4 Outras Comidas Além da Soja que Podem Abaixar sua Testosterona

por Larsen Halleck, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Algum tempo atrás, eu discuti a soja, seus subprodutos e como essa leguminosa tem efeitos negativos e estrogenizantes no físico masculino. Naturalmente, nada mudou nesse meio tempo: a soja ainda é estigmatizada com bons motivos pelos homens.

Tendo isso dito, vamos deixar algo perfeitamente claro: a soja não é a única comida que pode erodir seu vigor masculino- longe disso! Conforme você provavelmente imaginou, este artigo falará sobre quatro comidas estrogenizantes além da odiada soja, e porque você deveria evitá-las.

1. Cerveja

“Cerveja?!” você pode perguntar. Sim, cerveja, de todas as coisas, comprovadamente é estrogenizante. Mais especificamente, nem todas as cervejas, mas alguns tipos de cerveja—aquelas fermentadas com lúpulo, o que significa a esmagadora maioria das cervejas encontradas no mercado.

Claro, a cerveja é engordante, daí vem o termo “barriga de chopp”, mas os problemas vão além disso. O lúpulo contém fitoestrogênios, que são encontrados em (você adivinhou) na soja também! Se isso não fosse ruim o suficiente, ela pode concomitantemente abaixar sua testosterona também.

Este efeito pode ser amenizado se você beber cerveja sem lúpulo- extrato de malte, frutas, milho, as permutações do álcool são muitas, e se você quiser tomar uma bebida alcoólica provavelmente conseguirá achar algo sem lúpulo.

“Mas cerveja é coisa de homem!” Alguns que se recusam a controlar o tanto que bebem estão provavelmente dizendo isso agora. Quem disse? A mídia, é claro! A mesma mídia que está fazendo tudo em seu poder para denegrir a masculinidade 90% do tempo. Somente eu acho isso algo suspeito?

2. Açúcar Processado

Na verdade, qualquer tipo de dieta high carb é estrogênica, mas o açúcar a pior. De fato, de acordo com algumas pesquisas, comer sacarose e frutose em excesso pode causar um efeito epigenético de disfunção da regulação dos hormônios sexuais.

Naturalmente, este efeito ocorre se você come xarope de milho com alto teor de frutose ou açúcar, mas eu especifico “açúcar processado” por conta de sua proeminência na dieta moderna. Você já deveria estar evitando comidas ricas em açúcar somente para evitar ter um corpo rotundo, mas esta é só mais uma razão para esta proibição.

E, modo de dizer, o que é a cerveja acima se não carboidrato líquido? O veredito é: evite o consumo de carboidrato em excesso!

3. Linho

“O que diabos é linho?” a maioria de vocês está provavelmente perguntando. “Como você come a coisa que fazem tecidos com ela?” os com um pouco mais de conhecimento podem questionar. Pode surpreendê-lo mas o linho (ou mais precisamente sua semente, a linhaça) é encontrado numa quantidade razoável de comidas- incluindo pães integrais e cereais. E para ser claro, ele não é tão ruim: são a única fonte vegetal predominante de ácidos graxos ômega 3 benéficos ao sistema nervoso central. Porém, isto vem com problemas na forma de lignanas, um composto químico com propriedades estrogênicas.

(NT.: mesmo o ALA. ômega 3 encontrado na linhaça, não é tão benéfico, como disse J Stanton: Óleo de linhaça (ALA) não é um substituto aceitável. Nossos corpos são muito ineficientes (menos de 1%) em convertê-lo para o DHA de que precisamos. Além disto, ele é polidor de móveis, e polidores de móveis não são comida.”)

O linho parece ser a comida menos perigosa desta lista, então se precisar de um pouco de ácidos graxos ômega 3, uma pequena quantidade de linhaça ou óleo de linhaça não será tão ruim.

4. Produtos Animais Processados

Enquanto eu já disse repetidamente que produtos de origem animais são algumas das melhores coisa que você pode comer— e mantenho essa posição— eu devo fazer uma clara distinção entre produtos animais saudáveis e não saudáveis.

Os veganos têm um ponto sobre uma coisa: fazendas industriais e processos similares não são bons para ninguém. Não apenas elas são anormalmente cruéis para os animais, a grande quantidade de hormônios e outros químicos que eles dão aos animais enquanto estão vivos (para conseguir mais carne, leite e ovos) não são bons para sua saúde. E nem os conservantes que você irá encontrar em diversas carnes processadas.

Diga o que quiser sobre a União Europeia, eles podem ter um bom argumento para banir as importações de carne e leite americanos— e o fato que os EUA tem um nível de obesidade muito mais alto também ilustra este fato.

A pior parte de tudo isto é que os efeitos estrogênicos provavelmente são os mais leves de todos os efeitos relacionados a hormônios de fazendo industrial: aumento nos índices de câncer, doenças cardíacas, e síndrome metabólica também são associados com tais hormônios para falar de alguns poucos problemas.

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5 Variantes do Levantamento Terra

Por Larsen Halleck, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Todos amamos o levantamento terra, não amamos? Claro que sim, o venerável “rei dos exercícios” e tal.  Eu sempre disse que você pode dizer se algo vale a pena ao olhar para a quantidade de variantes da fórmula básica que existem. Quanto mais, melhor.

Isto vale para exercícios também! Os exercícios fundamentais tem uma grande quantidade de variações enquanto exercícios de isolamento “são sozinhos”— e naturalmente quanto mais um músculo for isolado, menos exercícios irão estimulá-lo.

