Não existe algo como “caldos demais”

por Jamie Lewis, o original está aqui

Tradução por Daniel Castro

Antes de eu começar o segundo artigo dessa série, um aviso- se você não estiver acostumado a comer gigantescas quantidades de fibra, pegue REALMENTE leve com os feijões quando fizer o chili.  Do mesmo modo, pegar leva com temperos pode ser uma boa ideia, não importando o quanto você goste de comida temperada. A razão para essa advertência é que após comer chili feito com duas latas de feijões Texas Rancheros, 900 g de carne magra, uma porra de pimentões, wasabi, molho de pimenta habanero, pimenta malagueta esmagada, e chili ancho, eu estou correndo para a privada disparando chamas de minha bunda pelas últimas 14 horas, e me sentindo como quando tive desinteria na CHina, embora eu ainda não esteja sangrando na bunda.
Agora, vamos ao show

Francamente, a popularidade de minha ideia sobre caldos me surpreendeu um pouco- eu honestamente acreditava que o mundo iria me acusar de ter me trancado em casa e ter escrito bobagens enquanto vivia como Howard Hughes (NT.: presumivelmente como ele viveu no fim de sua vida). Parece, porém, que acertei algo, então acredito que devo continuar essa série- quanto mais eu pesquiso, mas eu descubro que a correlação entre cozidos e FDPs gigantes e maus é 1/1, não importa onde você esteja no mundo. Deste modo, minha ideia inicial de comê-los não veio de minha pesquisa, mas de minhas ideias sobre a dieta de bulking  ideal, já que eu fiquei incrivelmente cansado de dietas constantes e estava procurando um método pelo qual eu poderia modificar minha dieta e aumentar a massa muscular sem me tornar um gordo enorme que você vê andando na maioria das academias em camisetas e calças parecidas com a do “novo” filme Flashdance quando saiu primeiramente em Laserdisc. Conseguir um pouco de gordura na procura de números enorme não é problema- perder a aparência de que eu realmente levanto pesos, é.

Assim sendo, a dieta tradicional “ver comida” não é uma opção, nem a opção horrível que republiquei do Dave Tate sobre comer pizza encharcada de azeite de oliva. Ao invés disso, eu pensei em descobrir como pessoas faziam ao redor do mundo de um modo lógico, sensível e são, embora com um modo de execução extremo o suficiente para justificar seu uso com minha metodologia de treino. Esse pensamento então ficou esquecido numa prateleira mental empoeirada conforme eu procurava algumas informações para o meu novo livro digital de nutrição, e ocasionalmente percebi uma luz naquela prateleira abandonada sempre que a palavra “cozido” aparecia em algum livro ou artigo. Eu então lembrei do que Ori Hofmekler falava sobre eles, que eu publiquei na última parte dessa série, e todo o conceito começou a se formar em minha mente. Eu já pensara que talvez o chili fosse a comida definitiva, então eu entendi que- não há necessidade de fazê-lo a comida definitiva, porque, ele já é a comida definitiva. Eu fiz algumas contas para confirmar e, foi isto que descobri:

 

Assumindo que você faça seu chili com 450 g de bife magro, 425 gramas de feijão carioca, 425 gramas de feijão roxo, e uma lata tanto de molho de tomate quanto de tomates em cubos, você vai ter 2159 calorias, 36 g  de gordura, 301 gramas de carboidratos (dos quais 82 g são fibras, e 219 g carboidratos digestíveis), e 168 g de proteína, tudo por uns R$ 25. Deste modo, com talvez 60 reais você possa fazer o dobro disso e ter 3 shakes proteícos para chegar em cerca de 5000 calorias e 450 gramas de proteína.

Dependendo de como você olhar, estará acertando uma refeição com 50% carbs, 37% proteína, 13% gordura sem deduzir a fibra, ou 42% carbs, 43% proteína, 15% gordura com esta removida da equação (o que é melhor, foda-se a fibra). De qualquer modo, se você não puder crescer com isso, você não crescerá com nada. Adicionalmente, todas as preocupações constantes saindo das bocas de suas esposas/namoradas/pais/colegas de trabalho são eliminadas devido ao fato de que você estará numa dieta insanamente balanceada com mais nutrição de que seria possível de qualquer outro modo.
Para aqueles curiosos sobre a receita, aí vai:

Chili do Jamie queimador de bundas
Serve 4 porções
900 g de bife magro (93%)
2 latas de feijão roxo Texas Ranchero
Mix para Chili Brown BagMix
200 g de molho de tomate
5 pimenões, moídos
6 colheres de sopa de Sriracha
4 colheres de chá de pó de wasabi
4 colheres de chá de molho de pimenta habanero
2 colheres de sopa de pimenta malagueta esmagada
2 colheres de chá de pó de chili ancho
2 colheres de chá de pó de pimenta caiena
Doure sua carne. Adicione o molho de tomate. Adicione 400 ml de água. Misture bem enquanto adiciona todos os temperos. Deixe cozinhar em fogo brando durante a noit edoda em um caldeirão.

