Valentões, Molha-camas e o visto versus o não visto.

Por Tom Naughton, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Recentemente, alguém me acusou em comentários de ser um valentão (NT.: o autor usa o termo bully, de onde vem o termo bullying. Bully possivelmente tem dia origem em “parecido com um touro”, mas valentão é um termo corrente no Brasil que encaixa melhor na tradução desse termo.) porque eu continuamente chamo as pessoas que querem lockdowns de molha-camas. Isso me fez rir, já que são os molha-camas que querem dizer a todos onde elas podem ir, com quantas pessoas podem ficar, quais empresas podem abrir, quem tem que usar máscaras em quais situações etc. – e eles querem que qualquer um que os desafie seja preso. Isso é um valentão.

Graças aos molha-camas, a resposta histérica ao coronavírus provavelmente causará mais danos (incluindo mais mortes) do que o próprio vírus. Por que os molha-camas não vêem isso? Acho que a melhor explicação está em alguns conceitos de disciplinas fora da medicina.

O primeiro é um conceito em engenharia de softwares denominado separação de preocupações. Em termos mais simples, ele significa que cada uma das funções principais do sistema reside em sua própria pequena caixa de código e é projetada e mantida por um especialista naquela função.

Por exemplo, recentemente programei uma interface de usuário que exibe dados que são recuperados de um banco de dados por um serviço da internet. Outra pessoa codificou o serviço da web. E uma terceira pessoa projetou e mantém o banco de dados. Não precisamos saber muito sobre o trabalho uns dos outros… e isso é algo bom, porque o campo de TI (Tecnologia da Informação) é muito grande e muito complexo para uma só pessoa aprender tudo.

Na maioria das vezes, a separação de preocupações é uma coisa boa em TI. Mas às vezes a separação causa problemas, como quando um administrador de banco de dados decide fazer mudanças em uma tabela de um banco de dados, e essas mudanças fazem com que os aplicativos parem de funcionar.

A separação de preocupações também existe na medicina, e essa separação pode produzir tratamentos ruins. Lembro-me do cardiologista do meu pai insistindo que ele TINHA DE TOMAR SUAS ESTATINAS! porque seu colesterol estava alto. Não importa que meu pai estivesse decaindo mentalmente e que as estatinas são conhecidas por causar problemas cognitivos. A única preocupação do cardiologista era reduzir o índice de colesterol. A saúde do cérebro de meu pai não era sua preocupação.

O segundo conceito é econômico: o visto e o não visto. (NT.: tal conceito foi explicado pela primeira vez por Frederic Bastiat no livro O que se vê e o que não se vê). A explicado breve é que ações sempre produzem efeitos secundários – muitas vezes não vistos, e muitas vezes não desejados.

Suponha que aumentemos o salário mínimo para 20 dólares por hora. Claramente, algumas pessoas com pouca qualificação ganharão mais dinheiro. Isso é o visto. Mas os empregadores vão contratar menos pessoas e, quando possível, substituir os funcionários que se tornaram muito caros por quiosques [eletrônicos] e outras tecnologias.

Como resultado, será mais difícil para uma pessoa não qualificada conseguir aquele importante primeiro emprego. Isso é o que não se vê. Ninguém fala sobre as pessoas NÃO contratadas por causa do novo salário mínimo. (Thomas Sowell escreveu um livro fantástico sobre o que é visto versus o que não é visto, intitulado Applied Economics: Thinking Beyond Stage One (em tradução livre: Economia Aplicada: Pensando além do Estágio Um). O Estágio Um é o que é visto; os efeitos não vistos aparecem mais tarde.)

Se um novo vírus começar a matar pessoas e você perguntar a um especialista em pandemias – vamos chamá-lo de Dr. Falshi (NT.: no original, Dr. Foolchi, um trocadilho envolvendo a palavra Fool, ou seja, tolo. Adaptei o trocadilho ao mais próximo possível na língua portuguesa) – o que fazer, ele provavelmente recomendará interromper o contato humano tanto quanto possível. A taxa de infecção pode diminuir como resultado, e na área de preocupação do Dr. Falshi, isso significa que ele teve sucesso.