E por que não haveria uma grande quantidade de variantes para este exercício?

O levantamento terra essencialmente trabalha todos os músculos da parte inferior do corpo, e muitos da parte superior também. Eu disse antes e direi novamente; se você não está fazendo o terra, comece a fazer. Veja em inglês, aqui.

E uma vez que você tenha dominado o terra comum, tente estas variações:

1. Levantamento Terra Romeno

(NT.: Este é um exercício semelhante ao conhecido “stiff”)

Esta é uma variante do terra que trabalha mais os posteriores da coxa do que o terra padrão, porque ele envolve as pernas estando quase que, ou totalmente retas e estendidas.

Para fazê-lo, segure uma barra na altura dos quadris, com as palmas da mão para baixo. Seus ombros devem estar para trás, suas costas travadas e “esvaziadas” (NT.: isto é com uma concavidade, vide a foto acima) e seus joelhos levemente arqueados. Esta será sua posição inicial.

Abaixe a barra movendo sua bunda o mais para trás que você conseguir. Mantenha a barra próxima de seu corpo, sua cabeça olhando para a frente, e seus ombros para trás. Abaixe a barra até ou um pouco abaixo de seus joelhos. Você deve sentir seus posteriores. Qualquer amplitude extra irá colocar tensão em sua coluna e deve ser evitada neste exercício.

Uma vez que você abaixar a barra, o levantamento propriamente dito é feito retornando-se à posição inicial ao empurrar os quadris para frente e ficando ereto.

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O Arquiteto da Imaginação

por Quintus Curtius, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro

O homem foi feito para a ação. Mesmo que ele não saiba disso– especialmente se ele não souber disso– seu ser físico se revolta com longos períodos de inércia indolente, e anseia pela liberação física da disputa violenta. Isto é parte do seu sangue-espírito, seu Ser interior irreconciliável. Ele pode tentar negar isto, e ele pode tentar evitar as consequências desta realidade; mas no final esta simples verdade retorna para encará-lo. Mesmo o bicho preguiça corpulento irá se acender como uma bola de pinball quando levado a discutir tópicos de intenso interesse dele; ele irá pular de sua cadeira, gesticular selvagemente, e segurar firme naquele tópico para o qual todas suas energias são dirigidas. Dentro dele está aquele desejo primordial pela ação, e isto nenhuma quantidade de gordura subcutânea pode suprimir.

Conforme Cícero nos recorda em On Moral Ends:

Então aquele que é mais dotado com aptidão natural e feitos jamais gostaria de viver uma vida em que ele estivesse sem sua habilidade de agir, mesmo que ele fosse capaz de se indulgir nos mais sedutores prazeres. Tais homens preferem se focar em seus afazeres pessoais; se por acaso eles tiverem um espírito mais elevado, eles podem aproveitar a oportunidade para uma posição de comando civil ou militar; ou, ao invés disso, podem dedicar suas energias ao estudo intelectual. O prazer físico é tão distante de seu objetivo que eles aceitarão stress, fardos, e privação de de sono no serviço da melhor parte da natureza do homem, que em nós deve ser considerada divina. Eles sentem prazer na agudez de suas mentes e caráteres, não precisando nem de prazer físico ou de descanso em seus trabalhos. [V.20]

E isso é quase que completamente verdade. No entanto, parece-me que não há maior estímulo ao espírito de ação do que a imaginação humana. É essa centelha divina que põe em movimento as outras sensações e causas corpóreas; e desta faísca são geradas as chamas que cauterizam a alma. A ação pode ser possível na ausência de imaginação, mas nenhuma ação verdadeiramente grande jamais foi realizada sem ela. Nenhuma bota mais digna jamais chutou ao traseiro do homem hesitante. Devemos, então, voltar nossa atenção para aquilo que cultiva e apoia a imaginação.

Ninguém duvida que a imaginação é uma habilidade inata, um talento muito parecido com a capacidade de tocar um instrumento musical, praticar um esporte, falar, escrever ou qualquer outra coisa do tipo. Mas isso não significa que alguém não possa cultivar sua imaginação ou desenvolver quaisquer talentos que a Natureza tenha conferido a ele. Alguns terão mais, e outros terão menos: é assim que a natureza é, e é preciso ser realista sobre o que pode e o que não pode ser feito. Apesar disso, você descobrirá que com trabalho, prática e uma certa quantidade de humildade, um progresso incrível pode ser feito no desenvolvimento da imaginação. Vamos agora tentar descrever alguns princípios gerais sobre como isso pode ser feito.

Cuidado com a Saúde Física.  Nenhuma atividade mental de valor é tomada dentro de um corpo degradado e corrupto. Preguiça, lassidão, e inércia se combinam para desacelerar os reflexos, sugar a virtude masculina, e ossificar a mente. Mente e corpo não são separados, mas essencialmente um só. E se aceitarmos que os feitos da imaginação são uma atividade mental – o que, indubitavelmente, são -, então deve-se concluir que um corpo saudável é um pré-requisito essencial para uma imaginação produtiva. Note que não estou falando aqui daquelas almas infelizes que, embora sem culpa pessoal alguma, perderam a capacidade de funcionar de membros ou órgãos e se tronaram debilitados de alguma forma; ao invés disso, estou falando daqueles que negligenciam sua condição física, permitindo que seus corpos se tornem as latrinas de Hades, ao invés dos templos de Atena. Dieta pobre, nutrição inadequada, falta de exercício e hábitos corporais perniciosos são os verdadeiros culpados aqui. Portanto, antes que o nosso Argo possa zarpar para sua viagem, devemos restaurar nossa condição física para o seu estado adequado, o estado para o qual ela foi planejada pela Natureza.