 

Embora meu primeiro amor com cozidos até agora seja o chili, ele não é meu único pensamento com este tipo de comida. Quando penso em cozidos, como regra geral, eu penso naqueles que você vê em todos filmes medievais. Há invariavelmente uma chaleira de ferro cheia de carne e batatas cozinhando no pano de fundo de qualquer desses filmes, e isto ou carne tostada são usualmente as únicas coisas que você vê serem comidas, junto com pão. Isto, eu descobri, é chamado de cozido dos caçadores, cozido perpétuo, cozido dos peregrinos, e isto soa como um saco do Papai Noel cheio de maravilhas. Basicamente, este tipo de cozido era extremamente comum no começo do século XX em muitos lugares, o que quer que alguém achasse era jogado em um pote e cozido lentamente sobre fogo. A parte legal do cozido perpétuo é que ele nunca acabava- conforme era consumido, mais coisas aleatórias eram jogadas lá dentro- quaisquer carnes, vegetais ou tubérculos que houvessem eram cortados e usados. É por isso que cozidos são tão legais- você pode usar variações infinitas, e a qualidade da carne não importa já que mesmo as mais duras ficam macias após o processo de cozimento lento.

 

Embora esta descrição provavelmente conjure imagens de homens brutos, sujos enorme e sangrentos batendo seus antebraços na mesa de uma estalagem e gritando “taça de ale e carne!” com todo seu fôlego, este tipo de refeição era tão comum na era medieval quanto na romana, na era pré-romana dos citas, no começo do século XX, e mesmo na Islândia, Japão, Hungria modernas, e em outros países não americanizados. De fato, a combinação cozidos-grãos-álcool foi usada com muito sucesso pelo trio Saxon do começo do século XX e é uma base dos strongmen russos- um reikishi saudável pode beber até 4 litros de cerveja no almoço (Scott), Saxon foi aparentemente “desmamado com cerveja” (uma vez ele bebeu 50 cervejas antes de uma performance) e comia quantidades tremendas de cozidos e sopas (Inch) e ainda fazia sua performance, e todo mundo que já levantou pesos na Rússia tem algum conto envolvendo bebidas e sopas com creme de leite e carne. O amálgama de álcool, carne cozida e grãos parece ter crescido na Idade Média, quando o cozido era conhecido como “companaticum“(‘aquilo que acompanha o pão’) e era deste modo invariavelmente servido com bebidas e pão (Wiki).

Eu acho que a maioria concordaria que isto serviria como uma boa companhia para a refeição.

Se você está curioso, eu consegui uma receita de cozido medieval para dar uma ideia do que aqueles fdps tinham borbulhando em seus caldeirões enquanto esperavam  retorno do Rei Arthur e seus homens. A receita seguinte vem de um livro que poderia ser chamado de 700 Anos de Fracassos Culinários, mas o autor preferiu 700 Anos de Culinária Inglesa, que está correto mas não alerta o leitor sobre os desastres culinários contidos nas páginas do livro.

Cozido Medieval de Carne Apimentada
Serve de 6 a 8 porções

 

1,5 kg de carne para cozinhar, cortada em pedaços do tamanho de mordidas
3 colheres de chá de farinha comum
Óleo para fritar
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 colher de chá de noz-moscada em pó
1/8 colher de chá (pequena pitada) de cravo da índia em pó
4 pimentas pretas, esmagadas
1/2 colher de chá de bagas de cardamomo, esmagadas com as bagas descartadas após
1 grande cebola, cortada finamente
6 grandes talos de cebolinha, cortados finamente, um pouco extra para decorar
900ml molho de carne
50g pão integral velho, cortado em pedacinhos
3 colheres de sopa de vinagre
Pitada de açafrão

 

Jogue o caldo de carne com a farinha para empanar. Cubra a base de uma caçarola grande com uma pequena camada de óleo e coloque sobre fogo brando. Adicione a carne aos poucos e frite até dourar.

Retorne a carne frita para uma panela com o caldo. Adicione o tempero, cebola e cebolinha com um pouco do molho e frite, mexendo frequentemente e raspando a crosta do fundo da panela com uma colher de madeira, por cerca de 5 minutos até que as cebolas começarem a amolecer. Adicione o resto do caldo com uma pitada de sal e leve a fogo baixo. Cubra, reduza a temperatura para baixa e deixe por duas horas, até a carne amaciar.

Enquanto isso, molhe o pão em vinagre com açafrão. Jogue no caldo e deixe ferver, sem cobrir, por cerca de 20 minutos até que o pão tenha se quebrado e o cozido esteja grosso. Tempere com sal e pimenta preta recém-amassada. Sirva com pão e vegetais verdes com manteiga, guarnecidos com salsinha recém-cortada.

Obviamente, essa é uma sopa foda. Embora não seja gorda o suficiente para ser considerada totalmente cetogênica, você poderia fazer dieta com ela para um show de fisiculturismo e aparecer mais granulado que uma foto de um celular de 2001. Adicionalmente, a canela não é só um tempero para sobremesas- ela é usada em muitas receitas de chili, e é encontrada em quase tudo que seja indiano. Vale a pena notar que a inclusão da canela em qualquer refeição é geralmente uma boa ideia, já que ela confere vários benefícios à saúde que outros temperos não têm – abaixa os níveis de açúcar e colesterol no sangue e o colesterol e pode prevenir infecções fungais. Deste modo, esta sopa é ideal para qualquer um comer de vez em quando, e comida com um grande pão integral e bebida alcoólica- seria uma refeição pós treino excelente.