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6 Motivos Pelos Quais Óleos Vegetais Industriais São Terríveis Para Sua Saúde

Está tradução é uma parte do texto escrito por Chris Kresser, cujo original está aqui.

Tradução por Daniel Castro. (Referências no texto original).

Existem seis problemas principais com óleos vegetais industriais:

1. O consumo de óleos vegetais industriais representa uma incompatibilidade evolutiva.
2. Ingerir óleos vegetais industriais aumenta nossa proporção de ácidos graxos ômega-6/ômega-3, com consequências significativas para a nossa saúde.
3. Os óleos vegetais industriais são instáveis e oxidam facilmente.
4. Eles contêm aditivos prejudiciais.
5. Eles são derivados de plantações geneticamente modificadas.
6. Quando os óleos vegetais industriais são aquecidos repetidamente, são criados subprodutos ainda mais tóxicos.

Perigo.

1. O consumo de óleos vegetais industriais representa uma incompatibilidade evolutiva.

A incompatibilidade evolutiva, uma incompatibilidade entre nossos genes e o ambiente moderno, é o principal fator para a prevalência de doenças crônicas atualmente. Em poucas áreas a incompatibilidade evolutiva é mais aparente do que na Dieta Americana Padrão (NT.: com muitos grãos e pouca proteína animal, vide a pirâmide nutricional); as altas quantidades de carboidratos refinados e calorias dessa dieta trabalham contra nossa biologia ancestral, fazendo com que fiquemos com sobrepeso e doentes.
Óleos vegetais industriais, assim como açúcar refinado e excesso de calorias, também representam uma incompatibilidade evolutiva. Até 1900, os humanos não consumiam óleos vegetais industriais. De 1970 a 2000, o consumo médio de um deles, o óleo de soja, disparou de meros 1,8 quilogramas por pessoa por ano para incríveis 11,8 quilogramas por pessoa por ano! (6)
Hoje, o ácido linoléico, o ácido graxo mais abundante em óleos vegetais industriais, é responsável por 8% de nossa ingestão total de calorias; em nossos ancestrais caçadores-coletores, era responsável por apenas de 1 a 3% do total de calorias. (7) Pesquisadores que conhecem o tópico da incompatibilidade evolutiva afirmam que nossos corpos simplesmente não foram projetados para lidar com um consumo tão maciço de ácido linoléico. Como resultado, nossos altos níveis de consumo de óleos vegetais industriais estão prejudicando nossa saúde.

2. Ingerir óleos vegetais industriais aumenta nossa proporção de ácidos graxos ômega-6/ômega-3, com consequências significativas para a nossa saúde.

Os ácidos graxos essenciais são gorduras poliinsaturadas que nós, humanos, não podemos sintetizar em nossos corpos e devemos, portanto, consumir em nossas dietas. Eles vêm em duas variedades: ácidos graxos ômega-6 e ácidos graxos ômega-3. Após o consumo, os ácidos graxos ômega-6 dão origem ao ácido araquidônico e metabólitos potentes que são principalmente de natureza pró-inflamatória, incluindo prostaglandina E2 e leucotrieno B4. Os ácidos graxos ômega-3, como ALA, EPA e DHA, por outro lado, dão origem a subprodutos antiinflamatórios.
Um delicado equilíbrio entre os ácidos graxos ômega-6 e ômega-3 deve ser mantido no corpo para promover uma saúde ideal. A proporção da vida ancestral de ômega-6/ômega-3 é de 1/1. As dietas ocidentalizadas, no entanto, são muito desequilibradas, com proporções de ômega-6/ômega-3 na faixa de 10/1 até 20/1. (8) Uma alta ingestão de ácidos graxos ômega-6, combinada com a baixa ingestão de ômega-3, leva a um desequilíbrio nos mediadores pró-inflamatórios e anti-inflamatórios. Esse desequilíbrio produz um estado de inflamação crônica que contribui para vários processos de doenças crônicas.
Os óleos vegetais industriais são talvez o vilão mais significativo para a proporção desequilibrada de ômega-6/ômega-3 característica das dietas ocidentalizadas e, portanto, desempenham um papel significativo nas doenças inflamatórias crônicas.