A Experiência de Viajar. O conhecimento começa com os sentidos. Existe alguém que duvide disso? Um músculo se atrofiará se não for usado. Os sentidos são da mesma maneira. A percepção sensorial deve ser bombardeada com estímulos, da mesma forma que o físico Ernest Rutherford bombardeou suas telas de teste de laboratório com partículas para provar princípios físicos. Uma inundação de estímulos faz maravilhas a esse respeito. Há poucas maneiras melhores de conseguir isso do que a experiência de viajar para lugares desconhecidos. Devemos explorar, cutucar, penetrar e mergulhar no mundo do Desconhecido, e permitir que nossas sensibilidades hesitantes sejam confrontadas com o estranho, o não familiar, e o perigoso.

Isso terá como resultado a abertura de nossa percepção para coisas que previamente considerávamos impossíveis e para idéias antes impensáveis. Todas as viagens são explorações de uma forma ou de outra; os dois conceitos são intercambiáveis. O homem de ação deve literalmente se lançar em arenas desconhecidas e ver como ele responde. E quando eu digo “arena”, eu quero dizer precisamente isto: o mundo é um campo de batalha de sensação e compreensão, onde devemos lutar pela maestria, e tornar nosso, aquilo que até agora estivera além da nossa compreensão. O conhecimento não é para os tímidos.

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Iodo para Hipotireoidismo – Nutriente Crucial ou Toxina Perigosa?

por Chris Kresser, o original está aqui.

tradução por Daniel Castro.

Num artigo anterior eu demonstrei porque, quando usada sozinha, a reposição de hormônios tireodais muitas vezes fracassa. Neste artigo vou explicar porque otimizar sua ingestão de iodo é tão crucial e porque muito pouco ou demais deste nutriente pode ser prejudicial.

Iodo e hipotireoidismo

Deficiência de iodo é a causa mais comum de hipotireoidismo no mundo todo. Uma vez que pesquisadores perceberam isso, as autoridades de saúde pelo mundo começaram a acrescentá-lo ao sal de cozinha.

Esta estratégia foi efetiva em corrigir a deficiência de iodo. Mas teve uma consequência não prevista — e indesejável. Em países onde o iodo foi adicionado ao sal de cozinha, os índices de doença autoimune da tireoide aumentaram. O seguinte é apenas uma amostra de estudos pelo mundo demonstrando tal efeito:

Por que isto acontece? Porque o aumento da ingestão de iodo, especialmente em suplementos, pode aumentar o ataque autoimune à tireoide. O iodo reduz a atividade de uma enzima chamada peroxidase tireoidiana (TPO). A TPO é necessária para a produção apropriada de hormônios tireodais.

Por outro lado, restringir o consumo de iodo pode reverter o hipotireoidismo. Num estudo, 78% de pacientes com a Tireoidite de Hashimoto recuperaram sua função da tireoide somente restringindo o iodo.

Deficiência de selênio e Tireoidite de Hashimoto

Porém— e isto é um grande “porém”—parece que o iodo talvez só cause problemas a pessoas com Hashimoto e outras doenças autoimunes da tireoide concomitantemente a uma deficiência de selênio. Um estudo em ratos descobriu que excesso de iodo só levava ao desenvolvimento de bócio se eles não consumissem selênio adequadamente.

Outros estudos demonstraram que o selênio protege contra os efeitos de intoxicação por iodo e previne o disparo de doenças autoimunes que o excesso deste pode causar.

Em minha prática [médica] eu sempre testo para deficiência de iodo e Hashimoto quando o paciente apresenta sintomas de hipotireoidismo. Se eles estiverem deficientes em iodo, eu começo com testes com iodo e selênio em conjunto. Na maioria dos casos, os pacientes vêem uma melhora significativa. Na minoria, eles não toleram a suplementação de iodo mesmo com ingestão adequada de selênio.

Testando os níveis de iodo

Na maioria de estudos com populações, o iodo é testado usando urina imediata, o que é conveniente e se correlaciona razoavelmente bem com a ingestão recente de iodo. Porém, estudos demonstraram que a urina imediata e mesmo coletas de 24 horas desta tem muita variabilidade devido a variações significativas na ingestão diária de iodo.

Alguns clínicos propoem um teste (iodine challenge urine testing), no qual um paciente toma uma grande dose de iodo, geralmente 50 mg, e coleta urina por 24 horas depois. Isto é baseado na pesquisa demonstrando que 90% do iodo ingerido deve ser excretado na urina quando o paciente tem uma ingestão de iodo suficiente na dieta (1). Porém, estes testes ainda não foram validados até onde eu sei e foram pesadamente criticados por diversos pesquisadores de iodo (2).

Em minha clínica, eu uso uma combinação de três testes:

  • Coletas de 24 horas: para determinar a ingestão recente de iodo
  • Tireoglobulina no sangue: altos níveis indicam baixos níveis de iodo, e níveis acima sugerem deficiência (4)
  • Iodo no cabelo: para determinar a ingestão de iodo ao longo de um período maior (3)

Corrigindo a deficiência de iodo

Se há a suspeita de deficiência de iodo e não há evidência de Hashimoto, a suplementação com doses de 200 a 300 microgramas de iodo é segura e bem tolerada. Porém, eu ainda recomendaria monitorar de perto anticorpos de tireoide e outros indicadores de tireoide. Maiores doses de suplementação com iodo devem ser feitas somente sob supervisão médica.

