Como ser real em um mundo de falsos

How to be real in a world of fakes butterfly mimicry

Por Ludvig Sunström, o original está aqui.

Tradução: Daniel Castro

Eu acho que homens modernos são muito parecidos com insetos.

Sabe, muitos insetos se protegem imitando a aparência de ‘insetos maus’, o tipo com o qual você não gostaria de mexer.

Por exemplo, moscas tentam se parecer com abelhas ou vespas.

Na biologia evolucionária isto é chamado de mimetismo.

A Wikipedia define mimetismo como “uma similaridade de uma espécie com outra que proteja uma ou ambas.” Na prática, isto significa que uma espécie teve de passar pelo duro processo evolucionário de desenvolver alguma característica que a deu uma vantagem evolucionária, aumentando assim sua capacidade de sobreviver, enquanto outra espécie imitou (mimetizou) a aparência daquela característica. Desenvolver uma vantagem evolucionária requer muito tempo e energia, mas imitá-la requer um mínimo de tempo e energia. Um dos exemplos mais conhecidos é o do mimetismo em borboletas. Algumas borboletas evoluíram para ter um gosto horrível, e isto as protege de serem comidas por pássaros ou outros predadores. Estas borboletas muitas vezes têm padrões coloridos (feitas pelas escalas em suas asas, que você certamente conhece de quando as capturava quando criança). E existem outras espécies de borboletas que não evoluíram este gosto horrível, mas se parecem quase que exatamente com as que o evoluíram. Estas borboletas mimetizaram a aparência externa das borboletas com gosto ruim, e os pássaros também não as comem do mesmo modo. As borboletas mimetizantes adquiriram a mesma vantagem evolucionária das borboletas com gosto ruim, mas mais rapidamente e com menos esforço. Nós humanos somos muito como estes insetos mimetizantes. . . . . . Se conseguirmos achar algum modo fácil ou aparentemente sem esforço de alcançarmos nossos–(por vezes não declarados)–objetivos, nós inconscientemente escorregamos para aquela solução. Na sociedade moderna, um dos piores exemplos disto que consigo pensar, é o fenômeno de jovens homens tentando desesperadamente mimetizar as características externas do sucesso, sem ter a determinação, vontade ou habilidade de consegui-lo de verdade. Estes homens são falsos (NT.: no original, fakes). Você vê isto todos os dias. Jovens “homens de negócios” aspirantes vestidos com ternos, gravatas, sapatos na moda e relógios elegantes; jovens que dedicam uma atenção excessiva à sua aparência. . . Agora, não há nada de errado em ter boa aparência– e ninguém gosta de desleixados. Mas. . . Isto só importa se você tiver valor real para fornecer. E este não é o caso da maioria dos jovens no mercado de trabalho. Este seria o caso se eles gastassem a mesma quantidade de tempo estudando suas indústrias, e aprendendo habilidades úteis, quanto eles gastam em suas aparências físicas. Mas este não é o caso. Ao invés, eles sentam-se e vêem TV, bebem cerveja, e torcem para times de futebol, mexendo em seus novos relógios da moda. . . . . . nos quais eles gastaram a maior parte de sua renda; relógios que tem pouco ou nenhum valor de segunda mão, e não geram receitas adicionais. Estes homens parecem reais, mas não são. Eles são consumidores, não investidores. Eles são preguiçosos, não profissionais. Eles são seguidores, não iniciadores.

Eu procurei “jovem homem de negócios” no Google e achei esta imagem. Ele é um homem de sucesso ou uma falsificação? Ele tem distinção e competência, ou só se veste como a tivesse?

