine.com).  Se você preferir usar raiz-forte ou wasabi, também funciona, já que os isotiocianatos que fazem a família brassica ser apimentada também inibem o crescimento do câncer. Deste modo, seja como os macedônios e hungáros e apimente sua comida para caralho. Se você não quiser fazer isto, consulte a lista seguinte de pessoas que não gostam de comidas apimentadas:

  • Mulheres grávidas
  • Mulheres amamentando filhos
  • Mulheres menstruadas
  • Mulheres na menopausa
  • Crianças
  • Velhos
  • Animais (exceto peixes)
Como o Maddox diz, “esta é uma lista completa de pessoas que não gostam de comidas apimentadas, então se você não gosta de comida apimentada, você deve ser alguém que se encaixa em algo da lista. Animais, velhos e crianças não podem ler, então acho que você deve ser uma vadia” (Maddox 68-69).

 

Turli Tava

Preaqueça o forno até 200°C.
Você precisará de:

450g de carne de frango, porco e boi – cortado em pedaços para sopa
Sal marinho
pimenta preta recém-amassada
1 cebola média, descascada e cortada
3 dentes de alho, moídos
2 batatas médias, descascadas e cortadas
2 cenouras médias, descascadas e cortadas
1 berinjela média, sem a base e cortada
2 pimentões vermelhos ou verdes, sem base e sementes, cortados
1 tomate grande, cortado
1 xícara e meia de quiabo, sem as partes de cima e baixo, branqueados em salmoura por um minuto, lavados e escorridos (se não disponíveis trocar por feijões verdes)
1 colher de sopa de páprica
sal e pimenta a gosto
1/4 xícara de azeite de oliva
1/2 xícara de água
Salsinha, cortada para guarnecer

Instruções:

  1. Tempere vitela, porco e frango com sal e pimenta e deixe em um recipiente de barro.
  2. Misture os vegetais.
  3. Tempere com páprica, sal e pimenta.
  4. Adicione o azeite e água; misture bem.
  5. Coloque no forno e cozinhe a descoberto por uma hora e meia, mexendo ocasionalmente.
  6. Guarneça com a salsinha.
  7. Deixe esfriar por 20 minutos e então sirva ela ainda quente com pão velho. Utensílios não são necessários- este cozido é ideal para ser comido com a mão ou pão, do jeito que Conan comeria.

 

Sopa Búlgara
Desde que você seja um ser humano adulto que levanta e pesos e não está com a cabeça enfiada na bunda, os búlgaros dispensam apresentações.  Mesmo assim irei apresentá-los. Há muitos conhecida como o cu negro da Europa Oriental, a Bulgária emergiu como uma potência no levantamento e lutas olímpicos sob o olhar benevolente dos soviéticos. Nenhum país juntou tantas medalhas nesses esportes como os búlgaros um povo tão pouco numeroso como pouco hirsuto. Culturalmente, os búlgaros dificilmente seriam russos, porém, – eles são uma mistura curiosa com influências de eslavos, celtas e gregos.  Os trácios, uma das nações gregas a se juntar aos espartanos nas Termópilas, vinham de onde hoje é a Bulgária, são a influência “grega”, e combinados com povos Turcos/Hunos e eslavos do sul (o resto dos quais terminaram na Iugoslávia) para formar a população e cultura da Bulgária moderna.  Apesar de suas influências culturais vastamente diferentes, os búlgaros eventualmente incorporaram o caldeirão literal e cultural, que então se tornou algo tangível na mesa de jantar na forma do gyuvetch de monastério.

Gyuvetch de Monastério

Ingredientes
900g de carne de boi
4 tomates, cortados
200g de cogumelos
1 xícara de arroz
1 cebola, cortada
15 azeitonas, inteiras
um punhado de salsinha
2 colheres de sopa de óleo vegetal
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar
2 xícaras e meia de molho de carne
pimenta preta, páprica e sal

Preparação
Corte a carne em cubos ou pedaços pequenos e frite em uma frigideira com um pouco de óleo por cerca de 5 minutos ou até escurecer. Adicione as cebolas, caldo de carne e páprica e deixe por mais 15 minutos em fogo baixo. Adicione os tomates, sal a gosto, manteiga, açúcar e azeitonas e deixe por mais 5 minutos. Preaqueça o fogo a 200 ºC. Transfira o conteúdo da frigideira para uma travessa e cozinhe por cerca de 30 minutos. Jogue a salsinha e cebola por cima antes de servir.