Se a deficiência de iodo é suspeitada e você tem Hashimoto, ainda pode tentar a suplementação, mas eu começaria com uma dose muito pequena, talvez 100 microgramas, ou simplesmente aumentar a ingestão de comidas que contém iodo, como vegetais marítimos, cabeças de peixe, ou laticínios.

Você também vai querer ter certeza que você está ingerindo selênio o suficiente para se proteger dos efeitos negativos do excesso de iodo. A maior fonte de selênio são as castanhas do pará, mas ele também é encontrado em grandes quantidades em frutos do mar e órgãos.

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O que Bebês Podem nos Ensinar sobre Agachamentos

por Fame Boy.

Tradução por Daniel Castro

(NT.: cheguei a esse texto após uma discussão particular sobre o levantamento terra. De fato, num texto relativamente antigo sobre este último exercício eu coloquei a foto abaixo inapropriadamente. Agora a tradução desse texto traz uma análise interessante sobre a imagem, e decidi retificar o engano com essa breve mas importante discussão sobre biomecânica)

Caso você não tenha visto tal imagem ainda, lá vai:

Então o que podemos aprender com ela?

Não muito na verdade, exceto que diferentes proporções levam a agachamentos diferentes (e levantamentos de pesos em geral). O que a imagem não aponta é que bebês tem pernas relativamente curtas, e troncos longos, o que os torna agachadores naturais. Além disso, suas juntas ainda estão mais “abertas” do que as de adultos. Conforme envelhecemos nossas juntas ficam mais justas – o que não é algo ruim, pois elas ficam mais protegidas contra lesões. Bebês, também não têm um histórico de lesões e desgaste do corpo.

Então, o que ele está tentando me dizer? Proporções são a pedra angular da análise de movimentos. Não espere agachar como um bebê se você tiver um tronco curto e pernas longas (proporções boas para o levantamento terra), e não espere ser bom no levantamento terra, se você tiver pernas curtas e um tronco longo (e talvez braços curtos também). Quase todos os formatos corporais têm vantagens e desvantagens – treine em ambas de um modo inteligente para evitar tentar colocar uma peça quadrada num buraco redondo. O agachamento por exemplo pode ser desafiador para pessoas mais altas e sua forma muitas vezes parecerá estranha.

Lamar Gant provavelmente era horrível em flexões plantando bananeira, mas cara, ele era bom no levantamento terra:

Lamar Gant has long arms

Lamar Grant tinha braços longos

Isso não tem nada a ver com agachamentos em si, mas ilustra o ponto sobre proporções melhor do que qualquer outra foto que já vi.

Somente pesquisar sobre grandes atletas e copiar seus estilo não funcionará para a maioria das pessoas. Ao invés disso analise seu próprio corpo e talvez se movimente de uma forma totalmente diferente do restante do pessoal.

E pelo amor de Deus – parem de postar essas fotos toscas nas redes sociais, ok?

 

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Escola é para tolos: 10 razões pelas quais o sistema educacional é um fracasso

por Ludvig Sunström, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro

O sistema educacional está em frangalhos, e está assim há um bom tempo.

Isto não é estranho. Coisas velhas quebram ou ficam obsoletas todo o tempo. Por que com isso deveria ser diferente?

O que é estranho é que a maioria das pessoas, ainda mantêm uma fé inabalável nas virtudes e validade da educação pública.

Esta é a primeira de uma série de artigos sobre educação e autodidatismo.

A Educação é Importante; a Escolaridade não

A educação é importante e será cada vez mais importante.

A educação formal (educação pública e doutrinação) é simplesmente ruim. É o remanescente de um sistema que se tornou obsoleto há várias décadas.

O ensino formal costumava servir a um propósito – como o apêndice dentro do corpo humano – mas agora é prejudicial para o sucesso do indivíduo.

Muitos aspectos da educação pública são problemáticos. Por exemplo, a utilidade do sistema de notas é discutível. Ele desincentiva o desempenho criativo e extraordinário (que é o sinal de sucesso no mundo real).

E, muitas vezes, o sistema de classificação é simplesmente errado. . .

Como quando a redação de George Orwell não se qualificou para os “Altos Padrões” do sistema educacional.

É uma história engraçada.

Você conhece Michael Crichton? Ele é o cara que escreveu Jurassic Park (o livro), entre outras coisas. Ele era esperto pra caramba. Infelizmente ele está morto agora.

Crichton começou a escrever cedo na vida. Ele demonstrou talento desde o início e conseguiu se sustentar por durante a faculdade de medicina meio da escola Med ao escrever contos usando pseudônimos.

Quando ele tinha 18 anos, ele fazia aulas de redação em Harvard, onde recebeu um C-em um texto. O que o confundiu, porque ele achava que esse texto era um dos melhores que ele já escrevera.

Não só o C- deixou Crichton com raiva, mas ele real e seriamente, acreditava que seu professor era incompetente e incapaz de pensar por si mesmo, fora dos critérios de notas. Para testar se essa hipótese estava correta, Crichton decidiu fazer algo arriscado: ele entregou um ensaio bem conhecido escrito por George Orwell… e colocou seu próprio nome nele!

Isso era 100% plágio – Crichton copiou o texto palavra por palavra e, se fosse descoberto, seria expulso de Harvard.

Quando chegou a hora da classificação deste novo ensaio, ele recebeu um B-.