 

Cozido Macedônio 
Francamente, os macedônios não fizeram porra nenhuma depois de conquistar quase todo o mundo conhecido, mas como ex detentores do título dos Campeonatos de Dominação Mundial, sua comida merece menção. Em eventos esportivos desde então, eles só são um país desde 1996 (foram parte da ex-Iugoslávia, e antes disso do Império Búlgaro), mas já conseguiram medalhas nas lutas olímpicas apesar do fato que seu país não passa de seis pessoas em volta de um bode no cu da Bulgária. Embora eu não soubesse que havia algo como cozinha macedônia antes de pesquisar isso, um restaurante em Indianapolis é famoso por seu cozido, que é claro, é macedônio-o John’s Famous Stew em Indianapolis. O cozido, chamado de Turli Tava, é supostamente ótimo, e você fazê-lo mais quente ao adicionar algumas pimentas húngaras a ele.

 

Francamente, eu nunca comi algo húngaro que eu achasse ao menos um pouco apimentado, e poderia lavar minhas lentes de contato com o suco de pimentas húngaras, mas os macedônios aparentemente as amam e pensam que elas deixam a sopa apimentada. Deixando isso de lado, deixar a sopa mais apimentada é ótimo, já que isso pode “queimar um pouco de gordura corporal, combater a inflamação decentemente e prevenir o câncer com um poder indeterminado” (Examine.com).  Se você preferir usar raiz-forte ou wasabi, também funciona, já que os isotiocianatos que fazem a família brassica ser apimentada também inibem o crescimento do câncer. Deste modo, seja como os macedônios e hungáros e apimente sua comida para caralho. Se você não quiser fazer isto, consulte a lista seguinte de pessoas que não gostam de comidas apimentadas:

  • Mulheres grávidas
  • Mulheres amamentando filhos
  • Mulheres menstruadas
  • Mulheres na menopausa
  • Crianças
  • Velhos
  • Animais (exceto peixes)
Como o Maddox diz, “esta é uma lista completa de pessoas que não gostam de comidas apimentadas, então se você não gosta de comida apimentada, você deve ser alguém que se encaixa em algo da lista. Animais, velhos e crianças não podem ler, então acho que você deve ser uma vadia” (Maddox 68-69).

 

Turli Tava

Preaqueça o forno até 200°C.
Você precisará de:

450g de carne de frango, porco e boi – cortado em pedaços para sopa
Sal marinho
pimenta preta recém-amassada
1 cebola média, descascada e cortada
3 dentes de alho, moídos
2 batatas médias, descascadas e cortadas
2 cenouras médias, descascadas e cortadas
1 berinjela média, sem a base e cortada
2 pimentões vermelhos ou verdes, sem base e sementes, cortados
1 tomate grande, cortado
1 xícara e meia de quiabo, sem as partes de cima e baixo, branqueados em salmoura por um minuto, lavados e escorridos (se não disponíveis trocar por feijões verdes)
1 colher de sopa de páprica
sal e pimenta a gosto
1/4 xícara de azeite de oliva
1/2 xícara de água
Salsinha, cortada para guarnecer

Instruções:

  1. Tempere vitela, porco e frango com sal e pimenta e deixe em um recipiente de barro.
  2. Misture os vegetais.
  3. Tempere com páprica, sal e pimenta.
  4. Adicione o azeite e água; misture bem.
  5. Coloque no forno e cozinhe a descoberto por uma hora e meia, mexendo ocasionalmente.
  6. Guarneça com a salsinha.
  7. Deixe esfriar por 20 minutos e então sirva ela ainda quente com pão velho. Utensílios não são necessários- este cozido é ideal para ser comido com a mão ou pão, do jeito que Conan comeria.

 

Sopa Búlgara
Desde que você seja um ser humano adulto que levanta e pesos e não está com a cabeça enfiada na bunda, os búlgaros dispensam apresentações.  Mesmo assim irei apresentá-los. Há muitos conhecida como o cu negro da Europa Oriental, a Bulgária emergiu como uma potência no levantamento e lutas olímpicos sob o olhar benevolente dos soviéticos. Nenhum país juntou tantas medalhas nesses esportes como os búlgaros um povo tão pouco numeroso como pouco hirsuto. Culturalmente, os búlgaros dificilmente seriam russos, porém, – eles são uma mistura curiosa com influências de eslavos, celtas e gregos.  Os trácios, uma das nações gregas a se juntar aos espartanos nas Termópilas, vinham de onde hoje é a Bulgária, são a influência “grega”, e combinados com povos Turcos/Hunos e eslavos do sul (o resto dos quais terminaram na Iugoslávia) para formar a população e cultura da Bulgária moderna.  Apesar de suas influências culturais vastamente diferentes, os búlgaros eventualmente incorporaram o caldeirão literal e cultural, que então se tornou algo tangível na mesa de jantar na forma do gyuvetch de monastério.