Existem MUITOS falsos por aí. Eles têm muitos interesses rasos, mas nenhum fascínio por nada em particular. Eles conhecem bem a opinião popular e as notícias recentes, mas não tem qualquer conhecimento profundo. Eles assistem TV, mas não lêem livros ou estudam história. Eles são polidos e educados, mas somente porque eles precisam que os demais gostem deles, e para cobrir sua ausência de valor real. Porém, eles não são tão maus. . . Você sabem enquanto eles se arruínam (mesmo que seja triste de ver) eles são bons para a sociedade e para a economia mundial. Alguém tem de comprar coisas e fazer a economia andar. Se eles não estivessem lá haveria menos espaço para inventores inovativos, empresários aguerridos, pensadores que realmente pensam, e homens de negócio fodões– ou seja, homens de verdade. Mas eu estou me adiantando. Copiar não te faz uma pessoa inerentemente má, ou falsa. A vida não é tão preto no branco. Porém, existe uma maneira correta e uma errada de copiar coisas, e. . .

Imitação Inteligente = Correto; Mimetização Negligente = Errado

Mimetização Negligente te faz um falso. Imitação Inteligente te faz real. . . Ou na verdade, não te faz real, mas preserva a sua integridade enquanto você copia um maneirismo ou ideia, e o incorpora em sua vida.

Mimetização Negligente:

Colocar as mão em sua jaqueta não faz de você um Napoleão.

Fazer beiço não necessariamente te torna mais bonita

O irmão mais novo de Napoleão, Jeronimo, passou grande parte de sua vida vivendo sob a sombra do brilhantismo de seu irmão mais velho, e o imitou muito. Nietzsche, quando era jovem e confuso, também imitou Napoleão. Estes dois não foram os únicos; várias pessoas imitaram a pose de mão na jaqueta de Napoleão para parecerem mais dignas em fotos e pinturas. No últimos anos, mulheres (e talvez homens femininos) têm usado a pose de ‘cara de pato’ para parecerem mais atraentes. Mas muitas vezes o tiro sai pela culatra. A pose de mão na jaqueta e a cara de pato compartilham a mesma dinâmica subjacente: elas trazem benefícios aparentemente grandes (vantagem evolucionária) com poucos custos ou esforço. Tupac Shakur era um cara legal. Mas ele era legal apesar de gostar de colocar bandanas em sua cabeça de um modo estranho. Isto era só um truque esperto.

A bandana invertida de Tupac não o torna legal. Ao invés disto, ele é legal apesar dela.

Quando eu era adolescente havia um cara (branco) que eu sabia ser MUITO fã de Tupac. Ele imitava sem pensar todo o estilo de Tupac, e pensava que seria legal por isto. Mas ele somente parecia bobo–Eu rio quando penso nisto. Mimetismo negligente é quando você lida com uma incerteza copiando o comportamento de outra pessoa, sem pensar em como ele se aplica a você (como pesar os prós e os contras, ou considerar por que a outra pessoa faz isso em primeiro lugar).

Ralph Waldo Emerson, em seu ensaio Self-Reliance, escreveu:

Na educação de todo homem existe uma hora em que ele chega à convicção de que a inveja é ignorância; de que a imitação é suicídio; de que ele precisa considerar a si mesmo, tando por bem como por mal, de acordo com o seu destino; que embora o vasto universo esteja cheio de coisas boas, nenhuma semente de milho pode chegar a ele exceto através de seu próprio trabalho na terra que é dada a ele para cultivar.

Isto é belo. Mas eu acho que muitas pessoas. . .

. . . levaram isto além da conta.

Elas passaram a ver toda a imitação como prejudicial e não original.

Mas isto somente se aplica à mimetização negligente, não à imitação inteligente.

Imitação Inteligente:

Ao contrário da ‘crença popular Emersoniana’, a imitação não é suicídio.

De fato, você deve estudar os grandes homens da história e decifrar seus sucessos.

Porém, você não pode ser burro– você deve fazê-lo do modo correto. . .

Quando você estuda os grandes, você deve considerar que seu modo de fazer coisas- seus métodos- pode não ser totalmente úteis em sua própria vida.

Você tem de levar em conta as diferenças no contexto cultural, ambiente de negócios, e outros fatores relevantes. De outro modo, você estaria imitando negligentemente, e se tornaria um falso.