3. Os óleos vegetais industriais são instáveis e oxidam facilmente.

Os ácidos graxos poliinsaturados em óleos vegetais industriais são altamente instáveis e oxidam facilmente quando expostos ao calor, luz e insumos químicos. Quando óleos vegetais industriais são expostos a essas coisas, duas substâncias nocivas – gorduras trans e peróxidos lipídicos – são criadas. As gorduras trans são bem conhecidas por seu papel no desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2; na verdade, para cada 2% de aumento naa ingestão de calorias de gorduras trans, o risco de doenças cardíacas quase dobra! (9) Os peróxidos lipídicos, por outro lado, são subprodutos tóxicos que danificam o DNA, as proteínas e membranas lipídicas [das células] em todo o corpo. O acúmulo de peróxidos lipídicos no organismo promove o envelhecimento e o desenvolvimento de doenças crônicas.

4. Eles estão recheados de aditivos.

Como os ácidos graxos nos óleos vegetais industriais são muito instáveis, antioxidantes sintéticos são adicionados na tentativa de prevenir a oxidação e a rancidez. Infelizmente, esses antioxidantes sintéticos apresentam problemas próprios. Os antioxidantes sintéticos BHA (hidroxianisol butilado), BHT (hidroxitolueno butilado) e TBHQ (butilhidroquinona terciária) têm efeitos desreguladores endócrinos, carcinogênicos e desreguladores imunológicos. (10, 11, 12, 13) Além disso, descobriu-se que a TBHQ aumenta a resposta da IgE (imunoglobulina E) aos alérgenos alimentares, desencadeando a liberação de anticorpos e, portanto, pode promover o desenvolvimento de alergias alimentares. (14)

5. Óleos Vegetais Industriais vêm de plantas geneticamente modificadas.

Além de serem pobres em nutrientes e repletos de produtos químicos desagradáveis e subprodutos tóxicos, a grande maioria dos óleos vegetais industriais são derivados de plantas geneticamente modificadas. Na verdade, as plantas usadas para fazer tais óleos compreendem as principais culturas geneticamente modificadas – milho, soja, algodão e colza (NT.: colza é um termo praticamente desconhecido no Brasil. Em inglês a planta é chamada de rapeseed, e algumas modificações dessa semente são usadas para produzir o óleo “de canola”. Não existe uma planta propriamente chamada de canola, este termo é uma abreviação de CANadian Oil, um termo criado nos países de língua inglesa para disfarçar a procedência do produto). Nos Estados Unidos, 88% do milho, 93% da soja, 94% do algodão e 93% das plantações de colza são geneticamente modificadas. (15, 16, 17) Poucos estudos foram realizados sobre a segurança em longo prazo do consumo de alimentos geneticamente modificados, o que nos dá mais um motivo para evitar o consumo de óleos de sementes industriais. (NT.: quando na dúvida, o melhor é sempre evitar. Trata-se do princípio da via negativa explicada por Nassim Taleb em livros como Antifrágil).