Gyuvetch de Monastério

Ingredientes
900g de carne de boi
4 tomates, cortados
200g de cogumelos
1 xícara de arroz
1 cebola, cortada
15 azeitonas, inteiras
um punhado de salsinha
2 colheres de sopa de óleo vegetal
1 colher de sopa de manteiga
1 colher de sopa de açúcar
2 xícaras e meia de molho de carne
pimenta preta, páprica e sal

Preparação
Corte a carne em cubos ou pedaços pequenos e frite em uma frigideira com um pouco de óleo por cerca de 5 minutos ou até escurecer. Adicione as cebolas, caldo de carne e páprica e deixe por mais 15 minutos em fogo baixo. Adicione os tomates, sal a gosto, manteiga, açúcar e azeitonas e deixe por mais 5 minutos. Preaqueça o fogo a 200 ºC. Transfira o conteúdo da frigideira para uma travessa e cozinhe por cerca de 30 minutos. Jogue a salsinha e cebola por cima antes de servir.

Ou você poderia jogar salsinha e pimenta nisso antes de comer.

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Milho não é salada

por Mark Sisson, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro
Ah, the romance of farming...
Recentemente houve um artigo recente na seção Diet & Nutrition escrita por Annie B. Ela conta que no Mercado de Boston ouviu duas senhoritas bem intencionadas pedir o “prato com salada saudável”, de purê de batatas, milho e macarrão com queijo. Hmm.

Ficamos um pouco preocupados de alguém pensar que tal refeição era “salada”. Batatas, talvez. Mas macaroni e queijo definitivamente não. É gordura (queijo processado) e amido refinado (massa branca). Mas o pior é o milho.

Amigos, milho não é salada. Não é. Ficamos perplexos quando o milho entrou no léxico americano assim, porque ele é um grão – e um grão realmente insalutar além de tudo. O milho é o grão mais cheio de açúcar, amido e vazio de nutrientes que existe. Até arroz branco é melhor – seriamente. (Não que recomendemos que você coma muito arroz branco, porque o integral tem mais fibra e proteína (NT.: por outro lado o arroz integral tem mais anti-nutrientes.)

De fato, odiamos milho. Agora, não estamos falando da espiga ocasional no churrasco de família. Provavelmente esta não vai machucar ninguém. Mas milho não deve ser usado como salada no seu prato, porque ele é uma festa de açúcar. Resumindo: milho não é salada, é um grão inútil.

E milagrosamente, ele forma a base da dieta ocidental.

A coisa mais enlouquecedora de tudo isso é que o milho é ingrediente número 1 de quase todas as comidas processadas e fritas. Como, você pergunta? Bem, temos um monte de milho sobrando todo ano (principalmente porque o governo ainda subsidia os fazendeiros de milho). O que fazer? Algumas décadas atrás, pessoas descobriram que transformar milho em óleo era realmente barato e lucrativo. E daí que o óleo de milho é horrível para cozinhar: gorduras trans, e nada de Omega-3’s! Mesmo assim o óleo de milho, e seu gêmeo trans, o óleo de milho hidrogenado, estão em tudo. Tome por exemplo qualquer comida nos meios do supermercado local. Sim, óleo de milho. E se não tiver óleo de milho, terá xarope de milho. Às vezes ambos.

Pior ainda é a situação do adoçante. Xarope de milho com alto teor de frutose é realmente barato, o que é bom para os produtores. E é mais doce que o açúcar. Que produtor de comida iria dizer não a isso? Eles não irão – a menos que você deixe de consumir seus produtos.

O xarope é usado em refrigerantes, bebidas isotônicas, comidas de crianças, doces e cereias matinais, para citar apenas alguns itens. O lobby do xarope tem um website bem colorido (sobre o qual não temos nada de bom a dizer sobre) que faz um estardalhaço sobre o quão nutritivo o xarope de milho é, e como ele é a base da Dieta Americana. Seriamente, isto é algo a se vangloriar? Com a diabetes transformada em epidemia fora de controle, e o xarope de milho estourando as medidas máximas antigas de resposta de secreção de insulina?

Talvez o lobby do xarope de milho viva em nos EUA alternativos onde pizzas, Lucky Charms, Pop Tarts e Pepsi produziram legiões de indivíduos energéticos, felizes, magros e musculosos. Você pode checar seu site de “fatos” aqui.

Ondas de grãos…

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Mais um motivo para comer chucrute

por Daniel Castro

Estou lendo o livro A Dieta da Mente (em espanhol, com o título de Alimenta tu Cérebro) do Dr. David Perlmutter, consagrado pelo best-seller Cérebro de Farinha, quando subitamente aparece mais uma razão para comermos chucrute (bem como outras comidas fermentadas): elas protegem o fígado. Então, se você é daqueles que quer ficar mais saudável mas não abre mão da cerveja no fim de semana, leia isso: https://nuvemdegiz.wordpress.com/2016/02/19/chucrute-o-repolho-milagroso/.

Em breve publicarei mais traduções sobre sopas e caldos, aproveitando a chegada do inverno.

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Cozidos Anabólicos para Caralho

por Jamie Lewis, o original está aqui.

Tradução e adaptação por Daniel Castro

Revisão: Daniela Souza

NT.: Como o inverno chegando ao hemisfério sul, decidi traduzir mais uma série de artigos do Sr. ChaosandPain, sobre sopas e cozidos. Conforme vocês verão, eles podem ser não só deliciosos e ajudar a esquentar, mas também muito nutritivos.

