Porque a Manteiga é Melhor

Tradução de Zeldi Akerman, Rio de Janeiro, 07/01/2008

Manteiga | Tipos de manteiga | Cozinha Técnica

Quando os representantes da indústria de alimentos com aditivos e os defensores da agroindústria alimentar perceberam ser impossível frear o interesse crescente do povo americano por nutrição e alimentos saudáveis, sentiram-se ameaçados de perder – a longo prazo – seu monopólio, um dos maiores dos Estados Unidos. Conseguiram então, de forma sinistra, infiltrar-se no movimento popular, para desvirtuar a informação passada ao grande público.

Afirmar que as gorduras naturalmente saturadas, de origem animal, eram a causa das doenças cardíacas contemporâneas e do flagelo do câncer, foi o carro-chefe dessa campanha de desinformação. A manteiga serviu de saco de pancadas para o ataque e foi acusada de crimes terríveis. Os Dictocratas da Dieta nos disseram ser preferível usar a margarina polinsaturada – conselho esse seguido pela maioria dos americanos. A manteiga simplesmente desapareceu de nossas mesas, rejeitada como malfeitora.

Tal fato poderia surpreender muitas pessoas mundo afora, pois há milênios a manteiga tem sido apreciada por suas propriedades de dar sustento à vida. Quando o Dr. Weston Price estudou as dietas primitivas, nos anos 1930, constatou ser a manteiga um dos alicerces da alimentação de muitos povos extremamente sadios.1

Sobre os altares das igrejas, os habitantes de vilarejos isolados da Suíça colocavam uma tigela com manteiga, munida de um pavio; essa manteiga queimava durante o ano inteiro, como um sinal do seu espírito divino. As populações árabes também davam grande valor à manteiga e, em especial, àquela de profunda cor amarelo-alaranjada, produzida pelos rebanhos que pastavam o capim verde da primavera e do outono.

A sabedoria popular americana reconhecia que as crianças criadas com manteiga eram robustas e resistentes, enquanto as alimentadas com leite desnatado, durante seus anos de crescimento, eram pálidas, magras e tinham o rosto minguado. 2

Será que a manteiga causa doença? Pelo contrário, a manteiga nos protege contra muitas doenças.

Leia o restante aqui.

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Como Parar de Beber Refrigerantes

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Se você bebe refrigerantes açucarados regularmente, abandonar este hábito é uma das maneiras mais simples de melhorar a qualidade de sua dieta. É um maravilhoso primeiro passo para a dieta paleo ou cetogênica, especialmente se você quiser fazer uma mudança positiva mas está em dúvida sobre qual abordagem será a correta para você. Todo mundo, desde veganos, passando por quem conta calorias até a tribo de exclusivamente caenívoros pode concordar que refrigerantes são água com açúcar sem valor nutricional.
Refrigerantes também são um alvo fácil porque são fáceis de entender e reconhecer. Esta não é um estratégia nova e complexa de dieta onde você tem de aprender e entender sobre diversos tipos de comida. Todo mundo sabe o que são refrigerantes e como parar de bebê-los. Cortar refrigerantes é 100% de graça (não precisa comprar nenhuma comida especial), precisa de um tempo mínimo paea conseguir, e não são necessários recursos difíceis de adquirir.
É fácil de entender. Mas não significa fácil de fazer. Abaixo vão algumas dicas para cortar refrigeranres com o mínimo de dor de cabeça, mau humor e desejos. 

Se prepare para o sucessocan of sugary soda

O ambiente a sua volta tem um enorme impacto no que você come e bebe – muito mais do que você talvez perceba. A longo prazo, escolher seu ambiente é pelo menos metade da batalha de escolher o que comer. Qualquer um pode resistir dicas ambientais por uma ou duas refeições, ou mesmo uma semana, mas um grande esforço cognitivo é necessário para manter isso. A maioria das pessoas eventualmente começam a inconscientemente pegar nyone can resist environmental as “instruções” de seu ambiente.

Falando de refrigerantes especificamente, o maior fator ambietal é a disponibilidade.  Pesquisas demonstram que quanto mais facilmente disponíveis refrigerantes são, mais as pessoas os beberão. Se a vontade de pegar um guaraná rapidamente cruzar sua mentr, e ela estiver na geladeira, você provavelmente o irá pegar. Mas se tomá-lo envolver colocar suas roupas de inverno e andar dois quarteirões no frio até a lanchonete, e então gastar um dinheiro antes de voltar… fica mais fácil continuar de pijamas e sem o guaraná.

O que você pode fazer agora: pare de comprar refrigerantes. Retire-os de sua lista de compras. Se tiver algum em casa, jogue fora na pia. Mesmo se você sair de casa e bebê-los em restaurantes ou máquinas de venda automática, você estará reduzindo seu consumo passivo, o que já é muito bom! Este é o primeiro passo para uma vida sem refrigerantes.