6. Eles são requentados diversas vezes (e ficam extra tóxicos).

Como se os óleos vegetais industriais já não fossem ruins o suficiente para nossa saúde, restaurantes e cozinheiros domésticos frequentemente se envolvem em uma prática que aumenta ainda mais seus efeitos nocivos – eles aquecem repetidamente os tais óleos. Embora o hábito de reutilizar óleos de sementes industriais repetidamente (normalmente em grandes fritadeiras, no caso de restaurantes) reduza os custos, isso resulta em um óleo que está repleto de subprodutos tóxicos.
O aquecimento repetido deles esgota sua vitamina E, um antioxidante natural, enquanto induz a formação de radicais livres que causam estresse oxidativo e danificam DNA, proteínas e lipídios em todo o corpo. Esses efeitos prejudiciais explicam por que os óleos de sementes industriais repetidamente aquecidos estão associados a hipertensão, doenças cardíacas e danos intestinais e hepáticos. (18, 19, 20)

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Tudo o que Você Precisa Saber Sobre Vitamina D

Por Paleo Leap, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Lembram-se de Pequeno Tim de Um Conto de Natal? (NT.: do conto de Charles Dickens)
Ele talvez sofresse de raquitismo, uma doença óssea causada pela deficiência de vitamina D. Charles Dickens muitas vezes baseava seus personagens em doenças reais que ele via a seu redor, e o raquitismo era muito comum nas crianças inglesas da época, porque simplesmente elas não adquiriram vitamina D suficiente. Não era uma deficiência de dieta: pessoas podem produzir vitamina D quando sua pele é exposta à luz do Sol, mas Grã-Bretanha da época a poluição atmosférica era tanta que prevenia a pequena exposição ao Sol necessária para se evitar o raquitismo.
O raquitismo causa ossos especialmente fracos e deformados, daí a necessidade do Pequeno Tim usar muletas. Hoje em dia, poucos bebês realmente tem raquitismo (embora ainda aconteça!) mas muitas pessoas ainda sofrem com níveis baixos de vitamina D, o que pode contribuir para problemas ósseos no futuro, saúde mental enfraquecida, ou doenças autoimunes, e problemas em manter um peso saudável. Aqui vamos olhar o que você precisa saber sobre a importância da vitamina D, como consegui-la, e quando tomar suplementos.
O que é vitamina D?
A “vitamina” D na verdade é um hormônio, e se você quiser impressionar seus amigos e assutar seus inimigos, você pode usar o nome completo: 1,25 dihydroxyvitamina D [1,25(OH)2D], ou calcitriol. Mas vamos chamar de vitamina D por agora, porque a parte interessante é o que ela faz.
Ela é importante para diversos tipos de processos.

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O Melhor Guacamole do Mundo

Por Michael e Mary Dan Eades, o original está aqui:

Tradução por Daniel Castro.

Existe melhor maneira de desfrutar de um churrasco de verão do que com uma carnes gordas realmente boas? Talvez algumas costelas, peito ou barriga de porco? E um pouco de salada? Mas seja qual for o sua preferência, sempre há espaço para o nosso molho favorito – guacamole! Esta é a nossa receita familiar de longa data.

Santo Guacamole!

4 porções

INGREDIENTES

½ cebola roxa, descascada e cortada em cubinhos
Suco de dois limões
4 abacates médios maduros
1 pimenta serrano (NT.: uma pimenta mexicana, bastante parecida com a jalapeño), com caule, sem sementes e finamente picada
2 dentes de alho amassados
2 tomates, com caule, sem sementes e finamente cortados
1 punhado de coentro, picado
Sal e pimenta a gosto


INSTRUÇÕES
1. Coloque a cebola em uma tigela com água e o suco de um dos limões. Reserve por 10 a 15 minutos para retirar o gosto e cheiro fortes da cebola.
2. Corte os abacates, tire a semente e corte a polpa em cubos. Coloque o abacate em uma tigela grande e esprema o suco do limão restante para evitar que o abacate fique marrom.
3. Amasse e misture o abacate com a pimenta e o alho.
4. Adicione os ingredientes restantes à tigela, e misture bem. Tempere a gosto com sal e pimenta.
5. Sirva com fatias de jicama (inhame feijão), tiras de pimentão fresco ou pele de porco.

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Sedução e Concordância

Por Nick Krauser, o original está aqui: https://krauserpua.com/2013/07/13/daygame-and-compliance/

Tradução por Daniel Castro.