Os levantadores de peso do Ocidente estão cegos por uma grande quantidade de dietas da moda, imersos em debates sobre nutrição e enterrados em montes de pesquisas conduzidas por pessoas que não têm nenhum entendimento de levantamento de pesso exceto na teoria, e nos EUA em particular sem uma dieta étnica tradicional, nós somos deixados em uma ilha deserta com um shake proteico vil na mão, olhando melancolicamente através de um estreito cheio de piranhas e tubarões para uma ilha-festa cheia de levantadores empurrando pesos com os quais podemos apenas sonhar, bebendo em crânios e comendo comidas deliciosas. Como os garotos em fóruns com agachamentos abaixo de 140 kg, a única resposta é “DROGAS, MUITAS DROGAS”, porque eles são vaginas gigantes retardadas com menos entendimento sobre o que fazer para ficar forte do que o meu pai de 75 anos viciado em sorvetes, trabalhador de escritório, que poderia levantar mais do que 85% do pessoal dos fóruns simplesmente porque ele é um maldito homem com testículos totalmente desenvolvidos e um pouco de orgulho pessoal.

o que falta ao Ocidente não são drogas, e embora seja algo parcialmente relacionado à ética de trabalho, não é isto também. Ao invés, o que falta são caldeirões gigantes de ferro constantemente cheios de cozidos que são consumidos em quantidades enormes por homens que não conseguiriam entrar nos jeans de suas namoradas.

É isso mesmo – não comemos cozidos o suficiente. Esse é o problema, e isso não é uma piada.

David Rigert – energizado por um ódio ao capitalismo e por quantidades copiosas de borscht.

Para aqueles de vocês com pouco foco, vamos fazer uma lista rápida de povos que tradicionalmente comiam cozidos e sua habilidade concomitante em esportes de força:

  • Russos e Ucranianos. Eles comiam baldes de cozidos, e provavelmente reciclam suas medalhas de levantamento de peso hoje em dia pois não têm mais lugar para guardas as malditas.
  • Búlgaros.  Búlgaros têm, mais troféus em levantamento olímpico do que qualquer outro país na história, apesar do fato de que são um país minúsculo, sem saída para o oceano, duro, frio, pobre cujo único produto de exportação tradicional eram bigodes gigantes. Como seus camaradas do bloco Oriental, eles engolem carrinhos de mão cheios de cozidos chamados de moussaka e kavarma 24/7/365.
  • Iranianos. A cozinha tradicional persa é basicamente kebabs e cozidos (khoresht) com diversos pães e arroz. Para um país pequeno, eles têm um número massivo e desproporcionalmente grande de medalhas olímpicas em levantamento de peso e em wrestling (NT.: Lutas livre e greco-romana), e têm uma história incrivelmente longa e rica de treinos de strongmen e wrestling chamados varzesh e bastani que literalmente não poderiam existir em uma lugar onde a dieta não fosse centrada em comidas tradicionais. Ao contrário dos indianos, eles nunca abandonaram sua dieta centrada na carne, portanto foram capazes de dominar os esportes de força enquanto os indianos caíram numa fraqueza cheia de estrogênios advinda do vegetarianismo.
  • Turcos. A maioria das refeições cozinhadas em casa começam com começam com uma sopa rica em carne feita com feijões e carne moída. Se você estiver ignorante, os turcos sempre vão bem em levantamento olímpico, e limparam tatames com wrestlers estrangeiros desde os primórdios da raça humana.
  • Húngaros. Embora você não pense na Hungria quando pensa em esportes de força, a Hungria tem 20 medalhas em levantamento de peso e um monte em wrestling, apesar do fato de que há menos pessoas em seu país do que em Paris. Seu segredo? Goulash em baldes.
  • Lutadores de sumô. Tudo que esses fdps fazem é comer cozidos e beber cerveja quando não estão treinando, e ele têm em média 190 kg e 1,90 m. Sim, eles são gordos, mas a ciência diz “e daí?”, porque lutadores de sumô têm mais massa magra que fisiculturistas (Kondo). O lutador médio de sumô têm em média apenas 26% de gordura corporal, o que significa que se fossem fisiculturistas teriam 142 kg de massa magra.
  • Islandeses. A Islândia há muito é renomada por seus strongmen, todos os quais creditam a seu nojento cozido de peixe o segredo de seu sucesso.
  • Chineses. Embora nem a sopa nem os cozidos sejam partes principais da dieta tradicional chinesa, os levantadores chineses comem muita sopa pesada feita de galinha e costelas de porco, e eles trabalham nas classes mais leves de levantamento olímpico como se fossem pequenos Mike Tysons batendo em dublês de Robin Givens.

 

Eu entendo que devido ao fato de que nenhum autor renomado escrevo muito sobre a utilidade dos cozidos, minhas afirmações poderão ser vistas com uma quantidade de ceticismo. Nenhum fisiculturista jamais pregou os benefícios dos cozidos, e nenhum atleta americano fenomenal jamais creditou seu sucesso a cozidos. Deste modo, cozidos não poderiam estar na moda, porque não há lugar onde as pessoas se pareçam mais com lemingues do que em esportista de força do ocidente. Deste modo, minha teoria precisa de mais investigação. Preparem-se para uma montanha de fatos. Continuar lendo

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Mitos e verdades sobre a soja

O original está aqui.