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Livros Excelentes – Distopias Parte 1

por Daniel Castro

No começo deste blog, em 2014, recomendei 5 livros com resenhas curtas num artigo. Inspirado por recentes medidas perigosas ao redor do mundo, decidi fazer pequenas análises de livros do gênero distópico, que continuam atuais mesmo depois da queda dos regimes comunistas europeus em 1990. Através deste tipo de literatura ficamos alertas à nossas liberdades, e a como elas podem ser perdidas.

Mas o que são distopias?

A história das distopias começa quando Thomas More (ou Thomas Morus na versão latina de seu nome), um filósofo, escritor e advogado inglês, publica o livro Utopia, em 1516, descrevendo uma sociedade perfeita, porém inalcansável, ambientado na ilha de mesmo nome. Posteriormente, o título de seu livro e ilha se tornaram sinônimos desse tipo de sociedade, perfeita mas impossível.

Já distopia significa o oposto de utopia, uma sociedade completamente maligna, perversa e brutal. Tal termo foi cunhado por John Stuart Mill em 1868, como contraposição ao termo utopia. E o gênero literário foi provavelmente criado com a obra A Máquina do Tempo (1895), de H.G. Wells, e é mais conhecido através de Admirável Mundo Novo e 1984. Portanto nessa série de artigos eu examinarei brevemente algumas importantes (ou nem tanto) obras deste gênero. Nesta série falarei somente sobre livros que li, excluindo assim filmes como Idiocracia e Matrix, nem obras que importantes, mas que ainda não li, como Tacão de Ferro e Harrison Bergeron. Também excluirei livros importantes que já li, mas focam muito em problemas dos protagonistas, apesar de terem algumas características distópicas, como Frankenstein e A Metamorfose. A ideia da série é sugerir livros interessantes para leitura, e portanto não abrangerá as obras supracitadas.

No texto de hoje falarei sobre os livros Admirável Mundo Novo, 1984, A Revolução dos Bichos, e Nós (com maior espaço para este). Para começar, vamos à obra que inspirou os dois primeiros, que também são os mais conhecidos livros do gênero.

Nós, de Yevgeny Zamyatin

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Yevgeny Ivanovich Zamyatin nasceu em 1884, na Rússia e era engenheiro naval e escritor. Em 1921 finalizou o livro Nós (em russo, Мы, que lê-se Mii) que somente foi publicado em seu país natal em 1988, 51 anos após sua morte (embora tenham existido versões em russo fora da Rússia a partir de 1928). Tal fato deve-se ao livro criticar sistemas coletivistas como o regime bolchevique que então dominava aquele país. Vejamos, pois, como era o livro propriamente dito.

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Nozes e Sementes são Saudáveis?

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por Sebastian Noel, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Nozes (NT.: na maior parte do texto nozes terá o sentido botânico amplo, significando castanhas de caju, do pará, amêndoas, avelãs, além da noz comum, dentre outras. Quando a refência for à noz da nogueira comum destacarei isto entre parênteses) e sementes são um tipo lanche muito popular entre quem come paleo e algumas comem um bom tanto delas. Afinal de contas, elas são práticas de se levar ao trabalho ou trilhas e a maioria é carregada de nutrientes. Nós sabemos porém que apesar do fato de que a maioria das nozes e sementes eram disponíveis a nossos antepassados, isto não é suficiente para justificar seu consumo frequente. Nós precisamos olhar a composição de cada noz e semente, seus níveis de toxinas e valor nutricional e julgar a partir disso.

Eu já recomendei cortar da dieta nozes e sementes para pessoas com problemas digestivos ou atuoimunes ou com desequilíbrios na flora intestinal, mas e quanto a pessoas saudáveis?

Você verá aqui respostas diferentes para cada caso, pois nem todas nozes ou sementes são criadas iguais. Você também verá porque eu recomendo manter as nozes como um lanchinho ocasional enquanto mantemos em mente que seu valor nutricional é algumas vezes anulado por suas características indesejáveis. Há alguns passos a serem tomados para a redução da carga tóxica da maioria das nozes que poderão ser úteis a quem quiser consumir mais delas.

Concluindo, recomendarei as melhores nozes e àquelas que devem ser consumidas muito esporadicamente.

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Dia das Mães

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Neste blog dedicado a nutrição é bom lembrar que o leite materno é o alimento perfeito para o bebê, é o amor da mãe transformado em nutrição ótima que formará as mais importantes bases de um ser humano ser saudável para o resto de sua vida.

A todas mães que dedicaram parte de si, por amor, através do aleitamento materno, deixamos nossa pequena homenagem.

Feliz dia das Mães!

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A Fortaleza da Mente

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por Daniel Castro

“Nenhum cerco ou ataque pode capturar essa citadela, ou forçar entrada em seu santuário.”