Há uma linha de longa data dividindo as artes marciais entre Mortas e Vivas. Então, por exemplo, se você olhar para o pequeno grupo de artes marciais que são realmente úteis em uma luta (ou no substituto mais próximo onde podem realmente ser testadas – os ringues de MMA), você verá que todas eles compartilham vários fatores em comum. Antes continuar lendo, considere por si mesmo as semelhanças entre boxe, luta livre, judô, sambo, muay thai, e jiu jitsu brasileiro. Olhe para qualquer lutador de MMA decente e você descobrirá que ele se especializou em uma ou duas dessas artes. Excessões são extremamente raras.

Então, o que elas têm em comum?

Um conjunto de regras que permite uma competição total contra um oponente que está tentando vencê-lo… sem incorrer em ferimentos graves.

Essa foi a ideia revolucionária de Jigoro Kano que levou seu pequeno clube de judô a destruir todas as escolas de jiu-jitsu na famosa competição da Polícia de Tóquio. Remova as técnicas mortais e deixe as seguras. Embora você ainda possa matar alguém com um estrangulamento de Jiu-Jitsu, ainda assim nocautear alguém com um gancho de esquerda de boxe, você também pode controlar o ambiente para que ninguém se machuque letalmente durante o treinamento. Você não pode treinar seriamente arrancar olhos ou extirpar traqueias sem rapidamente ficar sem parceiros de treinamento. Kano fez o judô se tornar vivo. O boxe sempre esteve vivo. A esgrima está viva. Assim como o Kendo. A arena da competição (e do sparring) insere o darwinismo universal nas artes marciais.

Back when Japan produced real badasses
Quando o Japão ainda produzia caras foda.

Agora considere as artes marciais inúteis…. Krav Maga, Karate, Ninjutsu, Aikido, Tae Kwon Do. O que todos elas têm em comum? Elas estão mortas. Não há competição séria (ou no caso do TKD tão distante de qualquer coisa que se assemelhe a luta de verdade, que se torna uma Dança das Fadas do Pé). As artes marciais mortas fossilizam-se. Eles têm hierarquias de graduação rígidas, onde os mais antigos e graduados superiores não precisam ser testados. O respeito pelos professores é falso. É um bando de caras que nunca ficam bons em técnicas que nunca são testadas. É Bullshido. (NT.: Isto é um trocadilho com bullshit falar merda, bobagem, e Bushido, antigo código de conduta japonês que significa caminho do guerreiro.

Então, por que o longo preâmbulo?

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A vitamina do Sol? Realmente? A verdadeira causa da deficiência de vitamina D. 5 dicas práticas.

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por Csaba Tóth e Zsófia Clemens. Original em húngaro, a versão em inglês, traduzida por Annamaria Zsengellér, está aqui.

Tradução para o português por Daniel Castro.

Para começar, se você gosta de tomar banhos de sol, depois de nadar por exemplo, não tenha certeza de ter feito o suficiente para conseguir a vitamina D que seu corpo precisa. A fonte de nossa perpétua deficiência de vitamina D está em nossa dieta, que contém cada vez menos e menos comidas de origem animal. Nós dificilmente podemos resolver nossa deficiência em vitamina D sem mudar nossos hábitos alimentares ou se dependermos somente da luz do Sol.

A vitamina D recentemente se tornou o foco de atenção na mente pública assim como da ciência médica. Agora parece que sua importância foi finalmente reconhecida. Quase todo mundo hoje sabe que os níveis de vitamina D não afetam somente os ossos. De fato, níveis baixos de vitamina D podem aumentar o risco de diversas infecções, e têm sido associados a câncer, doenças cardiovasculares, e doenças autoimunes como esclerose múltipla e artrite reumatóide. Porém, alguns conceitos mal entendidos existem sobre ela, e precisam de esclarecimentos. Um, por exemplo, é a questão de qual fonte o ser humano deve (ou pode) obtê-la de acordo com seu programa evolucionário.