Considere o seguinte. . .

Um lutador profissional pode ter alguma coisa estranha e legal que é única a seu estilo e talentos naturais, mas não poderia ser usada do mesmo modo por outros:

  • Se você tentar o estilo provocativo e “flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha”, como Muhammad Ali, você vai ser massacrado como um carrapato, a menos que você também tenha o jogo de pernas dele.
  • Se você tentar manter sua guarda baixa e fintar ataques contra seu oponente, como Lyoto Machida, é melhor que você seja rápido o bastante para desviar dos contra-ataques.
  • Se você tentar usar movimentos pendulares como os de Mike Tyson, você também precisará de sua inigualável velocidade e de seu brutal poder de nocautear.

De outro modo não funcionará.

Você deve considerar coisas em seu contexto apropriado.

Então. . .

A imitação inteligente significa:

  1. Perguntar “isto é necessário?”  e– se realmente for, perguntar –“por que é assim?”  antes de copiar algo;
  2. Quando isto estiver estabelecido, você pesa os prós e contras. Vale a pena?  Se sim, então,
  3. Adapte aquilo à sua própria situação (dadas suas forças e fraquezas).

Porém, mesmo que você possa copiar outra pessoa, ou sua estratégia, isto não necessariamente significa que é uma boa ideia fazê-lo. Como David Letterman disse sobre o comediante Johnny Carson:

Todo mundo, inclusive eu, fazíamos- secretamente- O Johnny’s Tonight Show. E a razão pela qual todos fazíamos o Johnny’s Tonight Show é porque a gente pensa: “Bem, se eu fizer o Johnny’s Tonight Show, talvez eu me torne mais parecido com Johnny– e as pessoas vão gostar mais de mim.” Mas infelizmente não funciona assim. [audiência ri]. Se você não for Johnny, você estará perdendo seu tempo.

Finalmente a imitação inteligente requer que você pense por si próprio:

A essência da originalidade não é que ela seja nova: [Samuel] Johnson acredita totalmente no antigo; ele achava as velhas opiniões críveis para ele, ajustadas a ele; e de uma maneira heroica vivia sob elas. Ele vale a pena ser estudado quanto a isto. –Thomas Carlyle, The Hero as Man of Letters.

Você é original porque você tira suas próprias conclusões e tem suas próprias crenças e opiniões, baseadas em seu próprio pensamento. ‘Roubar’, ‘copiar’, ou ‘pegar emprestadas’, ideias, características ou estratégias de pessoas bem sucedidas que você admira, não te faz não original– enquanto você considerar como elas se aplicam e se adaptam a sua própria vida. Johann Wolfgang von Goethe disse que:

É um dos erros mais tolos de pessoas jovens e inteligentes imaginar que elas perderão sua originalidade se elas admitirem verdades já admitidas por outros.

Eu chamo este fenômeno de. . .

A Falácia da Originalidade

–E, a falácia da originalidade, é que pessoas tentam ser ‘originais’ sem sequer saber o que isto significa! Você vê isto em sua maioria em pessoas entre 16 e 25 anos, que estão tentando desesperadamente achar seu lugar no mundo. Seu pior medo é serem expostas como uma ‘fraude’, como alguém não ‘original’ (o que quer que isto signifique para elas- talvez comprar o tipo ‘errado’ de roupas ou escutar o tipo ‘errado’ de música?).

Mas. . .

Se você copiar alguém isto te torna falso? Sim, mas somente se você mimetizar negligentemente. Não se você fizer uma imitação inteligente. Ainda assim, isto não te torna não original? Não, não penso isto. O filósofo Michel de Montaigne gostava de citar gregos e romanos. Ele disse que “Eu cito outros somente para melhor me expressar”.

Was Montaigne 'unoriginal'?

Montaigne era ‘não original’?