Tradução por Daniel Castro

Não deixe a aparência inocente enganá-lo

Mito: O uso da soja como comida acontece há dezenas de milhares de anos.

Verdade: A soja foi usada pela primeira vez como comina da dinastia Chou (1134-246 AC), e somente após os chineses terem aprendido a fermentá-la para fazer comidas como tempeh, nattô e tamari.

Mito: Asiáticos consomem grandes quantidades de soja.

Verdade: O consumo médio de comidas de soja no Japão e na China é de 10 gramas (cerca de duas colheres de chá) ao dia. Asiáticos as consomem como condimentos, e não como substitutas para comidas de origem animal.

Mito: Comidas de soja modernas conferem os mesmo benefícios à saúde que as comidas tradicionalmente fermentadas de soja.

Verdade: A maioria das comidas modernas de soja não são fermentadas para neutralizar as toxinas da soja, e são processadas de um modo que desnatura as proteínas e aumenta o nível de carcinogênicos.

Mito: Comidas de soja provêm proteína completa.

Verdade: Como todos legumes, a soja é deficiente nos aminoácidos com enxofre metionina e cistina. Além disto, seu processamento moderna desnatura o frágil aminoácido lisina.

Mito: Comidas fermentadas de soja podem prover a vitamina B12 em dietas vegetarianas.

Verdade: O composto que se parece com a vitamina B12 na soja não pode ser usado pelo corpo humano; de fato, a soja faz com que o corpo requeira mais B12.

Mito: Comida infantil com soja é segura.

Verdade: Comidas com soja contêm inibidores de tripsina que inibem a digestão de proteína e afetam a função pancreática. Em animais de laboratório, dietas ricas em inibidores de tripsina levaram a um crescimento menor e a problemas pancreáticos. Comidas com soja aumentam a necessidade do corpo por vitamina D, necessária para ossos fortes e um crescimento normal. O ácido fítico encontrado nas comidas com soja resulta em uma menor biodisponibilidade de ferro e zinco, que são necessários para a saúde e desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. Ela também não contem colesterol, do mesmo modo necessário para o desenvolvimento do cérebro e do sistema nervoso. Megadoses de fitoestrogênios encontrados na comida infantil com soja já foram acusados pela atual tendência de um desenvolvimento sexual cada vez mais prematuro nas garotas, e no retardamento do desenvolvimento sexual dos garotos.

Mito: Soja pode prevenir a osteoporose.

Verdade: Soja pode causar deficiências de cálcio e vitamina D, ambas necessárias para ossos saudáveis. O cálcio de sopas de ossos e a vitamina D de comidas marinhas, banha e órgãos é o que previne a osteoporose na àsia— e não a soja.

Mito: Comidas de soja modernas protegem contra vários tipos de câncer.

Verdade: Um estudo do governo britânico concluiu que há poucas evidências que essas comidas protegem contra o câncer de mama ou quaisquer outras formas. De fato, a soja pode aumentar o risco de câncer.

Mito: A soja protege contra doenças cardíacas.

Verdade: Em algumas pessoas, o consumo de soja irá abaixar o colesterol, mas não há evidências que uma diminuição do colesterol com proteína de soja diminui o risco de doenças cardiovasculares.

Mito: Estrogênios da soja (isoflavonas) são bons para você.

Verdade: As isoflavonas da soja são perturbadores fito-endócrinos. EM níveis dietários, elas podem prevenir a ovulação em mulheres e estimular o crescimento de células cancerosas. Comer somente 30 gramas de soja por dia pode resultar em hipotireoidismo com sintomas de letargia, constipação, ganho de peso e fadiga.

Mito: A soja é segura e benéfica para mulheres pós menopausais.

Verdade: A soja pode estimular o crescimento de tumores dependentes do estrogênio e causar problemas de tireoide. Uma baixa atividade da tireoide é associada com dificuldades na menopausa.

Mito: Os fitoestrogênios da soja podem melhorar a habilidade mental.

Verdade: Um estudo recente descobriu que mulheres com os maiores níveis de estrogênio no sangue tinham os menores níveis de função cognitiva; Em imigrantes japonesas para os EUA o consumo de tofu na meia idade é associado à ocorrência da doença de Alzheimer mais tarde na vida.

Mito: As isoflavonas da soja e a proteína isolada de soja são reconhecidas como seguras nos EUA.

Verdade: A Archer Daniels Midland (ADM) recentemente retirou o pedido à FDA deste status para as isoflavonas, após uma enxurrada de protestos da comunidade científica. A FDA nunca aprovou este status para a proteína isolada de soja devido a preocupações com a presença de toxinas e carcinogênicos na soja processada.

Mito: A soja é boa para sua vida sexual.

Verdade: Diversos estudos com animais demonstram que a soja causa infertilidade em animais. O consumo de soja aumenta o crescimento de cabelos em homens de meia idade, o que indica menores níveis de testosterona. Donas de casa japonesas dão tofu a seus maridos quando elas querem reduzir sua virilidade.

Mito: A soja é benéfica ao meio ambiente.