 

Parece que a escrita de George Orwell não era boa o suficiente.

Isto te faz pensar: o que seria bom o suficiente?

Como diabos você mereceria um A?

Crichton estava realmente confuso agora.

Eu posso entender isso, porque eu também me senti muito confuso muitas vezes durante meus anos de escola.

. . . começando com quando eu era criança, e não havia nem mesmo notas para se preocupar!

 

Ludvig de 8 anos é “Colocado em seu lugar”

Quando eu estava na segunda série, eu tinha uma competição amistosa com um colega de classe. Nós competíamos sobre quem poderia resolver mais problemas de matemática a cada semana.

Nossa turma tinha 60 crianças (consistindo de 3 faixas etárias, com idades entre 7 e 9 anos) e, por algum motivo, eu e meu amigo éramos os únicos bons em matemática.

Em nosso primeiro ano (7 a 8 anos), passamos a fazer exercícios de livros de matemática para crianças de 10 anos de idade.

Um dia, eu provoquei meu amigo por ser lento porque eu tinha feito 10 páginas mais do que ele. Meu amigo disse que ele não se importava, “porque ele ainda estava anos à frente de todo mundo.”

Nossa professora de matemática estava por perto quando ele disse isso, e ela ficou LOUCA (eu não sei porque, ninguém mais se importava).

 

Ela fez um escândalo e nos envergonhou na frente da turma toda.

“Então, vocês acham que são inteligentes só porque estão fazendo matemática para pessoas mais velhas do que a sua idade, hein !?”

“O que você achariam se eu tirasse seus livros – huh !? Vocês não gostariam muito disso, certo?

Ficamos realmente muito amedontrados e imploramos: “Não, por favor, não tire nossos livros!”

“Sim, é isso o que eu pensei!”

“Eu realmente deveria tomar seus livros – isso ensinaria a pessoas que se acham como vocês, os colocaria em seus lugares. Mas eu vou deixar vocês ficarem com eles se vocês pedirem desculpas a todos os outros da classe por se gabar e ferir seus sentimentos! ”

Meu interesse em matemática quase morreu por lá.

[14 anos depois e estou no final dos meus anos escolares quando. . .]

 

Uma orientadora de tese universitária passiva-agressiva tenta impedir que Ludvig, de 22 anos, de conseguir um emprego auspicioso em sua carreira de marketing

Quando fiz meu projeto de tese, tive que lutar contra uma orientadora acadêmica semi-hostil.

Nós tínhamos incentivos conflitantes:

Eu queria aprender coisas úteis, adquirir contatos comerciais valiosos e obter o melhor trabalho inicial em marketing possível.

Ela queria que minha tese estivesse de acordo com os “padrões acadêmicos” (que fosse escrita em um estilo quase acadêmico, citando pessoas cujo emprego era se masturbar em poltronas) e – é claro – para ser tão fácil de dar notas quanto possível.

Isso me deixou com raiva, porque eu tinha me esforçado pra caramba para conseguir um trabalho de tese para uma empresa de marketing de primeira linha, o que acabou sendo um sucesso, mas não graças à minha universidade.

Tomei mais iniciativa do que todo o resto de minha turma combinada e senti que deveria ser recompensado por isso. O mínimo que a universidade poderia fazer era ficar fora do meu caminho. Em vez disso, eles colocaram obstáculos.

Eu acho que eles não querem que os estudantes arranjem empregos.

Minha orientadora não deu qualquer ajuda. Se fez algo, foi tentar sabotar o início de minha carreira.

Olhando para trás sobre isto agora, eu não me importo. Mas conforme eu reflito sobre a situação, ela realmente joga luz num dos grandes problemas subjacentes à universidade…

A “Institucionalização do Conhecimento” e seus Problemas

A universidade supostamente seria um ponto de verificação final em relação à vida profissional: ela existiria para treinar e capacitar os jovens para conseguir os empregos que desejam; não recrutá-los para as fileiras acadêmicas.

Infelizmente, isso é exatamente o que aconteceu (e sempre acontece quando algo se torna institucionalizado).

Como um estado leviatã, o interesse da universidade não é mais principalemente servir ao povo – por isso é que ela fora criada -, mas servir a ela própria, e garantir que a máquina “permaneça viva”, com suas engrenagens girando.

Uma das principais maneiras pelas quais as universidades fazem isso é forçando os alunos a desperdiçar seu tempo escrevendo teses (que ninguém lê ou se preocupa com).

Isto é realmente um rito de passagem de merda antes da entrada na vida profissional

Precisamos de um novo [sistema] que seja adaptado para o século 21!

Por que forçar atividades chatas e sem valor agregado para aqueles que não querem se juntar à “instituição do conhecimento”?

A universidade está agora fortemente desconectada da demanda do mercado de trabalho.

A faculdade e a universidade podem ser um bom lugar para você se descobrir, mas não é um bom lugar para arranjar um emprego.

Como meu amigo Kyle Eschenroeder escreveu alguns anos atrás:

“Você deve ir para a faculdade para descobrir o que você quer fazer, do que você gosta. Quando entrei para a faculdade, eu estava interessado principalmente em três coisas: idéias libertárias, negociação e fazer filmes. Após me formar, essas ainda são as coisas mais interessantes para mim e nenhuma foi aprimorada pela minha carreira universitária. Na verdade, sou um especialista em economia e minha capacidade de entender o que está acontecendo no mundo é quase que totalmente graças à internet e à vontade de ler, e não às bostas de livros didáticos deles.