Andrew Carnegie criou o conceito de Mente Mestra (e contou a Napoleon Hill sobre ele, que o popularizou). Mas Carnegie ‘roubou’ ele diretamente da Bíblia, no Novo Testamento; a história sobre Cristo e seus 12 discípulos. Foi Carnegie ‘não original’?

O fundador do Walmart Sam Walton disse que “quase tudo que fiz eu copiei de outra pessoa”. Foi Sam Walton ‘não original’?

Lee Kuan Yew copiou a política de drogas das forças armadas americanas para Singapura. Ele foi ‘não original’?

Isto se resume ao pragmatismo.

O que é mais importante para você; reinventar a roda, ou ser um pouco ‘não original’, e inventar o automóvel?

Porque não se apoiar nos ombros de gigantes?

Resultados importam mais que tentar parecer legal. Além disto, somente falsos se importam em serem vistos como não originais por outros. Pessoas de verdade são originais sem sequer ter que tentar.

Por que pessoas se tornam falsas (e as 4 coisas todos estudante sério do sucesso deve saber para não se tornar falso)

O ser humano, como os demais animais, tenta se virar usando mínimo de energia possível. É por isto que somos inclinados a copiar, ao invés de aprendermos do zero. A forma menos demandante de copiar é o mimetismo negligente, que, ao longo do tempo, te transforma em um falso. Mimetismo negligente eventualmente te transforma em uma abominação artificial, com camada sobre camada de características copiadas que, quando juntas não fazem qualquer sentido, e acabam te fazendo mais mal que bem– como um artista marcial gigante e com músculos em exagero que se penaliza ao mover-se mais lentamente. Mas ainda assim copiar é o melhor modo de aprender. Mas somente se você se tornar bom em imitação inteligente, e adaptar aquilo que você estuda a sua própria vida.

Considere Competência, Causação, e História Alternativa

Nós estabelecemos que as melhores pessoas não se importam em copiar outros, nem se importam em ‘preservar a originalidade’. As melhores pessoas copiam igual loucas, só que elas são imitadores inteligentes ao invés de mímicos negligentes. O melhor modo de aprender coisas é estudar pessoas bem sucedidas. Mas como selecionar uma pessoa bem sucedida para estudar? E, quem exatamente, vale a pena ser imitado? Boas perguntas. . . Parece que muitas pessoas– jovens particular–SÃO PÉSSIMAS nisto. Elas são ruins em:

  1. Julgar o caráter e entender que a competência é relativa;
  2. Entender causas e efeitos (causação);
  3. Entender o papel da sorte (história alternativa),
  4. E usualmente falham em considerar múltiplas causas do sucesso.

Quando você não entende estas quatro coisas, você literalmente se torna um falso ou um perdedor (usualmente ambos).

1) Julgar o caráter e a competência relativa

A competência é relativa, nunca absoluta. Somente porque alguém é especialista em algo, ou tem fama e status (como uma celebridade), não significa que elas são sabe-tudo, ou boas em tudo. Nem significa que elas devam dar conselhos sobre tudo. Assim mesmo, muitas pessoas inconscientemente acreditam nisto. Este é um exemplo de erro de atribução. Quando você atribui a causa errada a alguma ação, efeito, ou comportamento, você está cometendo um erro de atribuição. E, quando sua assunção está incorreta, você inevitavelmente chegará a uma conclusão errada. Deixem-me contar: ‘Fama de Internet’, é algo estranho. Eu recebo e-mails sobre coisas estranhas. . . . . .como dicas de relacionamento. Por que eu seria um especialista nisto? Eu nem falo sobre isto no SGM. Jerry Seinfeld é o ator e comediante mais rico do mundo. Mas você pediria a ele conselhos sobre como entrar em forma? Espero que não. Você deve. . .