Verdade: A maioria da soja cultivada nos EUA é geneticamente modificada para permitir que fazendeiros usem grandes quantidades de herbicidas.

Mito: A soja é boa para nações em desenvolvimento.

Verdade: Em países de terceiro mundo, a soja toma o lugar de cultivos tradicionais e transfere a geração de valor do processamento da população local para corporações multinacionais.

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Vitamina A: O nutriente esquecido no fisiculturismo

A floresta densa da nutrição fisiculturista contêm um paradoxo: a quantidade de informações disponível é abundante, mas a sabedoria das dietas tradicionais a satisfazer as preocupações de fisiculturistas é esparsa e difícil de ser encontrada. Recomendações típicas incluem dietas com muito pouca gordura e rica em proteínas como salmão e peito de frango.

Você procurará em vão em revistas da grande mídia se quiser achar uma menção à importância da vitamina A para o fisiculturismo. Mas este nutriente é essencial para a construção de músculos e pode ser a arma mais potente de um fisiculturista. A vitamina A é necessária para a utilização da proteína, para a produção de testosterona e de outros fatores de crescimento. De fato, um estudo com humanos, discutido abaixo, descobriu que a administração de vitamina A e ferro tinha resultados equivalentes à administração da própria testosterona. Ao invés de aconselhar o consumo de comidas ricas em vitamina A e suplementos como óleo de fígado de bacalhau, essas revistas aconselham dietas com muita proteína, que esgotam as reservas de vitamina A, o que nos faz pensar se atletas que tomam esteroides não poderiam obter resultados similares consumindo uma dieta tradicional, rica em vitamina A.

Coma isto

Vitamina A e Testosterona

Pesquisas abundantes com animais indicam a importância da vitamina A na produção de testosterona. A vitamina A cruza a barreira hemato-testicular na forma de álcool (chamado de retinol), onde ela é armazenada nas células de Sertoli e convertida conforme necessário a sua forma mais biologicamente ativa, o ácido retinoico. Experimentos com ratos demonstram que mais concentração de vitamina A nos testículos aumentam a secreção basal de testosterona, assim como a transferrina, que é responsável pelo transporte de ferro; e uma variedade de fatores de crescimento como a proteína que se liga ao IGF (que o transporta), a proteína que se liga a andrógenos (que os transporta), fator de crescimento transformador beta (que causa o crescimento celular mas suprime o câncer e a proteína reguladora aguda esteroidogênica (que é responsável pelo transporte do colesterol para as mitocôndrias para a sua conversão em esteroides). A vitamina A também diminui a produção de estrogênio nos testículos. Ratos que são deficientes em vitamina A têm testosterona diminuída até que os órgãos sexuais acessórios atrofiem, indicando que a vitamina A não só ajuda, mas é fundamental para a produção de testosterona.1

Um experimento usando porquinhos da índia, que corrobora diversos experimentos feitos com ratos, descobriu uma diminuição na testosterona plasmática associada a deficiência de vitamina A.2 Um estudo com humanos comparando a dieta de 155 pares de gêmeos descobriu uma correlação entre níveis de testosterona e consumo de vitamina A.3

O estudo mais interessante dividiu 102 meninos adolescentes com baixa estatura e puberdade atrasada em quatro grupos: um de controle, um suplementado com testosterona, um suplementado com vitamina A e ferro, e um grupo que recebeu tanto testosterona quanto a suplementação nutricional. Todos os tratamentos foram eficientes em induzir crescimento e puberdade, enquanto que o grupo de controle não ganhou peso ou começou a puberdade no mesmo período de tempo. O que foi mais impressionante foi o grau de aceleração foi similar nos grupos tratados com testosterona e vitamina A. O começo da puberdade ocorreu em de 9 a 12 meses naquele, e em 12 meses neste grupo.4

Este estudo sugere duas coisas. A primeira é que os problemas de crescimento que estes garotos tiveram poderiam ter sido evitados se seus pais soubessem da importância de servir uma refeição com fígado semanalmente, já que fígado é muito rico tanto em vitamina A quanto em ferro. A segunda é que com o trabalho duro e dedicação equivalentes, atletas e fisiculturistas podem ser capazes de obter resultados similares tomando óleo de fígado de bacalhau e comendo comidas ricas em vitamina A regularmente, do mesmo modo que outros atletas recebem benefícios de tomar suplementos com precursores da testosterona.

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A Dieta do Predador Alfa para Atletas e italianos

por Jamie Lewis, o original está aqui.
Tradução: Daniel Castro
Quando eu primeiro postei sobre o meu conceito da Dieta do Predador Alfa, eu recebi muitos e-mails perguntando-me sobre carboidratos pre-, peri-, e pós-treino.  Como eu já disse mais de uma vez, eu penso que a preocupação com estas três faces da nutrição são talvez a distração mais fora de proporção dos pontos críticos do treino e da nutrição que alguém pode realizar.  É como se uma colônia de leprosos pedisse à ONU camisinhas e cremes para espinhas. Pessoas obcecadas com nutrição peri-treino são de exatamente um tipo- pessoas que não têm a mínima ideia do que um treino de verdade é, vestidas na roupa de treino da moda, fazendo um espetáculo ao fazer uma whey no meio do treino e entrando em meu caminho quando vou beber água entre as séries. É isso mesmo- se você estiver focado com a intensidade de um laser em sua nutrição durante o treino, você é uma putinha. Quando você está levantando pesos, você deve se focar nos pesos, não em suplementos.