Meu diploma de Economia é como minha pontuação SAT, as pessoas podem olhar para ele e dizer: “bem, ele pulou bem alto“. Mais e mais empresas, especialmente as que valem a pena trabalhar, estão analisando o que você pode fazer, o que você realmente criou. ”

Eu me formei com mestrado em negócios e adivinhe?

–Eu nunca vou ter usar isso para nada!

Por quê?

Porque a iniciativa é melhor do que “saltar bem alto” todos os dias da semana.

Agora, deixe-me dizer-lhe

10 razões Pelas Quais o Sistema Escolar é um Fracasso

1. O sistema escolar foi criado para o século XVIII
2. A escola ensina você a se encaixar… numa economia obsoleta!
3. A escola te transforma em um conformista maricas
4. A escola destroi a vontade da maioria das pessoas de aprender mais
5. A escola não faz nada para cultivar o autoconhecimento
6. A escola faz pessoas de outro modo independentes se transformarem em peões dependentes
7. A escola está cheia de propaganda (NT.: informações parciais)
8. A escola não ensina você a pensar corretamente e desenvolver seu próprio estilo através da síntese
9. A escola te infunde com um sentido de sem base de certeza de onde você tira um “Falso Conhecimento”
10. A escola impõe um monte de regras falsas para você que o prejudicam no mundo real

Começando com a razão # 1 …

 

Razão #1: O sistema escolar foi criado para o século XVIII!

É difícil definir quando e onde o ensino público começou, mas a primeira vez que a educação pública foi organizada de forma coesa para atender às necessidades de um país inteiro de forma bem-sucedida foi na Prússia, sob Frederico, o Grande, em 1750.

Confiar ao governo o poder de determinar a educação que nossos filhos receberão é confiar aos nossos servos o poder do mestre.

– Frederico, o Grande

Sistema Educacional de Frederico na Prússia:

Frederico transformou a Prússia em um estado socialista com economia planejada. O país era tão burocrático que as mulheres tinham que registrar a data exata do período menstrual a cada mês para o estado.

O objetivo da educação pública da Prússia era capacitar os cidadãos para os empregos que o governo decidiu serem importantes para o futuro do país.

Lembre-se, esta era uma economia planificada (não um livre mercado) e:

1. A economia, naquela época, era bastante simples e mais
2. A população da Prússia era pequena o suficiente para um grupo de pessoas altamente inteligentes “planejar com antecedência”. Frederico e seus administradores podiam fazer projeções razoavelmente precisas e decidir que “precisamos tantos e tantos trabalhadores para essa ou aquela função”.

Sistema Educacional de Napoleão na França:

Cerca de 50 e poucos anos depois, Napoleão notou o sucesso do sistema educacional de Frederico e decidiu copiá-lo para a França, com alguns pequenos ajustes.

Por exemplo, Napoleão queria que seu sistema educacional:

1. Treinasse pessoas competentes (líderes militares, cientistas e engenheiros) para seu exército e administração.
2. Doutrinasse os cidadãos para serem obedientes e patriotas (e tomar o poder da igreja Cristã para o estado).

Como Frederico, seu sistema também foi um enorme sucesso – para seus propósitos pretendidos. A habilidade com a qual os engenheiros de Napoleão construíam pontes, fossos e outras estruturas de guerra era incomparável na época.

O sistema de educação do atual mundo ocidental :

Depois de perceber o óbvio sucesso da Prússia e da França, muito devido a seus sistemas educacionais, o resto do mundo ocidental acabou copiando sua abordagem, com pequenos ajustes por conta própria.

Essa mudança ocorreu durante os estágios iniciais do industrialismo, e assim a maior diferença entre os sistemas educacionais prussiano e francês e os sistemas de educação ocidentais tinha a ver com o treinamento da população para coisas novas como:

1. Trabalho de chão fábrica
2. Trabalho gerencial (fora da administração pública)
3. Investigação científica (as origens dos campos STEM (NT.: Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática (em inglês Science, Technology, Engineering, and Mathematics))).

A maior invenção do século XIX foi a invenção do método da invenção.

Alfred Whitehead.

Do alto da sua cabeça, você provavelmente pensará instintivamente sobre o trabalho administrativo e a investigação científica. Mas essas áreas receberam talvez 10% de foco cada, enquanto o treinamento de pessoas em trabalhos de fábrica recebeu cerca de 80% do foco.

Por quê? Porque o trabalho de fábrica era de longe o mais importante para a economia na época, e ele não é realizado naturalmente.

Assim, muito da educação pública tinha a ver com o que agora chamamos de escolarização (disciplinando e doutrinando) de pessoas em trabalhadores de fábrica obedientes e confiáveis.

Você sabe, coisas como …

Ficar sentado em filas indianas, levantar a mão antes de se dirigir ao professor, pedir permissão para fazer XYZ. Seguir as regras.

E assim, aqui estamos nós hoje!

Razão #2: A escola ensina você a se encaixar… numa economia obsoleta!

Veja educação pública pelo que ela é: um sistema para treinar tantas pessoas quanto possível em profissões razoavelmente voltadas para o futuro.

Funcionou muito bem para Frederico, o Grande e Napoleão. Também funcionou para muitos países ocidentais durante a industrialização (embora possa não ter sido a experiência mais agradável [para os alunos]).

Hoje ela não funciona bem, porque o mundo está mudando muito mais rápido do que mudava antes. A Internet, a inteligência artificial, a robótica e essas coisas estão tornando muitos setores obsoletos. O sistema escolar não consegue acompanhar.