2) Considerar a correlação entre causa efeito:

Existe uma correlação fraca (se é que existe) entre fama e sabedoria. O que quero dizer é o seguinte: são necessários habilidades e traços de personalidade totalmente distintos para atrair atenção e se tornar famoso em comparação a, por exemplo, se tornar especialista em robótica ou tecnologia de inteligência artificial. Kim Kardashian, Justin Bieber, e Kanye West são extremamente bons em manipular a mídia por atenção. Mas isto não significa que eles devam dar conselhos sobre negócios ou ensinar pessoas a serem felizes. Ainda assim eu aposto que a maioria das pessoas gostaria de receber seus conselhos sobre quase tudo. Mas a maioria das pessoas são estúpidas. Aqui vão outros dois exemplos de confusão entre causa e efeito. . .

  • Exemplo 1: Empreendedores e abandonadores de faculdade:

Uma quantidade substancial de empreendedores de sucesso abandonaram a faculdade. Isto significa que você deveria sair dela para se tornar um empreendedor?

Provavelmente não. Estas pessoas não se tornaram bem sucedidas porque elas saíram da faculdade; mas elas saíram porque já tinham algo funcionando para elas.

Bill Gates pode ter desistido da Universidade, mas ele não era nenhum perdedor.

  • Exemplo 2: Universidades caras:

Muitas universidades com alto status ao redor do mundo demonstram um lista impressionante de alunos– pessoas que se tornaram financeiramente bem sucedidas, após graduar naquela universidade específica. Isto significa que esta universidade é melhor que as demais, ou que seus cursos são superiores em qualidade? Não necessariamente. Poderia ser–provavelmente é– que esta universidade é mais seletiva em recrutar estudantes mais brilhantes e ambiciosos, pessoas que seriam bem sucedidas de qualquer modo. Você já considerou isto?

3) Entender a história alternativa e o papel da sorte:

A Fortuna favorece os audazes? Sim, e não.

‘Não’, no sentido que há muitas pesoas que se ferram, falham na vida, devido à má sorte. Mas você raramente escuta sobre elas, a menos que seja uma história extrema e que a mídia ache que será boa. Isto é chamado de viés da mídia.

‘Sim’, no sentido em que você irá tipicamente escutar (pela mídia) somente da história dos ‘sortudos’ bem sucedidos.

Isto é chamado de viés de sobrevivência. Em tempos antigos, isto era verdadeiro somente sobre generais e líderes. No mundo moderno– onde a percepção, em grande grau, é ditada pela mídia– isto é verdadeiro sobre quase todos os tipos de pessoas bem sucedidas.

“Quando os mercados estão em alta, os melhores resultados muitas vezes vão para quem arrisca mais. Eles foram espertos de anteciparem os bons tempos e investirem nessa época, ou são tipos congenitamente agressivos que tiveram sorte? Explicando simplesmente, quantas vezes em nosso negócios pessoas estão corretas pelo motivo errado?” –Howard Marks, The Most Important Thing

Pode ser difícil distinguir um ‘tolo sortudo’ de um ‘gênio’. . . . . .

e não somente em finanças, em quase todas as áreas da vida.

Uma boa questão é: É possível diferenciá-los?

Algumas vezes, não; usualmente, sim.

O método mais simples de entender o sucesso de alguém é estudar seu processo. Se você não puder fazer isto, há poucos benefícios em estudá-los, porque não haverão garantias de que você aprenderá algo de útil.

Uma decisão ou está correta ou errada; boa ou má, inteligente ou não, baseado nas informações disponíveis a quem a toma, a quantidade de tempo que ele tem para pensar sobre ela, e dado sua situação individual.

E esta é a parte da sorte. . .

E quanto a entender sobre história alternativa?

Que bom que você perguntou.

Isto significa se treinar para habitualmente responder a questão: “E se a ação corajosa de [insira alguém bem sucedido] NÃO tivesse dado certo?

Aqui você entende. . .

É DIFÍCIL dizer que alguém tomou a decisão correta após o fato.

Porque nossos cérebros têm um viés para olhar o que aconteceu de verdade como óbvio, enquanto as outras possibilidades– a história alternativa – não é percebida.