Quando alguém entra numa drogaria ou farmácia, a grande quantidade de prepações de vitamina D oferecidas irão deixá-lo espantado. Poderia isso ser a resposta para o problema da vitamina D? Alguns diriam que sim, desde que combinado com a exposição à luz do Sol. Bem, nós gostaríamos de explicar neste artigos porque está não é a escolha ideal.

É um fato que no verão os raios solares ultravioleta (UV-B) produzem uma quantidade relativamente grande de vitamina D na nossa pele a partir de uma forma específica de colesterol. Cientistas engajados nas pesquisas com vitamina D muitas vezes citam dados que demonstram correlação entre o nível de vitamina D no sangue e a latitude em que as pessoas vivem, bem como o número de horas de luz do Sol, para dar apoio à convicção que a fonte primária desta vitamina (hum hormônio na verdade) é o Sol. Eles a chamam de “vitamina da luz solar”, e um livro com esse mesmo título apareceu na Hungria também.

Enquanto vamos para o Norte, recebemos menos e menos luz solar, que bate num ângulo menor e menor. Pesquisadores de vitamina D geralmente concordam que por causa do menor ângulo do Sol acima de certas latitudes é impossível conseguir o necessário de vitamina D apenas pela luz dele. No inverno, acima da latitude de 50° ela não é sequer sintetizada. Além disso l, a meia vida da vitamina D é de três semanas, e se nós não conseguirmos suprimentos adicionais, a quantidade dela no sangue poderia cair abaixo de um nível crítico em cerca de dois meses.

Dá motivos para pensarmos, porém, que áreas acima de 50° de latitude foram sempre bastante populadas na longa história da humanidade. As tribos Inuit (NT.: mais conhecidas como esquimós) por exemplo, conquistaram as regiões árticas acima de 80° – e elas não precisaram de tabletes de vitamina D ou de “camas solares” para fazer isso. Diversos povos habitaram, e ainda habitam, as áreas ao Norte do círculo Polar Ártico, onde elas não recebem muita luz do Sol porque o ambiente congelante não permite que elas tirem as roupas ao ar livre.

Estas pessoas permanecem saudáveis e não demonstram sintomas de deficiência da vitamina em questão, enquanto elas desafiem os hábitos nutricionais da parte civilizada do mundo.

Áreas habitadas pelos Inuit durante o século XVI em laranja.

É fácil ver que se o sol fosse a única fonte de vitamina D, as comunidades árticas nunca teriam acesso a quantidades suficientes dela. Na era do Gelo, que ocorreu não tanto tempo atrás (o último período terminou cerca de 10.000 anos atrás), nossos ancestrais tinham ainda menos luz solar do que teriam hoje.

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Porque a Manteiga é Melhor

Tradução de Zeldi Akerman, Rio de Janeiro, 07/01/2008

Manteiga | Tipos de manteiga | Cozinha Técnica

Quando os representantes da indústria de alimentos com aditivos e os defensores da agroindústria alimentar perceberam ser impossível frear o interesse crescente do povo americano por nutrição e alimentos saudáveis, sentiram-se ameaçados de perder – a longo prazo – seu monopólio, um dos maiores dos Estados Unidos. Conseguiram então, de forma sinistra, infiltrar-se no movimento popular, para desvirtuar a informação passada ao grande público.

Afirmar que as gorduras naturalmente saturadas, de origem animal, eram a causa das doenças cardíacas contemporâneas e do flagelo do câncer, foi o carro-chefe dessa campanha de desinformação. A manteiga serviu de saco de pancadas para o ataque e foi acusada de crimes terríveis. Os Dictocratas da Dieta nos disseram ser preferível usar a margarina polinsaturada – conselho esse seguido pela maioria dos americanos. A manteiga simplesmente desapareceu de nossas mesas, rejeitada como malfeitora.