Como você pode projetar quais tarefas treinar os trabalhadores da próxima geração, se você não consegue projetar o que acontecerá em muitos setores daqui a cinco anos?

A escola hoje é ótima se você quiser ser:

Balconista ou caixa
Motorista de caminhão
Médico ou enfermeiro
Zelador ou caseiro
Um monte de tipos de trabalhadores de escritório, agentes administrativos, contadores de números ou gerentes de nível intermediário.
Eu não sei sobre você, mas eu não estou particularmente interessado em manter um desses trabalhos.

Eu não tenho fé no sistema, então eu trabalho duro para criar meus próprios sistemas.

 

Razão #3: A escola te transforma em um conformista maricas

—É uma pena que quase todos os vencedores são “do contra” de uma forma ou de outra!

Conformistas maricas tem que fazer o que outros dizem. Eles têm que obedecer ao líder e pedir permissão para ir ao banheiro. Eles têm que assistir programas de TV estúpidos e memorizar os nomes dos participantes do American Idol para acompanhar os recentes acontecimentos da cultura popular.

Não é nada menos do que prostituição intelectual corromper o seu número de Dunbar para ser igual aos outros e, ao fazê-lo, viver numa hiperrealidade coletiva, em vez de escolher criar a sua própria realidade.

Conformistas maricas não conseguem definir o ritmo ou a trajetória para os projetos em que trabalham. O membro mais lento do grupo “decide” isso. A corrente só é tão forte que seu elo mais fraco.

sissy conformists slowest member of the group sets the pace

In school, winners have to carry the losers, and for the winner to get his superior ideas picked he has to rely on the consensus decision of the group, rather than the merit of the idea.

Na vida real, os vencedores são aqueles que se atrevem a fazer coisas interessantes que se destacam e contrariam a opinião popular.

Na escola, os vencedores têm que carregar os perdedores, e para o vencedor ter suas idéias superiores escolhidas ele precisa confiar na decisão consensual do grupo, e não no mérito da ideia.

[Leia também: 10 Ways to Be Different and Profit from Contrast.]

Razão #4: A escola destrói a vontade da maioria das pessoas de aprender mais

A escola é prisão para crianças, adolescentes, e jovens adultos.

— Uma prisão mental.

O homem com o nome mais difícil do mundo – Mihaly Csikszentmihalyi – explica exatamente como ela funciona em seu livro Flow:

Muitas pessoas desistem de aprender depois de saírem da escola porque treze ou vinte anos de educação extrinsecamente motivada ainda é uma fonte de lembranças desagradáveis.

Isso QUASE aconteceu comigo!

Eu pensava que não gostava de aprender coisas até aos 20 anos. Depois, percebi que ser um aluno da escola tem pouco a ver com o processo de aprendizagem ou com o sucesso no mundo real. Foi quando resolvi resolver o problema e decidi que eu faria as coisas do meu jeito ou iria embora. Foi a melhor decisão que já tomei.

O truque é criar sua própria estrutura de aprendizado e aprofundar o conhecimento em seus próprios termos. Você vai adorar quando o aprender.

(Isso será explicado em um artigo futuro)

Razão #5: A escola não faz nada para cultivar o autoconhecimento

A Educação ou é para a domesticação ou para a liberdade.

João Coutinho

Em um episódio recente de 25 Minuter, meu podcast com Mikael Syding, dissemos que a metacognição é a característica mais comum que pessoas de sucesso têm em comum.

Homens sábios por milênios estiveram de acordo sobre isso – desde dos que remontam à Grécia Antiga. O propósito da educação é trazer o autoconhecimento.

A escola não faz nada para ensinar ou incentivar a metacognição ou o autoconhecimento. E por que deveria? Não é para isso que ela foi feita. Nunca foi!

O mais próximo que você consegue é de tarefas relacionadas a “análise” ou “avaliação crítica” de algum assunto. Mas, pelo menos na minha experiência, isso é apenas para inglês ver. Sempre que eu explorava seriamente qualquer coisa, sempre obtinha notas mais baixas, como Crichton. (Mas eu sempre fazia isso de qualquer maneira porque eu não conseguia evitar.)

De qualquer forma, faz sentido que as coisas sejam assim. Os grandes industriais do século XIX não queriam pensadores independentes; eles queriam gerentes confiáveis ​​e trabalhadores precisos. O sistema escolar ainda é construído para produzir pessoas assim – pessoas que sabem como calcular, mas não como pensar.

Pessoas com alta metacognição – do tipo que, com o passar do tempo, desenvolvem um forte autoconhecimento – tendem a ter sucesso apesar de sua escolaridade; não por causa dela.

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Principais Erros de Iniciantes nos Treinamentos.

por Bill Kazmaier, originalmente postado no Legado Realista.

Revisão por Daniel Castro.