Ou você poderia jogar salsinha e pimenta nisso antes de comer.

Cozido Maori

Quando alguém pensa nos Maoris, cozido não é provavelmente a primeira coisa a vir à mente. Para aqueles que não sabem os Maoris são um dos povos mais fodas a jamais andar pela Terra, e têm estaturas enormes devido à uma dieta tão rica em carne que eventualmente eles viraram canibais para suplementá-la, após caçar quase todos animais da Nova Zelândia até a extinção. Quando eu digo “enormes” isto é claramente relativo- o Maori mediano tinha cerca de 1,70 m antes da colonização, o que era bem maior que a média dos Europeus na época, e muito mais musculosos, já que o Maori mediano pesava entre 75 e 90 kg.  Repletos com um monte de tatuagens fodas e mais armas de concussão que alguém gostaria de ver em nativos músculos em um paraíso tropical que ele quisesse conquistar, os Maoris foram o último grande grupo indígena a cair sob a colonização europeia, se aguentando após comer um monte de europeus. Como nos demais lugares que mencionei, a parte principal da dieta maori eram cozidos- neste caso, o fervido Maori. Ao contrário dos demais caldos que eu citei até agora, o maori é quase que exatamente 33% proteína, 33% gordura, e 33% carboidratos. Dado que ele ainda é parte principal da cozinha maori, e que os All Blacks dominam o Rugby, faz sentido deixar um pouco da dieta da Zona entrar em nossas vidas e comer este cozido pra caramba – o dia todo.

Fervido Maori 
(com contrafilé de porco, embora receitas tradicionais usem ossos e pescoço suínos adicionados ao caldo)
Porções: 6

 

4 xícaras de caldo de galinha
2 xícaras de água
450 g de contrafilé suíno
2 punhados de agrião
1 batata doce grande, descascada e cortada
1/2 cebola grande, descascada e cortada
3 talos de alho-poró, cortados
6 tomates cereja
1 colher de chá de sal
1 colher de sopa de coentro fresco, cortado (opcional)

Doughboys
3 colheres de sopa de manteiga sem sal, em pedacinhos do tamanho de ervilhas
1 xícara de farinha
1 colher de chá de fermento químico
1 pitada de sal
1 pitada de açúcar
1/4-1/2 xícara de leite

Instruções:

  1. Coloque o caldo de galinha, água e a carne de porco no recipiente, deixe ferver e então cubra e deixe no fogo baixo por cerca de uma hora.
  2. Mergulhe o agrião em água gelada por 10 minutos (isso retira o amargor). Enxugue a umidade e quebre em pedaços. Deixe à parte.
  3. Adicione a batata doce, cebola, alho-poró e tomates ao caldos e deixe por mais 15 minutos.
  4. Remova a carne e corte em pedacinhos. Volte com a carne para o caldo e ferva por 5 minutos. Adicione o sal e o agrião e deixe em fogo baixo por 15 minutos.
  5. Enquanto isso faça os doughboys. Corte a manteiga em pedacinhos até que ela pareça farinha de milho grossa. Coloque leite suficiente ára fazer uma massa dura e levemente grudenta. Coloque pedaços do tamanho de colheres de sopa ou chá no recipiente principal , cubra e cozinhe por cerca de 10 a 15 minutos. Não levante a tampa enquanto estiver cozinhando. Doughboys maiores levarão tempo maior para ficarem prontos.
  6. Sirva com uma guarnição de coentro cortado.

 

 

Cozido Galês

Quando alguém pensa no país de Gales, ele provavelmente pensa em uma linguagem incompreensível falada por povos da montanha que gastam seu tempo transando com ovelhas, se é que alguém pensa no país de Gales. Enquanto isso, me dizem, é inequivocamente verdade, os galeses têm um história de serem fodas desde a pré-história. De acordo com um historiador do século 15, “os bretões antigos sendo a nação guerreira que eram sem dúvida exercitavam seus jovens em tempos de paz e para evitar o ócio criavam jogos onde cada homem podia demonstrar sua coragem e agilidade, assim como a força ao praticar luta-livre, levantamento de pesos, exercícios para os braços, arremesso de martelo, pedras ou bolas, outros para a rapidez dos pés, que ganhavam elogios ao correr e certamente para o exercícios de todas essas partes o Cnapan foi prudentemente inventado, e haviam continuado sem abusar dessas partes” (Wiki)  Cnapan, vem a ser o precursor do Rugby, por sua vez o jogo em que os maoris são excelentes. Quando os galeses o jogaram, ele tinha poucas regras, era jogado por times com mais de mil jogares de cada lado, e muitas vezes resultava em machucados graves e mortes. Deste modo, ele não é jogado mais, já que nenhuma companhia de seguro cobriria os jogadores. Deste modo, os galeses ficaram com strongman, levantamento de pedras e highland games, todos os quais eles são excelentes em praticar. Deste último talvez Gary Taylor seja o mais conhecido praticante, um gigantes de 1,83 m 135 kg que venceu o World’s Strongest Man de 1993 e que tem um desenvolvimento por trás do ombro de 270 kg. O resto dos galeses dificilmente seriam maricas, já que eles tem um dos melhores recordes de pedras para levantar das Ilhas Britânicas- a Criccieth [177 kg] e a Ysbyty Ifan [136 kg]. Do modo que eu entendo, os cozidos são uma das comidas mais consumidas no país de Gales, e o mais popular deste é o Cawl, então de novo, temos uns caras fodas engolindo elas para caralho.