Tal fato poderia surpreender muitas pessoas mundo afora, pois há milênios a manteiga tem sido apreciada por suas propriedades de dar sustento à vida. Quando o Dr. Weston Price estudou as dietas primitivas, nos anos 1930, constatou ser a manteiga um dos alicerces da alimentação de muitos povos extremamente sadios.1

Sobre os altares das igrejas, os habitantes de vilarejos isolados da Suíça colocavam uma tigela com manteiga, munida de um pavio; essa manteiga queimava durante o ano inteiro, como um sinal do seu espírito divino. As populações árabes também davam grande valor à manteiga e, em especial, àquela de profunda cor amarelo-alaranjada, produzida pelos rebanhos que pastavam o capim verde da primavera e do outono.

A sabedoria popular americana reconhecia que as crianças criadas com manteiga eram robustas e resistentes, enquanto as alimentadas com leite desnatado, durante seus anos de crescimento, eram pálidas, magras e tinham o rosto minguado. 2

Será que a manteiga causa doença? Pelo contrário, a manteiga nos protege contra muitas doenças.

Leia o restante aqui.

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Como Parar de Beber Refrigerantes

Water
Se você bebe refrigerantes açucarados regularmente, abandonar este hábito é uma das maneiras mais simples de melhorar a qualidade de sua dieta. É um maravilhoso primeiro passo para a dieta paleo ou cetogênica, especialmente se você quiser fazer uma mudança positiva mas está em dúvida sobre qual abordagem será a correta para você. Todo mundo, desde veganos, passando por quem conta calorias até a tribo de exclusivamente caenívoros pode concordar que refrigerantes são água com açúcar sem valor nutricional.
Refrigerantes também são um alvo fácil porque são fáceis de entender e reconhecer. Esta não é um estratégia nova e complexa de dieta onde você tem de aprender e entender sobre diversos tipos de comida. Todo mundo sabe o que são refrigerantes e como parar de bebê-los. Cortar refrigerantes é 100% de graça (não precisa comprar nenhuma comida especial), precisa de um tempo mínimo paea conseguir, e não são necessários recursos difíceis de adquirir.
É fácil de entender. Mas não significa fácil de fazer. Abaixo vão algumas dicas para cortar refrigeranres com o mínimo de dor de cabeça, mau humor e desejos. 

Se prepare para o sucessocan of sugary soda

O ambiente a sua volta tem um enorme impacto no que você come e bebe – muito mais do que você talvez perceba. A longo prazo, escolher seu ambiente é pelo menos metade da batalha de escolher o que comer. Qualquer um pode resistir dicas ambientais por uma ou duas refeições, ou mesmo uma semana, mas um grande esforço cognitivo é necessário para manter isso. A maioria das pessoas eventualmente começam a inconscientemente pegar nyone can resist environmental as “instruções” de seu ambiente.

Falando de refrigerantes especificamente, o maior fator ambietal é a disponibilidade.  Pesquisas demonstram que quanto mais facilmente disponíveis refrigerantes são, mais as pessoas os beberão. Se a vontade de pegar um guaraná rapidamente cruzar sua mentr, e ela estiver na geladeira, você provavelmente o irá pegar. Mas se tomá-lo envolver colocar suas roupas de inverno e andar dois quarteirões no frio até a lanchonete, e então gastar um dinheiro antes de voltar… fica mais fácil continuar de pijamas e sem o guaraná.

O que você pode fazer agora: pare de comprar refrigerantes. Retire-os de sua lista de compras. Se tiver algum em casa, jogue fora na pia. Mesmo se você sair de casa e bebê-los em restaurantes ou máquinas de venda automática, você estará reduzindo seu consumo passivo, o que já é muito bom! Este é o primeiro passo para uma vida sem refrigerantes.

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Livros Excelentes – Distopias Parte 1

por Daniel Castro

No começo deste blog, em 2014, recomendei 5 livros com resenhas curtas num artigo. Inspirado por recentes medidas perigosas ao redor do mundo, decidi fazer pequenas análises de livros do gênero distópico, que continuam atuais mesmo depois da queda dos regimes comunistas europeus em 1990. Através deste tipo de literatura ficamos alertas à nossas liberdades, e a como elas podem ser perdidas.