Com um tempo sobrando de leve aqui domingo a tarde, antes de enviar sinais hostis de fumaça negra para a tribo vizinha, resolvi criar essa lista subjetiva dos principais erros, atrasos, equívocos comuns, que mais vejo iniciantes cometendo. Iniciantes podem ser tanto neófitos com 6 meses de treino quanto guaipecas com 5 anos de treino no lombo praticamente sem evolução, o tempo realmente não diz nada sobre experiência e eficiência. Essa lista vale pros mais variados objetivos no treinamento, seja força máxima, hipertrofia, explosão, suporte com pesos pra outra modalidade e etc. É claro que alguma coisa listada não compactua com certos objetivos, mas no geral a maioria se encaixa na lista. Ao menos é o que vejo corriqueiramente. Então se puder aproveitar alguma coisa aqui escrita, aproveite. E se não gostou CLIQUE AQUI

1 – Falta de uma progressão controlada. Esse é o principal limitador. Se não forçar o corpo a se adaptar a novos estímulos, ele jamais vai se tornar forte ou grande, vai ficar na mesma merda de homeostase sempre. É claro que nos primeiros meses de treino qualquer bolhufa funciona fazendo de qualquer jeito, afinal o neófito era, em sua maioria, ou um quadro de bicicleta, ou um gordinho tetudo com o rego de fora. Como não tinha como baixar o nível que já estava no fundo do poço, então qualquer coisa funcionava. Mas chega um ponto onde fazer de qualquer jeito não funciona e é preciso esquematizar um plano de acordo com as próprias demandas de recuperação. A maioria chega la na “cadimia” faz o que der na telha, ou faz seu treininho de blog fitness pink anotado numa caderneta da Hello Kitty, e não mantém uma consistência ao longo do tempo. É PRECISO MANTER UMA LINEARIDADE. Cada treino é a continuidade do anterior, depende do controle do stress, mas esse assunto é longo e assunto pra daqui alguns anos. Progressão não significa apenas aumento de peso, pode ser aumento de reps, aumento do volume geral do treino, mais velocidade e melhor forma com o peso anterior, e assim por diante. Existem muitas formas de progredir. Apenas controle isso de forma eficaz, anote todos os pesos, reps, series, variações, planeje o treino, e assim poderá seguir evoluindo.

2– Técnica horrível nos movimentos. A maioria dos iniciantes juvenis nem se quer treinam agachamento ou levantamento terra, que são movimentos que exigem muita técnica. Mas até mesmo nos outros movimentos simples com peso livre, como remadas, bíceps com barra, abdominais e etc…a técnica é pavorosa. E o pior de todos: o supino. Quando vejo um pangaré descendo a barra pra trás nas tetinhas , forçando uma rotação externa excessiva dos deltoides, chega me doer as bolas, pois é questão de tempo pra causar dores e lesões no manguito rotador. É claro que existem exercícios pra determinados esportes como o arm wrestling, que os entusiastas médios de academia fitness considerariam roubar, mas não é porra nenhuma, é o movimento que é viável pra conseguir certas capacidades. 
A questão aqui não é “roubar” e sim o que pode lesionar. Se machucar, pra recuperar vai demorar, e o progresso vai miar (rimou essa merda). Então trata-se de aprender técnicas que não causem lesões e que sejam eficientes pro objetivo. Portanto, enquadrem-se e pesquisem.

3– Muitos movimentos de “press” e poucos de “pull”. É praticamente unanimidade entre iniciantes haver um desequilíbrio no volume de treino para a cadeia anterior e a posterior. Fazem todo tipo de movimento de empurrar, supino na maquina estofada e rosa, supino com halteres, supino inclinado, declinado, supino 75, 76, 77º, supino com borrachinhas, flexões, supino de novo, desenvolvimento com halteres sentado num banquinho redondo e fofo, desenvolvimento na nova máquina tri-legal, e assim por diante. Em compensação os movimentos para a cadeia posterior são quase nulos ou com baixo volume. Aprendam uma coisa, a cadeia posterior é o que estabiliza tudo, é o que dá força em muitos movimentos, então se quiserem ser fortes um dia, equalizem o volume das cadeias. Se fizerem 100 reps por semana de movimentos de empurrar, façam no mínimo 100 reps de movimentos de puxar. 

4– Falta de treino para os membros inferiores. Iniciantes na maioria das academias Bambi-Fit BR montam seu “projeto carnaval micareta uhuul” e fazem o treino com 150 exercícios pra braços e peito, e de vez em quando alguma coisa para as costas. Quase nunca treinam pernas e o core, e se treinam é com movimentos de bailarinas de cancã do tal treino funcional, ou algumas técnicas cagadas de crossfit, que são hilárias (recomendo assistir vídeos de crossfit quando quiserem uma comédia para boas gargalhadas). Tenho uma notícia: JAMAIS alguém será forte se não treinar e muito o lower body. Agachamentos pesados, deadlifts e variações, remadas pesadas com barra, bem como movimentos de strongman se for possível praticar, é o que te farão forte e com um core quase indestrutível ao longo do tempo. Sem falar que o desgraçado que não treina lower body, parece uma merda de um picolé.

5– Usar cinto pra tudo. Iniciantes acham que estão protegendo a sua frágil e miúda coluna usando o cinto, ou cinturão de proteção. Instruídos pelos mais fudidos “profissionais” de Ed. Física, usam o cinto até pra ir cagar por medo de ter uma hérnia enquanto senta no pinico. Usam pra movimentos com halteres com peso de fisioterapia, roscas bíceps, “agachamento” naquele lixo de smith, elevações laterais com 5 kg em cada mão, e em todo o tipo de isolador. O cinto padrão de academia fitness é quase que inútil, como já foi discutido em outro tópico.
Mas mesmo se tiver um cinto de verdade, NÃO use ele se quiser ter um core forte, e se quiser evitar lesões. A exceção pra usa-lo é em séries máximas brutais, que exijam muito do core todo, que aí com pressão intra-abdominal ele vai proteger as vértebras, mas de resto não use. Só vai ficar com um core forte se fortalece-lo sem cinto, e pra isso é necessário uma boa técnica e progressão em exercícios básicos, como ja foi dito.

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