Cawl Galês
Serve seis

6 peuqnas costelas de cordeiro galês
1,2 litros de água
225 g de batats, descascadas e em cubos
225 g de nabos, cortado em cubos
225 g de cebola, descascada e cortada
225 g de cenouras descascadas e em cubos
225 g de alho-poró, limpo e cortado em tiras finas
Um punhado de cheiro verde como orégano, tomilho, alecrim e salsinha
½ repolho crespo pequeno
2 colheres de sopa de óleo de cozinha
Sal e pimenta

Aqueça o óleo de cozinha em uma frigideira grande, tempere o cordeiro e coloque na frigideira com a cebola até dourar (você pode ter que fazer isso em várias vezes se a frigideira não for grande o suficiente. Derrame a água e adicione o punhados de cheiro verde. Deixe ferver e então reduza o fogo para baixo. Cubra e cozinhe por 40 minutos. Adicione os vegetais exceto o repolho, aumente o fogo novamente até ferver, então reduza para fogo baixo novamente e cozinhe por mais 40 minutos. Pique o repolho e adicione ao caldo, cozinhe por 5 minutos, então sirva.

O cawl pode ser feito durante o ano todo, somente ajuste os vegetais de acordo com o que estiver disponível na época. Feijões e lentilhas são ótimos durante o começo do verão, e você pode adicionar um pouco de menta cortada no final do cozimento.

Durante p cozimento o caldo vai diminuir um pouco, então termine colocando mais água, ou vinho. Você também pode colocar leguminosas como lentilhas, feijões, e cevada refinada também é boa no inverno.

Ou substitua o cordeiro por pernil mas o umedeça antes de cozinhar. O caldo vai dar uma sopa excelente, adicione lentilhas e menta fresca.

Sirva o pernil com purê de batatas, feijões e molho de salsinha.

No próximo artigo, falaremos sobre receitas senegalesas, croatas, holandesas/belgas/sul-africanas, e indianas que fizeram desses povos fdps fodas e maus para caralho, e provaremos de uma vez por todas que não há comida mais fortalecedora e nutritiva no planeta que um velho e bom cozido.

Fontes:
Hiroa TR.  Maori Somatology. Racial Averages.  1922.  J Polynesian Society.  31(121)37-44.  Web.  13 Aug 2013.  http://www.jps.auckland.ac.nz/document/Volume_31_1922/Volume_31,_No._121/Maori_somatology._Racial_averages,_by_Te_Rangi_Hiroa_(P._H._Buck),_p_37-44/p1

Hunter’s Stew.  Wikipedia.  Web.  7 Aug 2013.  http://en.wikipedia.org/wiki/Hunter%27s_stew

Inch, Thomas.  My friendship with Arthur Saxon.  Tight Tan Slacks of Dezso Ban.  7 Jan 2009.  Web.  8 Aug 2013.  http://ditillo2.blogspot.com/2009/01/my-friendship-with-arthur-saxon-thomas.html

Inwood K, Oxley L, Roberts E.  “Tall, active and well made”- Stature of the New Zealand M ori population, c.1700 – 1976.  Paper for presentation at 34th Social Science History Conference.  12 Nov 2009.  Web. 13 Aug 2013.  https://www2.dti.ufv.br/noticia/files/anexos/php8rp64d_4262.pdf

Scott, Greg.  What Sumo eat.  Lingualift.  Oct 2011.  Web.  8 Aug 2013.  http://japanese.lingualift.com/blog/what-sumo-eat-wrestlers-diet/

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