Mas o que são distopias?

A história das distopias começa quando Thomas More (ou Thomas Morus na versão latina de seu nome), um filósofo, escritor e advogado inglês, publica o livro Utopia, em 1516, descrevendo uma sociedade perfeita, porém inalcansável, ambientado na ilha de mesmo nome. Posteriormente, o título de seu livro e ilha se tornaram sinônimos desse tipo de sociedade, perfeita mas impossível.

Já distopia significa o oposto de utopia, uma sociedade completamente maligna, perversa e brutal. Tal termo foi cunhado por John Stuart Mill em 1868, como contraposição ao termo utopia. E o gênero literário foi provavelmente criado com a obra A Máquina do Tempo (1895), de H.G. Wells, e é mais conhecido através de Admirável Mundo Novo e 1984. Portanto nessa série de artigos eu examinarei brevemente algumas importantes (ou nem tanto) obras deste gênero. Nesta série falarei somente sobre livros que li, excluindo assim filmes como Idiocracia e Matrix, nem obras que importantes, mas que ainda não li, como Tacão de Ferro e Harrison Bergeron. Também excluirei livros importantes que já li, mas focam muito em problemas dos protagonistas, apesar de terem algumas características distópicas, como Frankenstein e A Metamorfose. A ideia da série é sugerir livros interessantes para leitura, e portanto não abrangerá as obras supracitadas.

No texto de hoje falarei sobre os livros Admirável Mundo Novo, 1984, A Revolução dos Bichos, e Nós (com maior espaço para este). Para começar, vamos à obra que inspirou os dois primeiros, que também são os mais conhecidos livros do gênero.

Nós, de Yevgeny Zamyatin

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Yevgeny Ivanovich Zamyatin nasceu em 1884, na Rússia e era engenheiro naval e escritor. Em 1921 finalizou o livro Nós (em russo, Мы, que lê-se Mii) que somente foi publicado em seu país natal em 1988, 51 anos após sua morte (embora tenham existido versões em russo fora da Rússia a partir de 1928). Tal fato deve-se ao livro criticar sistemas coletivistas como o regime bolchevique que então dominava aquele país. Vejamos, pois, como era o livro propriamente dito.

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Nozes e Sementes são Saudáveis?

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por Sebastian Noel, o original está aqui.

Tradução por Daniel Castro.

Nozes (NT.: na maior parte do texto nozes terá o sentido botânico amplo, significando castanhas de caju, do pará, amêndoas, avelãs, além da noz comum, dentre outras. Quando a refência for à noz da nogueira comum destacarei isto entre parênteses) e sementes são um tipo lanche muito popular entre quem come paleo e algumas comem um bom tanto delas. Afinal de contas, elas são práticas de se levar ao trabalho ou trilhas e a maioria é carregada de nutrientes. Nós sabemos porém que apesar do fato de que a maioria das nozes e sementes eram disponíveis a nossos antepassados, isto não é suficiente para justificar seu consumo frequente. Nós precisamos olhar a composição de cada noz e semente, seus níveis de toxinas e valor nutricional e julgar a partir disso.

Eu já recomendei cortar da dieta nozes e sementes para pessoas com problemas digestivos ou atuoimunes ou com desequilíbrios na flora intestinal, mas e quanto a pessoas saudáveis?

Você verá aqui respostas diferentes para cada caso, pois nem todas nozes ou sementes são criadas iguais. Você também verá porque eu recomendo manter as nozes como um lanchinho ocasional enquanto mantemos em mente que seu valor nutricional é algumas vezes anulado por suas características indesejáveis. Há alguns passos a serem tomados para a redução da carga tóxica da maioria das nozes que poderão ser úteis a quem quiser consumir mais delas.

Concluindo, recomendarei as melhores nozes e àquelas que devem ser consumidas muito esporadicamente.

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