Jon Cole, monstro dos monstros. Primeiro homem a agachar com 400kg, e um total irreal de 544kg (195kg no press, 154kg no snatch e 195kg no push jerk) no levantamento de peso, um esporte para o qual ele não treinava e raramente comeptia. Este homem não se importava nada com sua nutrição peri-treino.

Sobre os caras nutrição pré- e pós-treino, eles certamente são um mal menor, provavelmente enganados a acreditar que esta merda é de importância crítica devido a uma propaganda constante que permeia todos os cantos da vida. Para cada pessoa que alega que a nutrição pré- e pós-treino é de importância crítica para o ganho de massa e força, eu posso nomear 100 pessoas que conseguiram ganhá-las sem tal nutrição. Isto não quer dizer, porém que não há benefícios nisto, mas que a importância dela é muito menor do que a do treino em si. Dado o fato de você está lendo isto, você provavelmente sabe disto, então irei ficar feliz em falar sobre como a nutrição pré e pós-treino pode ser útil dentro do contexto da Dieta do Predador Alfa.

Dito isto, eu vou falar sobre atletas que expressaram preocupação em consumir uma dieta cetogênica enquanto participam em um esporte que envolve mais que simplesmente grunhir e pegar coisas pesadas.  Eu pessoalmente seguia uma dieta cetogênica enquanto praticava wrestling e não tive problemas com níveis de energia desde que eu mantivesse o consumo de calorias elevado.  Na época, eu pesava 61kg e minha dieta consistia de, pelo que me lembro, de salsichas de porco para o café da manhã e uma dúzia de hambúrgeres durante o resto do dia, além de shakes de proteína ocasionalmente. Ao tempo, eu não havia pulado na turma da suplementação, então eu não consumia muitos suplementos exceto aqueles favoritos com efedrina – Metaform Heat e Ultimate Orange. Para aqueles que desconhecem esses suplementos, eles tinham tanta cafeína e efedrina que viciados em metanfetaminas tinham medo de tomá-los. Ambos tinham gosto de merda de gato frutada, mas eles te ligavam. Deste modo, vou repetir meu apoio ao consumo de estimulantes, especialmente para aqueles que precisam de energia extra para sair por aí. De novo, eles não são necessários, mas são positivos, assim como é a inclusão de carboidratos se você não for bem disposto geneticamente à dieta cetogênica como eu sou.

 

Que saudade, Metaform Heat.

Adaptando a Dieta do Predador Alfa

Eu afirmei várias vezes que é fundamental experimentar com tudo que você tente para maximizar seus ganhos pessoais. Fazer isto geralmente necessita de um bom tanto de pesquisa, mas como eu gosto de pesquisa, eu fiz boa parte do trabalho para você. Uma preocupação que algumas pessoas têm com a Dieta do Predador Alfa é que elas ficam muito letárgicas  na fase low-carb  da DPA. Dada a variação incrível de perfis bioquímicos que as pessoas podem ter, isto não é de surpreender- eu nunca sugeri que aquilo que faço “serviria para todo mundo.”  Em minha série ainda não terminada sobre os Tipos Metabólicos, eu falei sobre várias metodologias de classificação de tipos metabólicos, mas a tendência atual é dividir pessoas em tipos Proteína, Carboidratos, ou Híbrido. É possível transitar de um para outro, de acordo com alguns autores, então fazer a tentativa pode valer a pena.

Conforme eu já mencionei sobre a dieta, Lyle McDonald e Dan Duchaine sugeriram o uso de uma dieta isocalórica se você estiver mudando uma dieta tradicional com muitos carboidratos e pouca gordura para uma cetogênica. Um estudo interessante feito por Stephen Phinney examinou as dietas cetogênicas em relação a energia para tarefas de resistência e descobriu exatamente o que Duchaine e McDonald aludiram a- o corpo muitas vezes requer pelo menos duas semanas de adaptação à nova dieta. (Phinney) Deste modo, seu “carb crash” pode ser mitigado por uma transição gradual. Algo como a Dieta da Zona pode ajudar pessoas que seriam consideradas do tipo Carboidrato de acordo com os tipos metabólicos a transitar para o tipo Proteína. Um mês de Dieta da Zona pode não ser suficiente para completar a transição, porém, e você pode ter o crash sobre o qual Phinney alertou. Os Inuítes, de acordo com Phinney, lidam com falta de energia aumentando muito seu consumo de gordura e diminuindo o de proteína de acordo, enquanto outros autores sugeriram a gordura poderia ser diminuída e os carboidratos elevados de acordo um com o outro. A chave, porém, é determinar o que funciona melhor para você. Isto é, claro, todo o propósito da Dieta do Predador Alfa- permitir a perda de gordura enquanto se ganha músculos e força. Felizmente para mim, eu sou bem adaptado à dieta cetogênica. Para aqueles que não são, ou sentem que precisam de mais energia rápida para ajudas em competições esportivas, ou simplesmente para  ajuda em treinos, ainda há esperança.

 

 

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