Existe uma história alternativa em que Napoleão não perdeu para Wellington na Batalha de Waterloo, mas avançou até conquistar toda a Europa. Também existe uma história alternativa onde Napoleão morreu dos cortes em sua primeira batalha como comandante, onde suas ações corajosas não deram certo.

Você entende o que quero dizer?

Para esclarecer #1: Napoleão certamente foi sortudo várias vezes, mas de modo geral ele foi um gênio– e provavelmente o melhor comandante que jamais viveu.

Para esclarecer #2: Sorte é sorte, mas consistentemente capitalizar sobre ela é uma habilidade.

Algumas vezes pode ser difícil separar as duas. A maioria das pessoas pensa no mundo como dividido entre dois extremos, e poucas conseguem lidar com a dissonância cognitiva que vem ao permanecer na zona cinzenta (que requer fortitude mental). real in world of fakes cognitive dissonanceO que quero dizer com extremo. . . . . .

é que a maioria das pessoas pensa que toda pessoa bem sucedida estava ‘destinada’ a se tornar bem sucedida, ou elas pensam que foi só ‘questão de sorte’, completamente fora do nossos controles.

Aqui vai como isto se liga a aprender com pessoas bem sucedidas através da imitação inteligente. . .

Só porque alguém é rico, famoso ou bem sucedido, não significa que:

a) ele conseguirá se comunicar com você inteligentemente (isto poderia ser distorcido pelo viés de sobrevivência);

b) você tenha algo de útil a aprender com ela (mas geralmente você tem);

c) que suas ideias, métodos ou estratégias sejam transferíveis para algo que você esteja tentando fazer. Basicamente, ‘só’ porque elas sucederam não significa que o que deu certo para elas dará para você; se você conseguirá ou não replicar o que ela fez dependerá de fatores como:

Lembre-se, quando falamos de sucesso, o processo importa mais que o resultado.

A verdadeira questão é. . .

Vocé pode aprender com, usar ou replicar o processo de outrem?

Se a resposta for ‘não’, então nem se importe.

Estude outra pessoa no lugar.

Quando você pratica isto por um tempo, se torna automático, e você se torna um dos poucos capazes de imitar inteligentemente.

Finalmente, você deve também. . .

4) Entender que o sucesso advém de Múltiplos Fatores

Falsos, que são muitos preguiçosos para compreender algo por si mesmos, são atraídos pelos extremos.

Eles não entendem a complexidade. Eles não gostam da complexidade. Tudo tem de ser simples: “faça isto e você será forte/esperto/bem sucedido.”

Eu tive uma longa conversa pelo Skype com Kyle recentemente sobre este tópico.

Uma coisa sobre a qual conversamos foi a importância de vivermos na zona cinzenta, e lidarmos com a incerteza psicológica– a dissonância cognitiva– que vem com ela.

As coisas nem sempre são o que parecem. Entre na zona cinzenta e adie julgamentos.

Não é confortável, mas aumenta sua dureza. Especialmente quando você é jovem.

Outra coisa sobre a qual falamos foi que a maioria das pessoas é péssima em sínteses: elas não são boas em misturar e comparar ideias diferentes.

A maioria das pessoas– por vários motivos– quer respostas imediatas, mesmo que tais respostas sejam bobagens sem sentido, ou mesmo mentiras.

Elas preferem o conforto das respostas convenientes ao invés do desconforto de realidades duras, e da dor de não saber.

Por qualquer motivo, elas não tem a fortitude mental de permanecer na ‘zona cinzenta’ da vida, descobrir as coisas por si mesmas, e chegar a algum tipo de resposta sintética. E, como resultado, elas tendem aos extremos– os ‘brancos’ e ‘pretos’. Ao longo do tempo, estas pessoas ficam defasadas em sua habilidade de, como Bruce Lee disse, “absorver o útil e descartar o inútil”. Um bom exemplo disto é quando pessoas acreditam em sistemas INTEIROS. Elas dirão:

  • “Sou budista” em vez de “Gosto de valores da filosofia oriental”.
  • “Eu sou alguém paleo” em vez de “Minha dieta é orientada pelos princípios paleolíticos”.
  • “Sou um bom cristão” em vez de “Pratico a regra de ouro”.