Quintus Curtius foi um historiador romano do primeiro século DC., cuja principal obra foi relativa a história do rei macedônio Alexandre Magno. Possivelmente foi o mesmo Quintus Curtius que foi senador romano nessa época. Leitores mais antigos de meu blog já devem ter esbarrado em alguma das traduções que fiz do autor George Thomas, que hoje adotou esse pseudônimo (Quintus Curtius), pelo qual daqui por diante me referirei a ele. Ou talvez alguns de vocês tenham acessado seu excelente site qcurtius.com pela barra lateral daqui. Pois bem.

O moderno Quintus Curtius foi um Marine do exército americano, e hoje atua como advogado. Meu primeiro contato com seus escritos foi através do site de interesses masculinos returnofkings.com (que não publica textos novos mas ainda está no ar) no qual Quintus publicava análises de eventos brasileiros, dentre outros temas. Tão boas eram as análises que cheguei a acreditar que ele era brasileiro também!

Algum tempo depois Quintus criou seu próprio site, supracitado, e passei a acompanhar e traduzi alguns de seus textos. Ele por sua vez gentilmente me mandou uma cópia de seus livros On Duties (tradução direta do latim do livro de Cícero sobre obrigações morais) e 37 Essays on Life, Wisdom, and Masculinity (37 Ensaios sobre a Vida, Sabedoria e Masculinidade).

Através de seu blog Quintus demonstra um vasto conhecimento histórico e sabedoria de vida, com seu conhecimento sobre os árabes particularmente destacado, algo raro no ocidente. Não que seu conhecimento da civilização ocidental seja menor, afinal ele traduziu diversas obras do latim para o inglês (outras de Cícero, Salústio et al.) e também conhece bem as idades medieval e moderna.

Seu livro 37 Essays começa com uma história sobre um patinador de gelo que ignora avisos de seu irmão sobre o perigo de andar em certos lugares. No fim das contas, eu concluí que a maioria (todos?) de nós precisa experimentar os perigos e os erros para nos convenvermos deles. Existem outras lições no conto, mas ele vale mais a pena se for lido e apreciado. Continuar lendo

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Como a Luz Afeta Nosso Sono

Tradução por Daniel Castro.

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A maioria das pessoas está ao menos um pouco familiar com o conceito de ritmo circadiano (NT.: do latim, “em volta do dia”). Para aqueles que não estão, ele se refere ao nosso ciclo de processos bioquímicos, fisiológicos e comportamentais de aproximadamente 24 horas. Todos seres vivos, desde fungos e bactérias até plantas e animais, têm um ritmo circadiano. Dicas externas chamadas de zeitgebers (NT.: do alemão zeit “tempo” e geber “doador”) nos ajudam a sincronizar ou alterar nossos ritmos; eles incluem temperatura, nutrição, hora das refeições, interações sociais, intervenções farmacológicas (remédios, substâncias), e, proeminentemente, o ciclo de claridade/escuridão da Terra.

Sim, luz, ou ausência dela, tem um papel enorme na regulação de nossos ciclos, especialmente o do sono. Por milhões de anos, a luz foi uma medida objetiva e exógena pela qual os organismos estabeleciam padrões de comportamento, flutuações hormonais e ciclos de sono. Dependendo das estações, da posição dos eixos globais, e do clima, você podia contar com dias brilhantes e noites de escuridão profunda. Caçadores e carniceiros noturnos entendiam a falta de luz como “hora de comer,” enquanto outros animais (incluindo humanos) procuravam abrigo e sono profundo quando a noite chegava. A luz do dia significava atividade e segurança (já que podíamos, você sabe, ver tudo). O fogo, então, não servia apenas para cozinhar alimentos e prover calor; ele também permitia um pouco de segurança à noite.

Antes de continuar, preciso deixar algo claro. Meus leitores regulares já conhecem o conceito, mas é bom reiterá-lo. Embora seja tentador colocar os humanos em outro plano de existência, separado da flora e fauna sem mentes conscientes que compartilham desse mundo, nós somos animais. Certamente somos mais espertos e complexos que os demais, mas ainda assim estamos sujeitos aos zeitgebers colocando seus dedos influenciadores no nosso subconsciente e mexendo com nosso ritmo circadiano. Nossa tendência a ficarmos sonolentos à noite não é uma relíquia cultural; nós não decidimos conscientemente a começar a dormir à noite porque era muito perigoso ficar fora (do abrigo) no escuro. A cultura padrão da hora de ir para a cama surgiu organicamente, se é que podemos chamar isso de cultura. O cantarolar dos pássaros pela manhã reflete tendências culturais? Seria “o pássaro que chega cedo pega a minhoca” um axioma padrão na academia das aves? Não – o nicho evolucionário dos pássaros decreta que eles acordem cedo para pegar a comida. É seleção natural básica, e seres humanos são do mesmo modo. Nós não decidimos levantar cedo. Nós levantamos cedo devido a um padrão complexo de dicas ambientais nos dizendo para levantarmos. Através de nosso desenvolvimento evolucionário, cuidar dos negócios durante o dia era simplesmente como sobrevivíamos. Não podemos escapar da natureza.

Apesar que nós tentamos muito. Continuar lendo

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