O real reconhece o real, e estas pessoas são falsas.

Se você for real, estará confortável na zona cinzenta. . .

. . .mesmo que os outros não entendam.

Se você quer o sucesso, seja real.

Falsos raramente se tornam bem sucedidos, porque eles não entendem que. . .

. . .o sucesso vem de fatores múltiplos:

Para parafrasear o historiador de sucesso Jared Diamond: se alguém lhe disse que existe um único fator por que eles se tornaram bem sucedidos, saiba de cara que ele é um IDIOTA.

Na verdade, eu acredito que há uma explicação alternativa: ele é esperto– mas pensa que você é o idiota– e está tentando te vender algo.

Hehe, de qualquer modo. . .

Sucesso, em qualquer área da vida, vem de fazer VÁRIAS coisas corretamente.

Eu poderia dizer que princípio de Pareto para ficar com o corpo definido seria “fazer exercícios compostos e levantar pesos pesados”, mas obviamente há muito mais que isto (13 coisas, para ser específico).

É como Miyamoto Musashi, o estrategista e espadachim japonês, disse:

É difícil entender o universo se você só estudar um planeta.

Como ser real em um mundo de falsos

Então, para ser real em um mundo de falsos, você tem de entender que. . .

É mais DIFÍCIL ser real que falso. É mais fácil ser uma cópia sem substância do que original e sólido; qualquer um pode construir um exterior impressionante, mas nem todos conseguem estabelecer um interior sólido. real in world of fakes Para ser real em um mundo de falsos: Use a imitação inteligente e nunca copie nada, ou outrem, sem considerar como aquilo se encaixa em sua situação de vida (suas forças, fraquezas etc.).

Para ser falso: Use a mimetização negligente e se torne um clone de Barney Stinson , que posta selfies de ‘cara de pato’ no Facebook. . .

Para ser real em um mundo de falsos: Sempre se pergunte as três questões de segurança; isto é necessário?”, “por que?”, e “vale a pena?” antes de fazer algo novo, para preservar sua integridade.

Para ser falso: Adquira camadas e mais camadas de comportamentos e crenças inconscientes, até que você se torne uma abominação artificial.

Para ser real em um mundo de falsos: Pense por si mesmo. Considere a causalidade e a história alternativa. Admita que coisas raramente são como elas parecem, e trabalhe duro (intelectualmente) para evitar pensar preguiçosamente.

Para ser falso: Não pense por si mesmo. Dependa de observações preguiçosas e olhe para o fino exterior das coisas sem examinar sua essência.

Finalmente, para inteligentemente imitar as melhores pessoas da história, existem . . .

4 Coisas que todo estudante sério do sucesso deve saber:

  1. Que a competência é relativa, e não absoluta (evite o erro de atribuição).
  2. Que causa e efeito podem ser difíceis de distinguir uma da outra (correlação).
  3. Que a sorte é facilmente mal compreendida (considere histórias alternativas).
  4. E que o sucesso vem de fatores múltiplos.
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6 respostas para Como ser real em um mundo de falsos

  1. azothefesus disse:

    Republicou isso em Azoth Efesuse comentado:
    Se vocês querem verdadeiramente conquistar algo, leiam este excelente artigo.

  2. azothefesus disse:

    Excelente!

    Só ESTE artigo resumiria toda a filosofia que tento passar com meus trabalhos. Parabéns pela síntese e tradução, Daniel.

    Abraço.

  3. Pingback: As surpreendentes semelhanças entre o Xadrez e o Jiu Jitsu | Nuvem de giz

  4. Pingback: Como ser real em um mundo de falsos | Haichenk

  5. Haichenk disse:

    Republicou isso em Haichenk.

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